11 out 2002 - 11h02

Tribuna: problemas estão no departamento físico

Nem salários atrasados nem técnico incompetente. A chave para a misteriosa queda de rendimento do Atlético no Campeonato Brasileiro deste ano pode estar na área científica do clube.

Um trabalho que vem desagradando os jogadores e gerando uma série de cirurgias ocasionadas por contusões estranhas (púbis). Ao mesmo tempo, uma fogueira de vaidades, envolvendo profissionais dessa área, arderia dentro no CT do Caju, desmotivando ainda mais o elenco, que não consegue chegar perto do futebol mostrado no ano passado.

Segundo apurou a reportagem do Paraná-online , desde que o diretor-técnico Antônio Carlos Gomes e o assessor científico Oscar Erichsen assumiram seus postos no Rubro-Negro, nunca houve tantas cirurgias de jogadores no clube. Principalmente no púbis, que se tornou o principal vilão dos craques do Furacão nos últimos tempos. O atacante Ilan e o meia Rodrigo que o digam. Passaram pela faca e lutam até hoje para voltar aos seus melhores dias. E, Alex Mineiro, passou uma temporada no estaleiro se recuperando também da pubalgia. Nenhum deles fala abertamente sobre o assunto, mas nas entrelinhas deixam escapar o descontentamento. O pentacampeão Kleberson lançou mão do preparo físico para as más jornadas e foi seguido por Preto e Vital que “nunca” entram em forma.

Mas, o “privilégio” não atinge apenas os profissionais. Os estragos também estariam afetando os juniores. Uma fonte, que não quis se identificar, revelou também ao Paraná-online que três garotos das categorias de base foram para a mesa de cirurgia pelo mesmo problema. Essa fonte, no entanto, não culpa diretamente Gomes e Erichsen pela situação. Apenas constata que antes isso não acontecia e nem afetava o rendimento dos jogadores, mas questiona se não seriam os novos métodos aplicados os responsáveis pelo desastre que tem sido o ano até aqui.

O novo trabalho, baseado em tecnologia e estudos trazidos da Rússia por Gomes, entrou em choque com os antigos preparadores físicos, Riva Carli e Eudes Pedro. Mesmo elogiados pelo desempenho da equipe ao longo dos anos (e, com uma série de títulos conquistados), os dois foram dispensados após o supercampeonato paranaense. O processo de saída deles não foi nada agradável, já que a fritura teria começado no início do ano e culminado com a contratação de Solivan Dala Valle (ex-Paraná Clube). A fumaça foi tanta nas cercanias do Sítio Cercado que Riva e Eudes romperam amizade com Solivan. Agora, a mesma fonte, acredita que a chegada do diretor de futebol Antônio Clemente possa recolocar as coisas em seus lugares. “Espero que ele possa ver o que está acontecendo”.

Fonte: Parana-online



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