29 jul 2002 - 16h53

A CIÊNCIA DA PREPARAÇÃO FÍSICA

Solivan Roberto Dalla Valle nasceu em 1969 em Francisco Beltrão, no interior do Paraná. Desde cedo, mostrou grande interesse pelo esporte e, especialmente, pelo futebol. No final da década de 80, quando ingressou no curso de Educação Física das Faculdades de Palmas, ainda jogava como zagueiro.

O futebol talvez tenha perdido um jogador promissor, mas ganhou um excelente preparador físico. O ano de 1994 marcou o início de sua trajetória nessa profissão. Trabalhou no Francisco Beltrão, de sua cidade natal e passou um período estagiando no Paraná Clube, como forma de adquirir experiência.

Entre 96 e 97, Solivan passou pelo Cascavel e Apucarana, realizando um trabalho que chamou a atenção do tricolor da capital. De volta a Curitiba, desta vez em definitivo, tornou-se auxiliar de preparação física do Paraná. Em 99, trabalhou com o técnico Valdyr Espinosa, hoje novamente seu comandante no Atlético. Na época, era auxiliar do renomado Carlos Alberto Lancetta.

Mesmo com intensa experiência prática, nunca descuidou dos estudos e sempre se manteve atualizado com as mais modernas formas de aprimorar seu trabalho. Para isso, seu contato com o professor Antônio Carlos Gomes foi fundamental. Desde que Gomes retornou da Rússia, manteve contato com Solivan, trocando idéias e ambicionando aplicar a ciência ao futebol.

Assim, quando Espinosa foi contratado para dirigir o Atlético, na última semana, a indicação do nome de Solivan foi aprovada por unanimidade. O fato de já ter sido zagueiro e a juventude são fatores positivos em seu relacionamento com os atletas. “Ser jogador me ajudou muito na minha atual profissão, para saber como é um dia-a-dia no futebol”, costuma dizer ele.

No dia seguinte à sua contratação pelo Atlético, a Furacao.com contatou o professor Solivan, que fez questão de explicar como será seu trabalho no rubro-negro. Em nome da torcida atleticana, desejamos muita sorte e sucesso em seu novo caminho, o que foi bem recebido pelo novo preparador físico do Atlético.

A conversa começou com Solivan explicando o estado físico atual do grupo. Segundo ele, não há tempo para se realizar uma nova pré-temporada, já que o Campeonato Brasileiro começará no início de agosto. Portanto, ele não poderá realizar o trabalho completo que imagina como ideal para a preparação de uma equipe.

Nesse sentido, Solivan disse que o trabalho que vinha sendo feito por Eudes Pedro dos Santos não pode ser desprezado. “Os jogadores já estão treinando há tempo. Eu teria de realizar outra pré-temporada? Não é o caminho”, explicou o preparador físico. Os jogadores já sofreram cargas de exercícios e tudo isso tem de ser aproveitado. Para isso, Solivan contará com ajuda dos auxiliares de preparação física Márcio Henriques, Márcio Teixeira e José Afonso, além é claro de Antônio Carlos Gomes e Oscar Erichsen.

“Vamos considerar o que já foi feito e, a partir daí, com esse levantamento, vamos planejar um trabalho para os próximos dias”, contou Solivan. Apesar disso, Solivan faz questão de explicar que seu trabalho é diferente do que vinha sendo realizado no Atlético. Para ele, cada profissional tem uma maneira distinta de lidar com o atleta, o que gera resultados diversos.

Ele fez questão de ressaltar a função do auxiliar-técnico Rivelino Serpa, filho de Espinosa. “Ele trabalha na parte técnica, mas vai ser um elo de ligação entre nós. O Serpa é uma pessoa de fundamental importância para nós porque ele já foi preparador físico”, lembrou Dalla Valle.

Além de Serpa, Solivan elogiou também o trabalho de Antônio Carlos Gomes, diretor técnico do Atlético. “Eu tenho um contato com o Antônio Carlos há muito tempo. Conversamos sobre treinamentos e sobre a aplicação da ciência ao futebol. Ele é uma pessoa fantástica e está realizando um grande trabalho no Atlético Paranaense”, atestou o preparador físico.

Por fim, Solivan não quis comentar os motivos pelos quais o Atlético teve vários jogadores contundidos nos últimos meses. “Há várias causas para a lesão muscular. Muitas vezes, o atleta realiza um movimento comum e acaba se machucando. Isso não quer dizer que os exercício físicos foram excessivos. São coisas que acontecem. Não posso falar especificamente dos casos do Atlético porque eu não estava acompanhando”, disse ele.

Apesar disso, Solivan admitiu que a preparação física tem de levar em conta os riscos de contusão. “Você tem de amenizar isso. Como? Fazendo um controle do trabalho e levando em conta também o desgaste do jogador nos treinos técnicos e táticos e também no jogo, que representam 90% do trabalho físico realizado pelo atleta”, finalizou Solivan.



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