8 ago 2003 - 14h31

Gaúchos relembram Mário Sérgio no Grêmio

O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, relembrou em sua edição de hoje a passagem do técnico atleticano Mário Sérgio pelo Grêmio, no início da década de 80. A reportagem conta que Valdir Espinosa – ex-Atlético – pediu ao então presidente Fábio Koff a contratação do veterano meio-campista, o que seria suficiente para garantir o título do Mundial Interclubes.

Koff bancou a contratação, Mário Sérgio permaneceu por cinco meses no Olímpico, conquistou o Mundial e virou ídolo da torcida. Recentemente, o tricolor gaúcho quase acertou o retorno de Mário, desta vez para o cargo de treinador, mas o negócio fracassou e Dario Pereyra assumiu o time. Confira a matéria de hoje do ZH:

Mário Sérgio para ganhar o título
Os 100 maiores jogos

– Presidente, me dá o Mário Sérgio que nós vamos ser campeões – respondeu o técnico Valdir Espinosa, de forma provocativa, ao ser questionado pelo presidente Fábio Koff sobre que reforço desejava para a partida contra o Hamburgo, em Tóquio, na decisão do Mundial Interclubes de 1983.

Fábio Koff bancou a aposta. Como queria de volta o meia Tita para efetivá-lo como substituto de Zico, negociado com o futebol italiano, o Flamengo aceitou indenizar o Grêmio, já que o empréstimo só finalizaria em dezembro. Koff investiu o dinheiro na contratação do carioca Mário Sérgio Pontes de Paiva, já com 33 anos em 1983. Após uma passagem vitoriosa pelo Inter de 1979 a 1981, o meia estava se desligando da Ponte Preta quando teve o primeiro contato com a diretoria do Grêmio. Contratado, não precisou mais do que cinco meses para entrar na história do clube.

Espinosa via em Mário Sérgio a única alternativa para vencer a rigidez da marcação do Hamburgo. O “Vesgo”, como Mário Sérgio era conhecido por olhar para um lado e fazer o passe para outro, revelou-se durante a partida o elemento surpresa sonhado pelo treinador.

– Eles estavam preocupados com o Paulo César Caju. Quando se deram conta de que Mário Sérgio era quem estava desequilibrando o jogo, já era tarde – brincou Espinosa após a partida.

Mário Sérgio, que disputou apenas um Gre-Nal com a camisa do Grêmio, finalizado com um empate em 0 a 0, foi embora no final do ano. Chegou como uma aposta de Espinosa e Koff e saiu do Olímpico como herói.



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