30 maio 2003 - 19h54

Vencer ou morrer

O Atlético enfrenta o Fluminense neste sábado à tarde, no estádio Giulite Coutinho, em Edson Passos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Ainda sem vencer fora de casa sob o comando de Vadão, o Furacão espera acabar com o jejum diante do tricolor carioca, cujo retrospecto em Brasileiros é amplamente favorável ao rubro-negro.

Os dois times se enfrentaram 11 vezes por Campeonatos Brasileiros. Foram 9 vitórias do Atlético, 1 empate e apenas 1 vitória do Flu. No Rio de Janeiro, foram cinco partidas e todas terminaram com vitória atleticana. No ano passado, o Furacão venceu por 1 a 0, no Maracanã, com gol de Adriano.

Sem poder contar com o Gabiru para o jogo deste sábado (ele está suspenso, assim como o zagueiro Capone), o técnico Oswaldo Alvarez escolheu o meia Fabrício para vestir a camisa 8. Ele jogará ao lado de Leomar, Luciano Santos e Kleberson no meio-campo e espera agarrar com unhas e dentes a chance que está ganhando novamente. Ele não é titular desde a 3° rodada, quando o Atlético enfrentou o Atlético Mineiro.

Já o substituto de Capone será Igor, titular em mais da metade das partidas do clube até aqui. Esse fato, que atesta seu entrosamento com Rogério Corrêa, é suficiente para deixar Vadão tranqüilo quanto à armação da defesa. O restante da equipe é o mesmo que jogou contra o Flamengo, na Arena da Baixada.

Marcação especial

Os atleticanos que despertam maior temor no adversário são os laterais Alessandro e Ivan, o meia Kleberson e os atacantes Ilan e Dagoberto. Foram esses os apontados por Alex Oliveira, que passou pelo Atlético em 98, como as principais armas do Furacão.

O técnico Renato Gaúcho confessou que o atleta que mais o preocupa é o pentacampeão Kleberson. Renato não poupou elogios ao Xaropinho, dizendo que foi ele quem acertou o meio-campo da Seleção na Copa de 2002, que estava perdido após a séria contusão do capitão Emerson.

Por isso, Kleberson receberá marcação especial. O objetivo é evitar que ele tenha espaço para receber as bolas da defesa e armar o ataque. O provável marcador dele será Marcão, volante contratado do Bangu que se tornou ídolo da torcida tricolor e chegou a ser cotado para a Seleção.

Fluminense

Se o Atlético só tem dois desfalques, a situação do Flu é um pouco mais delicada. Renato Gaúcho não fez questão de esconder que o elenco é reduzido e reclamou de só possuir dois jogadores à disposição para a zaga e dois para o ataque.

Na defesa, jogarão Rodolfo e Zé Carlos. Este último está sem jogar há mais de 40 dias, período em que passou se recuperando de contusão. Ele entrará na vaga de César, que se machucou na derrota para o Atlético Mineiro por 3 a 0, na última rodada.

Já para o ataque, Renato não lançará mão sequer dos dois atletas da posição. Ademílson ficará no banco e apenas Sorato começará jogando na frente. Teoricamente, seu companheiro será o meia Carlos Alberto, companheiro de Dagoberto e Jean na Seleção Sub-20. Porém, o jogador não tem cacoete de atacante e jogará improvisado.

Uma opção para o segundo tempo é o jovem Josafá, ex-Madureira, que chegou a treinar entre os titulares durante a semana. Josafá esteve na lista de reforços do Atlético antes do início do Brasileiro.

11º Rodada – (31/05) – Fluminense x Atlético – Giulite Coutinho
A: Wilson de Souza Mendonça (PE); H: 16h00; T: Sportv e Rádio CBN (90.1 FM).

FLUMINENSE: Kléber; Jancarlos, Zé Carlos, Rodolfo e Jadílson; Marcão, Marciel, Zada e Alex Oliveira; Carlos Alberto e Sorato. T: Renato Gaúcho.

ATLÉTICO: Diego; Alessandro, Igor, Rogério Corrêa e Ivan; Leomar, Luciano Santos, Kleberson e Fabrício; Ilan e Dagoberto. T: Vadão.


Últimas Notícias

Torcida

Colecionadores da nossa paixão

Para alguns torcedores atleticanos, não basta apenas vestir a camisa por amor. É preciso guardar algumas, centenas delas num acervo particular, em coleções prá lá…

Torcida

As histórias por trás dos acervos

Cada colecionador é, de certa forma, guardião de um pedaço da história do clube. E cada coleção também acaba criando sua própria história. Nenhuma nasce,…