12 maio 2002 - 17h24

NÃO DEU

O Cruzeiro derrotou o Atlético por 1 x 0 em jogo realizado neste domingo no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. O time mineiro já havia vencido o jogo de ida por 2 x 1, em Curitiba, e, portanto, jogava por um empate para ser bicampeão da Copa Sul-Minas. Esta foi a terceira vez consecutiva que o time chegou à final da competição. Em 2000, perdeu para o América; no ano passado, venceu o Coritiba.

Mesmo jogando em casa, o Cruzeiro não partiu para cima do Furacão. O Atlético tinha maior posse de bola, mas não chegava a criar lances de real perigo. O melhor lance atleticano foi uma cabeçada de Igor na qual a bola bateu na trave esquerda do gol de Jefferson. Ilan desperdiçou boas oportunidades, mas o rubro-negro não marcou.

Para o Cruzeiro, a grande chance veio no último minuto do primeiro tempo, mas Fábio Júnior bateu mal e chutou para fora. Na etapa final, o Atlético foi mais agressivo e foi em busca da vitória. O avanço atleticano permitiu que o Cruzeiro jogasse nos contra-ataques. O time mineiro perdeu ótima chance para marcar quando Edilson tocou para Fábio Júnior, que mandou na trave.

Geninho sacou o volante Reginaldo Vital e colocou Kléber em seu lugar, passando a jogar com três atacantes. Aos 31 minutos, Augusto Recife fez um lançamento longo para Ruy. O ex-jogador do América deu a impressão de que não chegaria na bola a tempo de evitar o tiro de meta, mas dominou em cima da risca e tocou por debaixo das pernas do zagueiro Gustavo. Depois, foi só rolar para trás, onde Sorin esperava livre para marcar.

O lateral argentino, que fez sua despedida do Cruzeiro, ficou ensandecido com o gol. Ele tirou a camisa e foi vibrar ao lado da torcida. A atuação de Sorin havia ganho tons dramáticos desde o começo do segundo tempo, quando se chocou com Alessandro e fez um corte no supercílio, passando a jogar com uma faixa na cabeça. No intervalo, levou seis pontos e trocou o “capacete” por um curativo.

Depois do gol, o Cruzeiro perdeu a chance de ampliar em um lance de Edilson. Ele driblou Igor e Rogério Corrêa em um único toque e mandou uma bomba que explodiu no travessão. Totalmente perdido com o gol sofrido, o Atlético sequer chegou ao ataque novamente.

CRUZEIRO: Jefferson; Luisão, Cris e Marcelo Batatais; Ruy, Fernando Miguel (Augusto Recife), Jorge Wagner, Jussiê (Wendell) e Sorín; Fábio Júnior (Alessandro) e Edílson. Técnico: Marco Aurélio.

ATLÉTICO: Flávio; Alessandro, Igor, Rogério Corrêa, Gustavo (Donizete Amorim) e Ivan (Luisinho Netto); Reginaldo Vital (Kléber), Kleberson e Adriano; Ilan e Alex Mineiro. Técnico: Geninho.

Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Público: 69.533 pagantes
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)



Últimas Notícias

Fala, Atleticano

Time voando baixo

Foi um “Passeio”, o time comandado por Eduardo Barros, deu aula… Os meninos Christian e Erick, comando meio de campo, Wellington o “maestro” regendo a…

Opinião

Libertadores, estamos aqui

Do alto da nossa sétima participação na Copa Libertadores da América, temos que reconhecer que já temos muita história para contar: da primeira participação, via…