21 out 2002 - 11h02

Opinião: “o imperador”

Qualquer atleticano que acompanhou o Furacão nos últimos anos vai se lembrar desses nomes: Ênio Fornéa, Ademir Adur, Nelson Fanaya, Valmor Zimeramann. Todos foram artífices das mudanças impetradas no Atlético nos últimos anos. Todos foram co-responsáveis pelo crescimento patrimonial, pelos títulos conquistados, pela revelação de jogadores, enfim, por tudo de bom que aconteceu no Atlético nos últimos anos.

De repente, o Atlético não possui mais Diretoria. Passou de um colegiado, da famosa e vitoriosa Comissão Gestora para um autoritarismo. Senão vejamos e relembremos alguns fatos:
todo aquele teatro após a suada vitória sobre o América – MG, com show do garoto Dago, na Sul Minas, serviu apenas para afastar Nem, desafeto do Imperador. Depois tudo voltou ao normal. Geninho, que era “caro” para o Imperador, foi sendo fritado aos poucos, até sua demissão. O que é barato então ? Tentar efetivar e depois perder o competente preparador Riva, trazer Espinosa, pagar salário, rescisão de contrato, luvas pro Gilson Nunes, salário, rescisão, e agora Abel Braga? Junte os três que não dá um Geninho! O que falar então da volta do “carioquês” Antonio Clemente. Imaginem o convívio dele com o cientista espacial russo Antonio Carlos Gomes!! E a atual preparação física é bizonha.

Jogadores não jogam por que não há interesse comercial em que estes joguem. Nas atuais condições, o que faz Reginaldo Vital no banco? Por que Kléber está se “machucando” tanto? Devem ou não devem os 15 % da transação do Alex Mineiro? E o prometido aumento salarial do Kléberson, consumou-se?

A derrota para o fraco Internacional expôs algumas feridas que teimam em não cicatrizar. O Atlético precisa, urgentemente decidir o que quer da vida. Falando nisso, e as obras para conclusão do Estádio, em que pé estão? Penso que o torcedor atleticano merecia um pouco mais de consideração e não palavras ofensivas como as que Mário Celso Petráglia dirigiu a todos nós nas rádios ontem.

Concordo com o Imperador quando diz que nada justifica a violência dos torcedores. Mas fazer o que alguns pseudo atletas tem feito com a camisa que só deveria de vestir por amor é que é uma violência. Desrespeito ao torcedor, que, ao contrário do que pensa o Deus da Baixada, não tem memória curta. Sabe valorizar o que faz Fabiano, Adriano, o que fez Alex, Flávio e Gustavo, que mesmo não estando bem hoje em dia, detém o respeito e admiração do torcedor. O Atlético é muito maior que qualquer um de nós. É hora de união. Caso o Imperador tenha conhecimento deste humilde texto, que reveja alguns conceitos e lembre-se da frase do atleticano Anybal Khury:

” Ás vezes é preciso dar um passo para trás para conseguir dar dois para frente”.

Juarez Villela Filho
juarez@furacao.com

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