10 out 2002 - 0h37

Opinião: “nada é como antes”

Já estava desligando o computador. O sono vai me vencendo. Assim como eu, outros vão levantar nesta quinta-feira e agüentar as gozações dos coxas. Pior que eles têm razão para isso.

Não sei o que acontece no Atlético. O time mudou, a torcida mudou, os dirigentes mudaram. Tudo no rubro-negro ficou antipático, sem sal. Não há mais aquela simbiose de antigamente. Confesso estar perdendo a vontade de comparecer aos jogos. Nada é como antes.

Se em outros tempos o treinador gritava e berrava para o atleta que fazia uma jogada errada, hoje Gilson Nunes aplaude os passes imperfeitos de Alessandro. Se a torcida empurrava o time após levar um gol, hoje bate palmas para o rival. Se os dirigentes puxavam a orelha do elenco após três jogos sem vitória na Baixada, hoje fazem vistas grossas.

Queria voltar no tempo. Será que os jogadores também? Acho que não… Flávio estaria esquecido no nordeste, Alessandro estaria cortando cana no Rio de Janeiro, Kléber não sentaria na cadeira de um dentista para extrair os dentes, Adriano não teria apoio de preparadores físicos para crescer, Dagoberto não passaria de uma eterna promessa em Londrina, Kleberson estaria jogando na lateral direita e Gilson Nunes continuaria desempregado, esperando, quem sabe, a eleição de José Serra, que tem o projeto ‘Segunda-feira’ para quem procura uma ocupação digna.

A coisa está feia. E ninguém sabe o que fazer. Só eu: dormir.

Sérgio Tavares Filho
colunas@furacao.com



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