25 nov 2002 - 20h40

O DIA DO DOSSIÊ DE KLÉBER

Em agosto de 1975, nascia Kléber João Boás Pereira, na pequena cidade de Peri Mirim, no Maranhão. Começava ali uma história cheia de “estórias” deste jogador que já pode ser considerado folclórico pela nação atleticana. Com Kléber a torcida teve que exercitar sua paciência e aprender a entender o craque: com ele é oito ou oitenta!

Kléber iniciou sua carreira no Cruzeiro do Maranhão, passando depois ao Náutico do Recife. Ali começou a fomentar seu sonho de jogar entre os grandes do futebol brasileiro e quem sabe jogar pelo Flamengo, seu clube do coração. Antes de chegar ao Atlético, Kléber teve uma breve passagem pelo Sion da Suíça, o que lhe causou problemas por ter se envolvido com empresários inescrupulosos que falsificaram seus documentos para facilitar a transferência para o exterior.

Artilheiro por onde passou, foi no Furacão que Kléber externou sua verdadeira vocação de “Incendiário”. Foram 18 gols em sua primeira temporada, em 1999, 31 em 2000, onde destacou-se também em dar assistências ao companheiro Lucas e 25 em 2002. Assim como grande parte dos jogadores que estão há mais tempo no clube, o ano de 2001 foi a Glória para Kléber. Marcando 50 gols, recebeu o prêmio “Chuteira de Ouro” da revista Placar como o maior artilheiro do Brasil, além de ter feito os mesmos 17 gols que seu companheiro de ataque Alex Mineiro no Campeonato Brasileiro.

Estreou no Campeonato Paranaense de 1999, marcando 2 gols e já deixando um sinal perigoso para a torcida : perdeu um penalti. Ao todo, já foram 16 penaltis perdidos. Ou seja, caso tivesse convertido todas as cobranças, Kléber teria hoje, 140 gols, sendo o MAIOR ARTILHEIRO da história atleticana, pois teria ultrapassado Sicupira, com seus 135 gols em 8 anos de Furacão.

Assim é Kléber. Aparentando estar um tanto desligado do jogo, faz golaços como os quatro que fez contra o Paraná nas finais do Paranaense 2002, como o seu 3º gol contra o Bahia em 2001, quando cortou o zagueiro junto a linha de fundo e bateu sem ângulo, ou como o petardo da entrada da área no gol que deu a vitória ao Atlético no último clássico frente o Coritiba. Esse mesmo jogador que já parou um ataque para juntar sua correntinha que havia caído no gramado e já perdeu gols sem goleiro, para poder driblar mais uma vez algum defensor.

Muito valorizado após o título nacional em 2001, Kléber acabou não sendo negociado e ao menos foi honesto ao deixar bem claro que queria sair. Como a temporada 2002 não foi a esperada (Kléber fez exatamente metade dos gols que fez em 2001) e como o mercado da bola vive sedento por artilheiros, é possível que, pelo menos por mais algum tempo, Sicupira continue sendo o maior artilheiro da história do Furacão.



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