8 ago 2002 - 14h58

Opinião: “crise e cabeça no lugar”

O Malutrom acabou de desistir de disputar a segunda divisão. O Paraná Clube vai viajar de ônibus para cidades com distância menor que 500 km. O Coritiba, com as contas bloqueadas, vive momentos de agonia.

A crise econômica do futebol paranaense também chegou ao Atlético. Só que os dirigentes foram mais rápidos e levantaram um gabião – aqueles muros de contenção construídos na beira do mar para evitar ressacas. Algumas ondas, porém, ultrapassaram a proteção e molharam algumas pessoas. O zagueiro Nem e o técnico Geninho são dois exemplos. Quiseram inflacionar os seus salários e foram colocados de lado.

Agora, Gustavo e Cocito também querem a valorização – até certo ponto compreensível pelo que fizeram em 2001, mas inconcebível pelo futebol apresentado no primeiro semestre deste ano. Orientados por procuradores que visam o lucro pessoal e não o futuro dos jogadores, ambos podem acabar se despedindo do Atlético de uma forma melancólica.

A esperança é que a lua, a força dos ventos e os gabiões contribuam para deixar a maré tranqüila e que os campeões brasileiros continuem no Furacão – esse sim, soprando forte.

Sérgio Tavares Filho
Jornalista e integrante da Equipe Furacao.com
stavaresfilho@terra.com.br



Últimas Notícias

Opinião

Céu e inferno

Qual a semelhança entre Casemiro Mior, Flávio Lopes, Heriberto da Cunha, Ricardo Drubscky, Leandro Ávila e Fabiano Soares? E entre Geninho, Antonio Lopes, Paulo Cesar…