18 mar 2003 - 11h12

CONHEÇA O ADVERSÁRIO

O Sport iniciou a temporada 2003 pretendendo manter a base do elenco que, embora não tenha conseguido a classificação para a Série A, fez boas exibições na Série B do ano passado, terminando a 1ª fase em 2º lugar. Assim, 7 dos 11 titulares foram mantidos, e 3 dos 4 titulares foram dispensados por deficiência técnica. Apenas o volante Capitão é que preferiu ir para a Portuguesa, em vez de renovar com o Sport.

Atualmente, o Sport disputa duas competições. No Campeonato Pernambucano, perdeu o 1º turno para o Santa Cruz, por diferença de 2 pontos (22 x 20). No 2º turno, lidera com 6 pontos em 2 jogos. Na Copa do Brasil, jogou apenas uma partida, superando o Dom Bosco-MT por 5-0, resultado que eliminou a necessidade do jogo de volta. No total, o Sport disputou 12 jogos este ano, vencendo 9, empatando 2 e perdendo apenas 1, para o Santa Cruz.

Com relação aos titulares, o rubro-negro pernambucano levou a sério o ditado “uma boa equipe começa por um bom goleiro”. No lugar do fraco Marcones, foi contratado Bosco, ídolo da torcida e convocado para a Seleção Brasileira por 3 oportunidades. Após 2 anos de atuações instáveis no Cruzeiro e na Portuguesa, Bosco espera retomar seu prestígio na equipe onde projetou-se nacionalmente.

No entanto, a presença de Bosco nos confrontos contra o Atlético-PR ainda é uma incógnita, devido à batalha jurídica que trava contra a Portuguesa, na qual pretende obter os seus direitos federativos (antigo passe). Por este motivo, Bosco não jogou a partida do último sábado, contra o Intercontinental, sendo substituído pelo experiente Maizena, ex-Inter-RS, Fortaleza, entre outros.

Os laterais são os mesmos do ano passado: Carlinhos e Juninho Goiano, ambos com bom potencial ofensivo, marcando, juntos, 6 gols no Campeonato Brasileiro da Série B em 2002. Além de cruzar bem, Carlinhos sempre aparece na grande área adversária para tentar o cabeceio, enquanto Juninho Goiano gosta de entrar driblando na área, para, em seguida, chutar a gol.

A dupla de zaga é o “calcanhar de Aquiles” da equipe do Sport. Gaúcho parece não entrosar-se com outro zagueiro que não seja o jovem Clécio, com quem formou ótima dupla na Série B do ano passado. Atingido criminosamente pelo atacante Vinícius, do Fortaleza, Clécio foi operado e encontra-se em fase de recuperação. Marcão, oriundo do Santos, tem sido escalado com maior frequência ao lado de Gaúcho, mas tem sido severamente criticado pela sua ineficiência, principalmente no jogo aéreo. Eduardo Teles e Williams “Maçaranduba” também já tiveram oportunidades e não corresponderam.

O primeiro volante do Sport é Ataliba, velho conhecido dos paranaenses, pois jogou vários anos no Coritiba. Ataliba até agora não comprometeu, mas também não encantou: limita-se a fazer o “feijão-com-arroz”. O experiente Fernando César (34 anos), segundo volante, vem tendo rendimento abaixo do demonstrado no ano passado, o que vem fazendo com que alguns torcedores questionem sua posição de titular na equipe, ameaça que não é real por falta de suplentes à altura.

Na parte ofensiva do meio-de-campo, destaca-se Nildo, no clube desde 1998, que cobra faltas bem colocadas e sempre chega na grande área para concluir os cruzamentos dos laterais. O jovem Cléber é bastante inconsistente, e por vezes chega a “dormir” em campo. Quando está desperto, porém, tem capacidade para decidir uma partida, com seus chutes de longa distância e passes precisos.

O destaque do Sport na atual temporada vem sendo o ataque. Mesmo jogando por uma das piores equipes da Série B do ano passado – Guarany de Sobral-CE – Valdir Papel chamou a atenção dos dirigentes rubro-negros ao marcar 10 gols na competição. Mesmo com porte franzino (apenas 66kg para 1,80m) e sem muita habilidade, Papel dificilmente perde oportunidades na grande área. Até agora, foram 11 gols em 12 jogos, marca que lhe coloca como o principal artilheiro do Sport na temporada. O trabalho de força vem sendo executado – com êxito – por Adriano Chuva (1,86m e 83kg), que chegou como reserva de Júnior Amorim e ganhou a posição após mostrar muita raça, sempre buscando jogo no meio-de-campo e lutando pela posse de bola.

No banco de reservas, além dos que já foram citados, vêm sempre se alternando os laterais Barão (ex-Inter-RS) e Ademar (prata-de-casa), o volante Éverton (prata-de-casa), o meia Djalma e os atacantes Júnior Amorim, Ricardinho e Clayson Rato. Destaque para os dois últimos, que têm na velocidade a principal arma para ajudar o Sport.

Texto elaborado por Rodrigo Paiva, da Equipe SportNet (http://www.sportnet.com.br)



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