12 dez 2002 - 19h32

VIRANDO TIGRÃO

O atacante Kléber viajou mesmo para o México, onde irá se apresentar ao Tigres. Ele embarcou às 7 horas de quinta-feira no Aeroporto Afonso Pena com destino a Monterrey acompanhado de seu procurador Hamílton Lacerda e do diretor-superintendente do Atlético, Alberto Maculan. Eles foram acertar os últimos detalhes do contrato com a equipe mexicana e submeter o artilheiro a todos os exames médicos e físicos de praxe.

O embarque de Maculan mostra que já está tudo acertado e que só falta ser resolvido os entraves burocráticos, principal atribuição do diretor na Arena. Já Lacerda, que também funciona como assessor de Kléber, deverá providenciar uma casa, um carro e tudo o mais que o atleta precisar em sua nova cidade.

A história de Kléber

Kléber iniciou sua carreira no Cruzeiro do Maranhão, passando depois ao Náutico do Recife. Ali começou a fomentar seu sonho de jogar entre os grandes do futebol brasileiro e quem sabe jogar pelo Flamengo, seu clube do coração. Antes de chegar ao Atlético, Kléber teve uma breve passagem pelo Sion da Suíça, o que lhe causou problemas por ter se envolvido com empresários inescrupulosos que falsificaram seus documentos para facilitar a transferência para o exterior.

Artilheiro por onde passou, foi no Furacão que Kléber externou sua verdadeira vocação de “Incendiário”. Foram 18 gols em sua primeira temporada, em 1999, 31 em 2000, onde destacou-se também em dar assistências ao companheiro Lucas e 25 em 2002. Assim como grande parte dos jogadores que estão há mais tempo no clube, o ano de 2001 foi a Glória para Kléber. Marcando 50 gols, recebeu o prêmio “Chuteira de Ouro” da revista Placar como o maior artilheiro do Brasil, além de ter feito os mesmos 17 gols que seu companheiro de ataque Alex Mineiro no Campeonato Brasileiro.

Estreou no Campeonato Paranaense de 1999, marcando 2 gols e já deixando um sinal perigoso para a torcida : perdeu um penalti. Ao todo, já foram 16 penaltis perdidos. Ou seja, caso tivesse convertido todas as cobranças, Kléber teria hoje, 140 gols, sendo o MAIOR ARTILHEIRO da história atleticana, pois teria ultrapassado Sicupira, com seus 135 gols em 8 anos de Furacão.

Assim é Kléber. Aparentando estar um tanto desligado do jogo, faz golaços como os quatro que fez contra o Paraná nas finais do Paranaense 2002, como o seu 3º gol contra o Bahia em 2001, quando cortou o zagueiro junto a linha de fundo e bateu sem ângulo, ou como o petardo da entrada da área no gol que deu a vitória ao Atlético no último clássico frente o Coritiba. Esse mesmo jogador que já parou um ataque para juntar sua correntinha que havia caído no gramado e já perdeu gols sem goleiro, para poder driblar mais uma vez algum defensor.

Muito valorizado após o título nacional em 2001, Kléber acabou não sendo negociado e ao menos foi honesto ao deixar bem claro que queria sair.

Furacao.com com informações do Paraná-online



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