27 nov 2002 - 11h58

Opinião: ‘um incendiário chamado Kléber’

Impressionante ! Há algum tempo não via um atleta causar tanta polêmica como
Kléber. Lembro-me no ano de 2001 quando nos preparávamos para assistir algum
jogo do Atlético na TV e minha esposa dava seus certeiros palpites antes do
início do jogo: “Kléber vai jogar?” era a sua pergunta. Sim, vai entrar como
titular – eu respondia. Sem hesitar, ela retrucava: Ih! Hoje pode esquecer,
esse cara não sabe jogar futebol, por que não colocam o Alex Mineiro?
E “batata”, nada de gol. Um ou outro, de vez em quando.
E como eu iria explicar que Kléber era um grande goleador, nos rádios ou no
campo, os gols aconteciam. E ainda mais Alex como grande ídolo do título
brasileiro. Minha esposa tinha razão: Alex era o nome do gol.

Engraçado, mas o futebol gera tantas dúvidas que em instantes temos a
capacidade de levar um jogador ao céu ou ao inferno. Kléber já experimentou os
dois, e continuará sendo assim, sempre uma esperança de gol, sempre uma dúvida
na cabeça do torcedor. É um grande profissional, não podemos negar. Nos fez
pular de raiva, e nos fez pular de alegria. Consegue acertar a trave em um
pênalti, mas faz gols de placa, inacreditáveis.
É por isso e muito mais que Kléber, se for embora, já deixa sua marca e um
passado fascinante no Furacão. Sempre será, por onde passar, uma mistura de
certo e errado, de brilhante e frustrante, de amor e ódio.

Fico imaginando o
dia da sua despedida: com risos ou lágrimas, com pedras ou com aplausos?
Torcedor atleticano, como bom e apaixonado torcedor, não se envergonhe em
aplaudir este grande profissional, lembre-se que no futebol nem tudo são
flores, e Kléber, como mortal, também erra, e não é uma excelência em sua
profissão.

Se Kléber ficar no Atlético, o difícil vai ser convencer minha esposa de que
ele é importante para nós. Ela não vai acreditar!

Rogério Andrade
colunas@furacao.com



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