24 abr 2003 - 21h48

A união nos fortalece

Só cobrar? Não, o atleticano também tem que fazer sua parte. Palavras de Juliano Suke (foto), vice-presidente da Torcida Organizada Os Fanáticos. Em contato telefônico com a Equipe Furacao.com, ele mandou um recado à nação rubro-negra: “O torcedor tem que ir à campo para incentivar. Se quiser xingar jogador, que fique em casa”.

Apesar da má fase do time, ele destaca que a Fanáticos buscou e ainda busca incentivar incondicionalmente o Furacão. Mesmo ganhando, mesmo perdendo, sou rubro-negro de coração, como diz a letra de uma das músicas.

Uma das novidades lançadas pela torcida no último confronto em casa, frente ao Atlético Mineiro, foi uma cabeça de caveira feita de isopor, em alusão ao símbolo da torcida. A expectativa é que mais caveiras estejam prontas para incendiar o Caldeirão para o jogo de domingo.

“Se os jogadores não correrem e nem ao menos lutarem pela vitória, aí sim o papo será diferente. Mas durante o jogo cabe ao torcedor ajudar o time e não prejudicar. Sabemos que a fase não é boa, mas que tal o atleticano fazer a sua parte antes de cobrar dos atletas?”, questionou Suke.

A força da torcida do Atlético é tão grande que é capaz de virar jogos e fazer o time ganhar partidas, mesmo estando em desvtangem técnica diante do adversário. São várias as passagens marcantes na história do clube. Nos últimos anos, o apoio do torcedor rubro-negro foi fundamental para garantir pontos importantes para o Atlético.

Na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro de 2001, um dos jogos mais importantes da história do time, a torcida não desanimou em nenhum momento. Mesmo com o time perdendo por 2 a 1 no segundo tempo, os torcedores continuaram a gritar e a empurrar o Furacão para a vitória. A resposta veio dentro de campo: 4 a 2 para o futuro campeão do Brasil.

Mesmo em épocas de vacas magras, as Torcidas Organizadas e o torcedor comum tiveram papel fundamental no desenvolvimento atleticano. Quem não recorda de ter ido ao Pinheirão numa quarta-feira à noite, enfrentando o frio apenas para dar seu apoio ao Atlético? Ou então de matar o trabalho para ver um jogo em dia de semana à tarde na antiga Baixada, contra alguma equipe pequena do interior?

A diferença da torcida atletica para as demais sempre foi essa característica de sempre dar apoio e ser paciente com os jogadores. A cobrança, sempre necessária, deve ocorrer no momento certo. Não pode vir logo no primeiro passe errado ou depois de 15 minutos sem gol.

Para a já impaciente torcida atleticana, o jogo de domingo contra o Criciúma pode marcar a virada. Torcida, comissão técnica, direção e principalmente jogadores juntos para fazer nascer uma nova fase para o Atlético no Brasileiro 2003.

Nada mais adequado para o momento do que a frase estampada nas camisas da Fanáticos: O Atlético nos une. A União nos fortalece.



Últimas Notícias

Libertadores

É bom rever você, Walter!

Foram necessários apenas oito minutos em campo contra o Jorge Wilstermann e um único chute a gol para uma história ser coroada com choro, abraços…