24 nov 2002 - 20h05

O DOSSIÊ DE GUSTAVO

Apaixonado por futebol desde criança, o jovem Gustavo Souza Caiche, natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, iniciou sua carreira nas categorias de base do Botafogo, tendo entretanto chegado a jogar no mirim do Comercial, da mesma cidade. No “Pantera”, jogou de 94 a 98,tendo feito 27 gols.

Estreou na equipe profissional com apenas 17 anos, frente ao XV de Jaú, numa vitória por 1 X 0. A emoção tomou conta do jovem craque, já que toda sua família estava presente, além de seu treinador ser nada mais, nada menos que seu ídolo de infância : o Dr. Sócrates, craque da Seleção Brasileira e que havia disputado as Copas do Mundo de 82 e 86. No Botafogo foi Campeão Paulista de Juniores em 94 e ajudou na ascensão do clube à Série A do Paulistão em 95 e para a Série B do Brasileiro em 1996.

Foi no Furacão porém, que Gustavo passou a ser um colecionador de títulos. Campeão Paranaense em 98, venceu também a Copa Paraná em 99, foi tri campeão estadual em 2000, 2001 e 2002, ganhou também a Seletiva da Libertadores em 99 e ajudou na inédita conquista do Campeonato Brasileiro em 2001, tendo inclusive ganho o Prêmio de “Bola de Prata” da revista Placar como melhor zagueiro do certame.

Foi responsável direto pela conquista do Campeonato Estadual de 2000, quando o Coritiba defendia o título, marcando o gol da final, empatando a partida em 1 X 1 e devolvendo o título ao Atlético.

Em 2001, anulou o atacante Magrão do São Caetano, fazendo uso de seus 1,91 m de altura para barrar o perigoso jogo aéreo adversário, colaborando assim para mais uma conquista. Fato curioso foi o de Gustavo não estar presente em nenhuma foto do postêr da finalíssima, pois estava amarrando as chuteiras e acabou ficando de fora. Foto histórica sua, é a que está pendurado no alambrado, comemorando com a torcida que foi até o ABC Paulista.

Assim como grande parte do elenco atleticano, 2002 não foi exatamente aquilo que Gustavo estava esperando. Uma série de contusões, ainda fruto do sacrifício pelo qual passou para jogar a fase decisiva em 2001, principalmente no tornozelo operado, deixaram-no grande parte do ano no Departamento Médico. No Atlético, Gustavo já fez 16 gols, sendo um dos ídolos da torcida, tendo inclusive seu nome lembrado e gritado pela torcida no jogo de despedida do Atlético em 2002, na vitória sobre o Juventude.



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