10 mar 2002 - 3h20

MEIO ANO DE GENINHO

No futebol brasileiro existe a prática de se demitir o técnico quando uma equipe atravessa uma série de jogos sem vencer. Desta forma são poucos os treinadores que permanecem no cargo por um período em que possam planejar um trabalho em médio prazo. O Clube Atlético Paranaense fosse a regra . O técnico Geninho completou seis meses no comando da equipe rubro-negra.

Eugênio Machado Souto, conhecido como Geninho, chegou ao Atlético em meio a uma crise. O clube não vencia a cinco jogos e havia perdido várias posições na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro do ano passado. Com um jeito tranqüilo de trabalhar, Geninho procurou conversar com o elenco a fim de colocar a equipe novamente entre os primeiros colocados. O Atlético não só voltou ao topo da tabela como se sagrou Campeão Brasileiro, título que marcou a carreira de Geninho e deixou o seu nome marcado na história do clube como o comandante do título inédito.

O título marcou tanto a mim como ao Atlético. Com certeza é a conquista mais importante da minha carreira , afirmou o técnico rubro-negro.

A campanha de Geninho a frente do time atleticano é de fazer inveja a qualquer treinador. São 34 jogos sendo 20 vitórias, oito empates e apenas seis derrotas. Em porcentagem, o Atlético conseguiu conquistar 66% dos pontos que disputou, números que impressionam até mesmo o próprio treinador.

O percentual do time está sendo muito bom. Existe técnico que perde seis partidas em um mês , disse Geninho.

Nos últimos seis anos, poucos treinados permaneceram um longo período no Atlético. Oswaldo Alvarez, o Vadão, foi o técnico que mais treinou a equipe rubro-negra desde de 96. Foram sete competições em um ano, contabilizando 73 jogos com aproveitamento de 61%, um pouco menos que Geninho.

As semelhanças entre os dois treinadores não terminam. Vadão e Geninho são os técnicos responsáveis em comandar o Atlético na Copa Libertadores da América. Vadão realizou uma boa campanha em 2000, classificando o time para as oitavas de finais, onde caiu diante do Atlético Mineiro nos pênaltis. A situação do Atlético na Libertadores deste ano com Geninho como técnico é um pouco mais complicada. O time ainda não venceu e precisa somar os nove pontos em disputa para garantir uma vaga na próxima fase.

O contrato de Geninho com o Atlético termina na metade do ano. Porém, ambos os lados estão dispostos a conversar em busca de uma possível continuidade do trabalho. Foi assim ao término do Campeonato Brasileiro e pode ser assim ao término do primeiro semestre.

“Geralmente eu fico bastante tempo nos clubes onde trabalho. No Atlético não está sendo diferente. Quem sabe este casamento ainda dure um longo tempo”, indagou Geninho.

Fonte: Assessoria do Clube Atlético Paranaense



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