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27 fev 2003 - 14h43

Minha vontade

Queria ter escrito ontem mesmo, mas achei bom me acalmar e deixar a imensa revolta passar… Pensei que no dia seguinte, cabeça mais fria, estaria mais tranquilo para escrever. Ledo engano…

Passa da hora de voltarmos a ter o time que nos deu tantas alegrias há pouco tempo atrás. Chega de experiências ruins acerca das quais, como consolo, dizemos valer como lição. Parece que as lições não estão sendo assimiladas pelo Furacão, que mais parece uma brisa na beira da praia.

Não preciso recapitular os problemas que tivemos, pois isso vem sendo amplamente debatido pela torcida, diretoria e imprensa. Natural o debate, pois ninguém se conforma com queda tão vertiginosa. Gostaria, isso sim, em deter-me nas lições, com as quais parece não ter nossa diretoria aprendido nada:

1. Quando fomos campeões brasileiros com um time brilhante, o próprio ineditismo da situação levou nossa diretoria a (reconheço) um grande esforço para manter a base. Não adiantou e acho que essa foi a primeira lição: na qualidade de profissionais (jogar por amor não existe mais, infelizmente), nossos atletas não queriam mais ficar no Atlético – queriam ganhar em dólares, e muito…, mesmo tendo estrutura de primeiro mundo. Mas Real não é Dólar. Resumo da primeira lição: quando for campeão, fique com quem realmente quer ficar.

2. Passado o campeonato nacional de 2001, depois de disputas internas, o Clube voltou a ter o Presidente que tanto fez para tornar real o sonho da conquista. Infelizmente, se nos levou ao estrelato, nos leva, agora, à pasmaceira e à infelicidade na qualidade de torcedores que, erroneamente, acostumaram-se e estavam felizes com a possibilidade de nos firmarmos como grandes. Resumo da segunda lição: brigas internas só prejudicam o time, pois se não há comando, competência e a segurança não vem de cima, o time sofre.

3. À título de contenção de despesas, Geninho foi desprezado, mesmo tendo nos conduzido ao inédito e importante título. Dr. Sabe Tudo não concordava com seu salário. O que fazer, então ? Vamos contratar gente que nos disseram ser de boa qualidade como técnicos – bem baratinho – para novamente revelarmos ao mundo. Deu no que deu… Resumo da terceira lição: embora sirva de referencial, nem sempre o que deu certo no passado é bom para o presente ou para o futuro.

4. Há certas pessoas, na qualidade de profissionais, que não possuem o perfil para determinadas atividades. Isso não é demérito. Trata-se de exercício do bom senso e de respeito ao profissional, dar-lhe atribuições que casem com seu perfil. Esse papel cabe ao Gerente ou ao Diretor. Isso possibilita seu crescimento como profissional e sobretudo como ser humano, possibilitando a evolução, por conseguinte, da empresa em que trabalham. Da mesma forma são os atletas em relação aos Clubes que defendem ou à posição em que jogam. Não gostaria de engrossar a crítica – até porque não sou e não gosto de “corneteiros” – por isso vou comentar, até por respeito ao ser humano, de forma lacônica: Ilan não serve ! Só a torcida está enxergando ? Dagoberto não está servindo – não sei se servirá – precisa de muito aprendizado. Não de bola, mas de como se portar em campo e de entender que ele deve jogar para o time; não para ele… Kleberson já devia ter ido, mas o Sr. Financista não aceitou os “poucos” milhões de Dólares que lhe ofereceram, possivelmente por entender que não remuneraria sua sanha. Resumo da quarta lição: quem tudo quer nada ganha…

Minha vontade seria de ver voltar ao Atlético aquela vontade de todos – dirigentes, comissão técnica e equipe – de ver a engrenagem funcionando de forma perfeita e de poder, de alguma forma, contribuir um pouco mais. Última lição: sem comando fica muito difícil.

Felizmente ao menos temos o Vadão, grande figura com quem tive o prazer de privar alguns momentos, profissionalmente. Sua postura, dentro e fora dos gramados, deve ser apoiada e aplaudida, pois se trata de pessoa e profissional da melhor qualidade, que não se encontra em qualquer lugar.

Finalmente, tenho certeza que se aprendermos com as lições, certamente voltaremos a brilhar e teremos como resultado uma bola mais redonda, levantando um vento que não poderá, nunca mais, ser chamado de brisa.

De Coração Partido,
José Carlos Pierri S°



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