4 fev 2003 - 19h51

Bate-papo com Petraglia

Os sites Furacao.com e RubroNegro.Net se uniram para proporcionar ao torcedor atleticano uma oportunidade rara: conversar com o presidente do Conselho Gestor Mário Celso Petraglia e perguntar a ele todas as dúvidas relativas à administração do Clube Atlético Paranaense. Depois de anunciar seu desligamento do clube no final de 2002, Petraglia atendeu aos apelos e retornou ao Furacão. O bate-papo foi realizado na sede da InMidiaWeb, a quem os sites agradecem pela cessão do espaço. Durante mais de duas horas, Petraglia leu as questões formuladas pelos participantes do chat e as respondeu uma a uma. As respostas foram tanscritas por nossa equipe. Confira a íntegra do bate-papo (editada para se tornar compreensível):

Philipoussis: Presidente, podemos esperar um time competitivo e com condições de realizar o nosso sonho de sermos bicampeões? E virão mais boas contratações, como a do ótimo goleiro Diego?
Ser bicampeão é uma situação que pode acontecer, mas é muito difícil conquistar o Brasileiro. Podem ficar tranqüilos que iremos reforçar o nosso time sempre dentro da nossa filosofia. A conquista é uma questão de detalhes, que podem acontecer ou não.

Vassili Zaitzev: Por quê o Rodriguinho foi reintegrado ao elenco, mesmo após o senhor e o Heriberto da Cunha falarem que ele estava fora? Não acha que essa reintegraçao pode refletir mal no elenco?
Errar é humano e perdoar é divino. É um menino que tem todas as condições de trazer alegrias ao Atlético. Está em formação tanto tecnicamente como homem e para ele foi uma lição que deemos, tanto a comissão, quanto a direção. Isso não irá se repetir e de forma alguma teve uma repercussão negativa. Foi o próprio grupo que pediu a reintegraçao do Rodrigo. Até pelo contrário, repercutiu muito bem.

Xarope: Nos últimos oito anos o Atlético notabilizou-se pelo sucesso financeiro na venda de diversos jogadores (Oséas, Paulo Rink, Alberto, Andrei, Wílson, Alex Oliveira, Paulo Miranda, Warley, Tuta, Reginaldo, Kelly, Lucas, Adauto, Alex Mineiro, Kléber, Gustavo, Fabiano, além do próprio Adriano). Este dinheiro não foi suficiente para montar bons times ou concluir a Arena da Baixada?
Infelizmente você tem razão, em parte. Devido à crise do futebol mundial, do time de 2002 só foi possivel vender o Kléber neste ano, repetindo o que foi feito em 96, 98 e 2000. Os demais foram emprestados para reduzir a folha de pagamento. Além disso, o dinheiro do Kléber não foi recebido na sua totalidade e mal dará para tampar um pedaço do buraco criado em 2002.

Furacao.com: Como anda o litígio com o Colégio Expoente? Quando estaremos livres para terminar a Arena da Baixada?
A pendência jurídica anda a passos de cágado, como a justiça brasileira. Infelizmente, por mais esforço que tenham feito todos os advogados que o Atlético contratou e tem contratado – e acabou de contratar mais um escritório em Brasília -, não temos tido êxito. Lamentavelmente a justiça do Brasil é essa.

Celio Andreoni: Estive passando férias no interior e não encontrei muitos produtos com a marca do Atlético. O senhor não acha que o marketing deveria ser mais presente no Paraná?
Você tem toda razão. Infelizmente temos várias campanhas e vários programas prontos para lançar no interior do Paraná – a exemplo do Clube Atlético dos Paranaenses -, mas infelizmente a falta de caixa não nos tem possibilitado.

Marconx: O preço dos ingressos a R$15 para o Brasileiro é aceitável, mas não é muito para o Campeonato Paranaense? Não seria melhor ter mais pessoas a R$10?
Não acreditamos que baixando o valor do ingresso nós levaríamos mais publico. O que leva público é espetáculo. E as provas temos visto nos últimos anos. Precisamos tapar o burano de 2002 e uma das fontes importantes é a bilheteria. Então, aproveito e peço à nossa torcida que nos ajude porque, mesmo com a inflação dos últimos quatro anos, desde a inauguração da Arena mantivemos os R$15.

Gardenal: O ex-técnico do clube, Paulo Cesar Carpegiani, foi dispensado e “botou a boca no trombone”, dizendo que o Atlético deixa-se envolver por empresários de jogadores, que acabam por exigir a escalação de seus representados no time. Qual a razão dessa situação continuar e destes “empresários” continuarem tendo uma relação muito próxima com diretoria e a comissão técnica?
Os únicos empresários que mantêm negociações com o Atlético são os parceiros, que nos ajudaram a desenvolver grandes jogadores e nos ajudaram a vendê-los para o exterior. Isso foi o que nos possibilitou construir essa estrutura invejada pelo Brasil. A saída do Carpegiani deu-se por outro tipo de problema, sobre o qual não gostariamos de fazer comentários.

Bruno: Antes da vinda do Heriberto o Atéetico realmente tentou trazer o Levir Culpi? E, se tentou, por que não deu certo a negociação?
O Atlético tentou trazer o Levir, só que ele pediu R$ 170 mil por mês, livres. E eu seria leviano se abrisse e criasse um buraco maior para o nosso clube. Além disso, tecnicamente nós temos visto que ele não está com a bola toda. Ele levou o Palmeiras para a Segunda Divisão e hoje tenta salvar o falido Botafogo.

Alex: Haverá algum pacote promocional para o Brasileiro?
Haverá.

Mauro Singer: A justiça é lenta, concordo. Na sua opinião, qual será o tempo que está pendenga levará ainda? Não vale a pena indenizar o colégio e incluir essa despesa como investimento?
Em termos de tempo, quando em 98 começamos a construir a Arena, achávamos que 2000 estava longe (data em que venceria parte do contrato). Ao inaugurar em junho de 99, achávamos que 2004 seria o fim do mundo, que será quando vencerá a segunda parte do terreno (contrato). Só que, além de o Atlético não ter condições de caixa para indenizar, o colégio sempre pediu valores absurdos para sair e entregar o que é nosso.

Miguel: Quando a Baixada estiver concluída, o gramado poderá apresentar problemas por falta de luz solar ou ventilação, como ocorre na Europa? E, caso isso ocorra, existe a possibilidade de colocar grama artificial, como estão fazendo em alguns estádios da Holanda?
Dificilmente a Baixada apresentará problemas com o gramado, pois a construção da fase final não atrapalhará o sol, que hoje já cobre praticamente todo nosso campo. Agora, se realmente vingar e for aprovada essa tecnologia, o Atlético pensara em implantá-la muito mais para poder fazer shows na Arena sem estragar o nosso piso.

Dante: O senhor não acha que essa baixa no desempenho do Kleberson não estaria vinculada à vontade do jogador em sair do Atlético ou de ter um salário mais alto?
Em parte você tem razão, mas infelizmente foram outras e várias razões, inclusive o desempenho de todo o grupo, que acabaram prejudicando nosso pentacampeão, fazendo com que a solução toda ficasse em suas costas.

Celio Andreoni: A convocação do Kleberson para a Seleção Brasileira anunciada hoje aumenta o valor do seu passe?
Sem dúvida.

Petraglia responde às perguntas dos internautas

Dante: A parceria com o Figueirense continua em 2003?
Continua, e não só com o Figueirense, mas com outros clubes que o Atlético está buscando. Temos muitos jogadores bons formados nas nossas categorias de base.

Xarope: Qual a razão do paternalismo existente com atletas irresponsáveis que, desde o ano passado, vêm prejudicando o time com suas vaidades pessoais? O clube não deveria punir estes atletas mais severamente?
Preste atenção que grande parte destes atletas a que você se refere não vestem mais a camia do Atlético. Alguns ainda que estão aqui – não gostaria de citar nomes – estão pagando altas multas. Roupa suja lavamos em casa.

Bruno: Existe a possibilidade de ex-dirigentes, como Marcus Coelho e Ademir Adur, voltarem a integrar a direção do clube junto com o senhor? Há algum problema de relacionamento entre vocês?
Junto comigo dificilmente, porque eles demonstraram a vontade de não continuar. Como a minha gestão finda em 31 de dezembro de 2003, conseqüentemente não teremos tempo de voltarmos a trabalhar juntos.

Furacao.com: O Atlético fará mais alguma contratação nos próximos dias? Virá um atleta para o meio-campo?
O segredo é a alma do negócio. Não dá pra contar o que estamos pensando, nem fazendo, porque mesmo escondendo como sempre fizemos, temos muitos invejosos. Basta olhar as últimas informações pagas para denegrir a minha imagem e a do clube. Imagine se eu abrir o jogo antes de fechar o negócio?

Philipoussis: O que levou o Gustavo a deixar a Baixada? Salário alto? Houve desentendimento ou ele quis mudar de ares?
O salário dele estava alto e ele quis mudar de ares. Nunca houve desentendimento com ele.

Vassili Zaitzev: O senhor não acha um paradoxo querer ganhar títulos sem investir alto?
Para investir precisa dinheiro, e muito! E não tem chovido notas de dólares no CT. No momento que tivemos recursos, sempre investimos. Quanto aos títulos, será que você já esqueceu de 2001?

Alex: O Fabiano entrou com ação para pedir o passe livre?
Alex, não. Ele foi sondado pelo Mafuz se pretendia fazê-lo. Este advogado disse a ele que, na sua opinião, ele poderia conseguir o passe livre na justiça.

Xarope: O senhor poderia revelar à torcida rubro-negra as verdadeiras razões que levaram o Sr. Augusto Mafuz a se tornar um contumaz crítico e opositor direto de sua pessoa?
Tenho tentado saber e imagino, mas como quem acusa tem o ônus da prova, como diz a lei, quem sabe essa pergunta deva ser feita ao próprio crítico.

TOF: Quando que a Torcida Organizada Os Fanáticos terá “previlégios” com o Atlético? Por exemplo: desconto na entrada de jogos na Arena ou algo assim.
Infelizmente o Atlético precisa da torcida de modo geral e muito mais da Fanáticos por ser a maior do Sul do Brasil, a mais ribrante, a que movimenta todo estádio com seus gritos de guerra e sua alegrias ao ver o Furacão. Mas precisa dela também ajudando, pagando o ingresso. Precisamos de caixa para fazer o futebol que todos queremos ver.

GJZ: Os profissionais da mídia esportiva criticam, denigrem e em nada procuram ajudar ou valorizar os feitos e as oito conquistas destes ultimos sete anos. Não falta um jabá para eles?
É política do nosso clube e particularmente minha não ter esse tipo de comportamento. E também não acredito que isso mudaria o fanatismo dos nossos contrários.

Xarope: Constantes declarações suas à imprensa trazem um conteúdo que denota mágoa e um certo rancor pelas coisas que cercam o futebol e o próprio Atlético. A transformação de um vitorioso empresário de perfil recatado em uma figura pública exposta às mais diferentes críticas contribuiu para isso? O que leva o senhor a declarar, volte e meia, que irá abandonar o Atlético?
Exatamente isso que você, com muita perspicácia, detectou. O futebol é uma das formas públicas de manisfestação mais ingratas que eu tenho vivido. Não vim para o futebol para buscar qualquer resultado pessoal de promoção ou de política ou qualquer outro objetivo. Vim para ajudar o clube do meu coração a se transformar, a ser maior que todos os outros e, principalmente, maior que “eles”. Isso foi o que sempre me motivou.

Gardenal: Desde a conquista do título brasileiro o Atlético não reedita as boas partidas e nem consegue resultados expressivos. Por outro lado, alguns atletas do grupo mostraram-se insubordináveis, praticando aberrações extra-campo (como envolvimento com falsários e tiroteios em boates) e, pior, complôs e “greves” dentro das quatro linhas. Isso não denota falta de comando? O que pode ser feito para consertar este visível problema?
O Atlético não estava preparado, pois nunca tinha tido a experiência de ser campeão brasileiro. Realmente as providências deveriam ter sido tomadas antes, mas para não dilapidar o patrimônio do Atlético (que são jogadores de grande valor) tivemos que engolir muitas situações que em outras circuntâncias não engoliríamos.

O evento foi realizado na sede da inMídia, em Curitiba

Kassiolberg: Como fica a situação do museu do clube?
É um projeto daqueles a que eu me referi em uma outra resposta e que está engavetado por falta de recursos. Infelizmente, não há patrocinador para esses projetos no futebol brasileiro, em função das CPI’s e outros bichos. Estamos aguardando melhores dias.

Zarolho: Por que o clube não adota um projeto de fidelidade para incentivar a compra de pacotes de ingressos? Nota-se que essa postura é adotada pela Net na comercialização das transmissões do Brasileiro e até mesmo na Inglaterra, onde o torcedor que tem todos os programas dos jogos tem preferência na compra de novos pacotes e de ingressos para as finais de campeonato.
É uma boa idéia, mas de difícil aplicação na prática. A maneira que encontramos de fazer foi a venda de pacotes. Mesmo havendo a inflação dos últimos anos, o Atlético manteve o preço fixo: R$ 10 por jogo para quem comprou o pacote.

Xarope: A estrela prateada remete o torcedor rubro-negro a um período fantasmagórico e negro de sua história, além de em nada engrandecer o passado do clube. Não seria o momento de questionar sua presença no escudo? A torcida parece não aprovar…
Muito pelo contrário. Os atleticanos têm grande orgulho de ter conquistado a Série B, que nos deu direito à estrela prateada, porque foi a demonstração da capacidade do Atlético e de que o nosso futuro seria dourado, como foi em 2001.

Marconx: Antes de o senhor assumir nosso querido clube, estávamos muito atrás do nosso eterno rival. Porém, agora estamos anos-luz a frente deles. Esse aspecto está mais relacionado à organização interna, à montagem de grandes times com grandes jogadores ou está tudo relacionado?
A situação de estarmos a frente, não saberia medir o quanto, mas sei que a distância é longa, está relacionado a vários fatores. O Atlético hoje está estruturado em todos os sentidos, a frente não só dos nossos adversarios locais mas da maioria em nível nacional. E acabamos de comprovar isso com a chegada de um clube profissional japonês para fazer a pré-temporada no nosso CT que recebeu a Seleção pentacampeã.

Marquinhos: Eu sei que ainda está meio distante, mas o senhor tem vontade de permanecer no clube (mesmo que não seja como presidente), após o final da atual gestão?
Se Deus não me ajudar a cumprir a minha promessa nesse período de dar a solução de conclusão da nossa querida Arena, terei e demonstrarei a minha vontade de permanecer no clube até conseguir cumprir a promessa, caso os que por ventura vierem a ganhar as futuras eleições assim permitirem.

Gardenal: O Atlético, segundo declarações da própria diretoria, teria mais interesses (justos) na disputa de uma Copa Sul-Minas que propriamente no campeonato estadual. Foi isso que motivou o clube a demonstrar um flagrante desinteresse pela competição em disputa? A possibilidade de um tetracampeonato não o seduz?
Claro que me seduz a conquista do tetracampeonato inédito na nossa história, e vamos buscá-lo. Só que está coincidindo com a reformulação do elenco. Mas mesmo assim faremos o que for possível e o que estiver a nosso alcance para dar essa alegria maior a nossos torcedores.

Darkdante: Qual é a folha de pagamento do Atlético hoje? Qual o salário mais alto dentro do clube?
O Atlético não tem por hábito divulgar esses valores. Infelizmente não será possível informar.

Gardenal: O Atlético é dirigido desde a sua “intervenção” pelo que batizaram de Comissão Gestora. Entra ano e sai ano e o destino do Atlético já está traçado de antemão, pois os nomes são os mesmos. Analisando essa postura, gostaria que o senhor traçasse os prós e os contras.
Veja, quando cheguei ao Atlético, todas as pessoas que me acompanharam até o final de 2001 lá já se encontravam. A única mudança que houve foi a saída do presidente Hussein Zraik e a entrada do presidente Mário Celso Petraglia. Esse grupo trabalhou todos esses anos junto e conseguiu transformar o Atlético. A partir de abril de 2002, algumas pessoas saíram e outras entraram. Mas o Petraglia continua seguindo fielmente o planejamento preparado.

Furacao.com: Como andam os “olheiros” do Atlético? Já faz algum tempo que o clube não aparece com um Lucas, Gustavo, Warley etc. O Carletto continua no clube?
O Carletto acabou de voltar. Ficou um período fora porque também se cansou da forma com que o Atlético vinha sendo conduzido. Os olheiros estão sempre sendo aumentados, agora mesmo o Atlético contratou mais dois. E nunca na nossa história revelou tantos jogadores do nível que tem revelado. Tanto que temos jogadores na Seleção principal, na Sub-20 e na Sub-17.

Miguel: Depois do concluir a Baixada e possuir o melhor CT do Brasil, o Atlético pensa em fazer mais algum investimento estrutural de grande porte?
Não necessariamente. O Atlético é um clube de futebol, e com a conclusão da Arena e do CT, que ainda faltam algumas mobilizações como mais um hotel e mais 5 campos, o único investimento a que o Atlético estará voltado será no futebol. Queremos ganhar títulos nacionais e internacionais. Nada mais será necessário investir. O Atlético estará pronto para ser o melhor do Brasil.

Furacao.com: Como está sendo vista o trabalho do técnico? Pensa-se em dar-lhe chance de começar um trabalho como foi feito com Geninho ou se está combrando um resultado desde já?
É muito cedo para uma avaliaçáo. O técnico veio muito bem recomendado e tem nos deixado uma ótima impressão. Mas não podemos nos esquecer de que ele veio nos ajudar a fazer uma reformulação que estamos precisando. E formar um novo time ao nível que nós todos atleticanos queremos e estamos habituados pelos últimos anos não é coisa fácil e nem se faz em quinze dias.

Consultor: O Atlético S/A será uma realidade futura?
Dependerá da vontade dos atleticanos, representada pelos seus conselheiros, que decidirão esse futuro. Obrigado atleticanos pela participação, pelas perguntas inteligentes e muito bem colocadas. Conto com vocês acreditando naquilo que sempre foi prometido à torcida atleticana e, necessariamente para que se consiga alcançar quaisquer resultados, precisamos da participação incondicional dos nossos torcedores. Deixem qualquer desencontro ou pensamento que às vezes os leva a uma situação não muito favorável que o Petraglia tenha tomado, pensem única e exclusivamente no Atlético. E que a alegria maior que o Petraglia tem, teve e terá foi legar aos nossos eternos inimigos um lugar que eles merecem estar, ficar e permanecer correndo atrás.



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