16 jun 2003 - 12h06

Opinião: “Homens”

O que faz um time são homens. Homens em toda acepção da palavra. Homens que lutem, que briguem, que acreditem, que tenham raça, perseverança. Homens com qualidade, daqueles que você sabe que, com ele no time, verá um bom espetáculo, ou, ao menos, sabe que sua equipe irá brigar pela vitória.

Infelizmente, o Atlético anda carente de homens assim. Na sexta-feira, preparei-me para escrever um texto incitando a torcida a comparecer ao estádio, a acreditar que, mesmo com metade do time titular, poderíamos vencer. Mas de repente parei para imaginar praticamente como isto seria possível, desconsolável pela ausência de Adriano. Será que o Vadão iria sacar o desnecessário Leomar do time? Será que o Ricardinho iria fintar três defensores do rival e faria o nosso gol? Será que Selmir iria se consagrar, provando que é mesmo um centroavante, e que sabe fazer gols? Será que nossos zagueiros aguentariam o tranco lá atrás?

Desisti. Não conseguia imaginar uma possibilidade de vitória, a não ser por lapso do rival. Com um time – pelo menos – equilibrado, o Coritiba só perderia este clássico para ele mesmo. E, há de se dizer, quase perdeu, graças à intranquilidade de seus jogadores, mas nossos homens não cresceram sequer diante disto.

Dos jogadores de linha, apenas Luciano Santos foi o homem que a torcida quer ver no time. Mas sozinho, não poderia mesmo fazer nada, mesmo porque sua posição é mais defensiva do que ofensiva. Quanto aos demais, não adiantaria fazer críticas pessoais, a não ser quanto ao nosso treinador. Faltou, no mínimo, valentia a Vadão. Se a derrota era provável, o natural era se arriscar um pouco para tentar evitá-la. Se algumas figuras seriam certamente apagadas em campo, seria mais razoável dar oportunidades a Jádson, Izaías ou qualquer outro garoto com disposição para vencer o clássico. Deixar para interferir quando a coisa já está decidida, se não é burrice, é inútil.

Pior que perder para “eles”, é ver o time entrar derrotado em campo. Mesmo com metade do time titular fora, a derrota não teria sido tão esperada caso tivéssemos jogadores e treinador com mais perseverança, valentia e outras qualidades que desejamos ver nos homens que envergam as cores vermelha e preta.

Mas, é isso aí. O negócio é levantar a cabeça e não se abalar, pois na quinta-feira temos um compromisso importante contra Camarões.

Ricardo Campelo
colunas@furacao.com



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