2 dez 2002 - 19h22

DOSSIÊ: GOLEIRO CLÉBER

Dizem que um bom goleiro tem de ser calmo e transmitir confiança aos companheiros. A depender disso, o Atlético estará bem servido nos próximos anos. Cléber Luís Alberti, o Mexerica, faz o estilo tranqüilo. Nem o peso da responsabilidade de substituir o ídolo Flávio abala o jovem arqueiro atleticano, de somente 20 anos.

Nascido em Palmital, no interior do estado, Cléber se mudou para Cascavel quando tinha 5 anos de idade. Filho de um dono de uma gráfica, ele nunca passou necessidades em sua infância. Cléber e seus dois irmãos foram criados com muita dedicação e esforço dos pais, o que colaborou para a boa formação do goleiro atleticano.

Com 8 anos, ele começou a jogar futsal e na adolescência trocou as quadras pelos campos. Seu primeiro clube foi a Sociedade Recreativa Cascavel, mais conhecida como Sorec. Profissionalizado na metade da década de 90, o time foi o palco ideal para lançar Cléber ao futebol.

Em 99, som somente 17 anos, Cléber foi titular da Sorec no Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, chamando a atenção de empresários e olheiros. No ano seguinte, o jogador foi levado para fazer testes no Santos. Aprovado pela comissão técnica dos Juniores, acabou não ficando no Peixe em função de divergências financeiras.

Melhor sorte levou o Atlético, que acabou contratando a jovem revelação. Em 1° de junho de 2000, Cléber se apresentou ao CT do Caju, onde passaria a morar e a treinar defendendo as cores rubro-negras. Logo em seu primeiro dia, conheceu o meia Rodriguinho, que de cara lhe deu o apelido de Mexerica. Além dele, Cléber jogou nos Juniores também com Daniel, Dagoberto e Jadilson, todos seus colegas na equipe principal atualmente. Nas categorias de base, foi treinado por Canhoto, Brida e Lio, o atual técnico dos Juniores.

No início desta temporada, mesmo com um ano a mais na categoria, foi promovido ao time profissional. Sua estréia na equipe ocorreu no início de outubro, no jogo contra o Goiás. Mesmo sabendo sendo informado de que jogaria a apenas 5 horas do início do jogo, não se deixou abalar. Foi o melhor em campo e garantiu o empate sem gols.

No final da temporada, recebeu a notícia de que seria titular no próximo ano, em função das saídas de Flávio e Adriano Basso. Lamentou pelos dois companheiros, a quem se refere como professores, mas está confiante em seu potencial. Espelhando-se no tetracampeão Taffarel, seu maior ídolo, procura manter a tranqüilidade e a perseverança para corrigir os erros e ampliar as virtudes.

Cléber classifica suas principais qualidades: tranqüilidade, voz de comando e boa saída de gol. Em 2003, a torcida espera poder comprovar o que diz o goleiro..

Foto: Lucimar do Carmo/Paraná-Online.



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