2 out 2002 - 19h06

Espinosa explica os porquês

Ele dirigiu o Atlético em apenas 14 partidas do Campeonato Brasileiro. Conquistou 6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Derrotas que foram suficientes para afastá-lo do comando do time. Valdir Espinosa abriu o jogo com a Furacao.com e, gentilmente, respondeu às nossas perguntas. Os boatos de briga com Alex Mineiro, as variações táticas durante a partida, o relacionamento com o elenco. Tudo o que o internauta atleticano gostaria de saber está relatado na entrevista a seguir. Confira:

Antes de vir para o Atlético, você teve propostas do Flamengo e da Turquia. O que fez você mudar de planos e trabalhar no Paraná?
Com o Flamengo não houve acerto financeiro e a Turquia ficou em aberto em função de não querer sair do país naquele momento. Vim para o Atlético em razão da organização e conhecimento do grupo de jogadores e acreditar na possibilidade de um bom trabalho.

Na entrevista anterior para a Furacao.com – logo que chegou aqui em Curitiba – você disse que o futebol brasileiro não está preparado para trabalhar com treinadores por setor. Por quê?
Toda novidade demanda um tempo de adaptação. Poderá vir um dia surgir isto, mas fatalmente quando acontecer dirão que o treinador principal é um preguiçoso e não quer trabalhar. Mudança de hábito, cultura e visão são necessárias para que isso aconteça.

Você disse que pretendia adaptar o Atlético durante a partida. Seriam várias opções táticas durante os 90 minutos. Por que isso não foi praticado?
Foi praticado em determinados momentos e partidas pois o Cocito jogou em algumas como terceiro zagueiro e em outras o lateral fazia essa função. Outras com marcação individual como Cocito em Ricardinho, Alan em Ramon ou até como terceiro zagueiro; contra o Corinthias o Adriano ficou mais do lado esquerdo para fechar o lado mais forte do Corinthians; primeiro tempo contra o São Caetano, o Douglas de terceiro zagueiro, no segundo três atacantes. Enfim as mudanças aconteceram.

O torcedor reclamou muito sobre a maneira que o Atlético atuava depois de fazer um gol. Um exemplo foi a partida contra o Fluminense. Fez o gol e recuou.Isso estava sendo planejado para segurar o resultado?
Contra o Fluminenee a equipe não recuou, o adversário que, perdendo, se atirou pra cima, tanto que criamos boas chances de marcar após o gol e não soubemos aproveitar, mas em momento algum recuou. O mesmo aconteceu contra o Corinthians quando com 3-0 os paulistas vieram pra cima, só que naquela oportunidade soubemos ser mais eficientes nas conclusões. Contra o Sao Paulo fizemos o gol e continuamos atacando e criando chances. Naquela oportunidade o torcedor reclamou que não recuamos.

O que você acha que faltou para o clube alcançar o sucesso neste brasileirão com você no comando?
Até o momento em que estivemos a frente da comissão técnica estávamos dentro da proposta de ficar entre os 8. O campeonato não é de pontos corridos e sim de classificação e mostrou que todas equipes tiveram irregularidades. Como sempre disse desde o início: aquele que souber trabalhar nas duas situações, não se deixar levar pela vitória e não se abater pelo resultado negativo.

Em alguns treinos você proibiu que a imprensa filmasse os coletivos. Isso não criou um mal-estar entre a sua comissão e a própria imprensa que, antes mesmo da sua demissão, já pedia a sua cabeça?
Nao sei se foi em razão disso mas o que chamou a atenção foi que antes do jogo contra o Palmeiras treinamos jogadas que nunca havíamos executado antes e no jogo quando apareceu a oportunidade, o Palmeiras marcou a jogada, o que aliás até nos deixou em dúvida se muitas vezes não eram passadas jogadas ensaiadas para clubes que tivessem amizades vendo os treinamentos. Em razão disso proibimos a filmagem das jogadas ensaidas, fato normal e não proibição de entrada no CT ou de entrevistas ou de outras partes do treinamento.

Nos seus últimos dias de Atlético, houve um boato de uma briga sua com o Alex Mineiro. O que aconteceu?
Não teve briga alguma. O jogador não se apresentou para o treino na segunda, estava relacionado para a concentração e viagem para o jogo contra o Fluminense, soube depois que era um problema que extrapolava a ação da comissão técnica. No retorno, conversando com o jogador, foi tudo esclarecido e ele participou normalmente dos treinamentos inclusive entrando no jogo. Não houve briga alguma com este jogador e nenhum outro.

Quais são seus planos? Já teve algum contato para dirigir outro clube?
É o terceiro dia após minha saída e ainda não houve contato. Meus planos são simples: continuar trabalhando. Aproveito para agradecer a oportunidade de um comunicado oficial com a torcida rubro-negra e apesar de não ter sido perguntado, aproveito para falar sobre a edição de hoje do site na qual o atleta Reginaldo Vital declarou que estava a disposição e precisva jogar para adquirir melhor forma física, o que não é verdade, pois se treina para adquirir condição de jogo. Os testes realizados pelo departamento de fisiologia mostraram – e estão guardados – que ele era o pior condicionamento do grupo em funcao de estar há muito tempo parado por lesão.



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