14 ago 2003 - 21h15

Diego fala sobre a mini-temporada em Canela

Nesta sexta-feira a comitiva paranaense se despede do frio do Rio Grande do Sul e embarca para Belo Horizonte, onde no sábado enfrenta o Atlético Mineiro. Para contar ao internauta como foi o período de retiro na Serra Gaúcha, a Furacao.com entrevistou o goleiro Diego, mais novo ídolo da torcida atleticana.

Apesar dos 800 km que separam Canela de Itaqui, cidade natal do capitão rubro-negro, o goleiro está em casa. Ele foi o jogador mais procurado pelos torcedores gaúchos que acompanharam alguns treinos do time.

Confira o bate-papo e descubra o veto que Diego recebeu do técnico Mário Sérgio Pontes de Paiva.

O momento que você chegou ao Atlético foi difícil. Como você encarou e espantou o fantasma do goleiro Flávio?
Eu nunca me preocupei com o goleiro que o Atlético tinha, com o trabalho que o Flávio fez. Claro que ele é um grande goleiro, fez a sua história no Atlético. Quando eu cheguei teve toda aquela cobrança, vindo de Caxias do Sul, sendo escolhido o melhor do Brasil. Mas eu sempre soube que a responsabilidade seria muito grande. No início aconteceram certas coisas até eu me adaptar muito bem, mas eu não posso me queixar, já que fui muito bem recebido pela torcida.

Como os jogadores encararam essa mudança de local de treinamento?
Para nós foi muito bom, até para nos conhecermos melhor e a nova comissão técnica. Por tudo o que estamos vivendo no campeonato, nós estamos tirando um proveito muito grande em cima disso e não fica só aquela coisa de treino e concentração. Esse retiro aqui em Canela foi para nós treinarmos forte, para nós conhecermos o novo estilo da comissão técnica e para nós nos tornarmos uma grande família. Com certeza o resultado vai vir dentro de campo.

Você falou da nova comissão técnica. Já deu pra sentir a nova filosofia do treinador?
O Mário é um treinador sensacional, uma pessoa que já está nos ajudando bastante. Eu vou dar um exemplo para vocês entenderem bem: ele estreou na partida contra o Paraná e na véspera do jogo ele chegou a Curitiba. Nós não fizemos nenhum treino sob o comando dele e o que ele nos passou na preleção, colocando tudo no quadro, foi bem entendido pela gente. Se conseguimos compreender o que foi colocado na teoria, na hora em que ele começar a treinar por mais tempo e a colocar em prática com a bola rolando, as coisas vão sair positivamente.

A nova comissão também já se sente pressionada pelo fato do Atlético não ter vencido fora de casa no Brasileiro?
Com certeza. É claro que a pressão existe. Todos têm essa consciência e é por isso que ele está trabalhando bastante até no lado emocional por nós termos um grupo muito jovem. Só que pela experiência que o Mário Sérgio tem, ele sabe que mais cedo ou mais tarde a gente vai vencer fora de casa pela qualidade que do nosso grupo. Eu particularmente espero que seja o mais rápido possível e que seja nessa partida contra o Atlético Mineiro.

Nos últimos jogos, você tem sido o capitão da equipe. Esse era o seu objetivo?
Isso acontece naturalmente. Eu procuro exercer uma certa liderança por ser um pouco mais experiente, já que disputei vários Brasileiros com o Juventude. E por eu ser goleiro, por estar sempre motivando nas vésperas dos jogos, gritando em campo e até mesmo antes de começar a partida, o Mário Sérgio quando chegou me avisou que eu seria o capitão. Claro que eu fiquei muito feliz por eu estar fazendo a mesma função que eu tinha no Juventude. Eu gosto de trabalhar com responsabilidade! Mas não é porque eu sou o capitão do time eu vou me julgar superior ao resto do elenco. Muito pelo contrário, no Atlético nós somos todos iguais e estamos sempre aprendendo.

Numa conversa anterior com a Furacao.com você falou que estava treinando faltas. A gente foi até o CT do Caju e viu você fazendo o treinamento. O Mário Sérgio liberou você para bater as faltas?
Com o Vadão eu estava treinando faltas, sim. Até que eu estava tendo um bom aproveitamento nos treinos. Mas isso é uma coisa que o Mário não gosta. Eu até estava conversando com ele sobre isso e nós temos que respeitar o modo como trabalha o treinador. Na passagem que teve pelo São Paulo, o Mário Sérgio proibiu o Rogério Ceni de bater faltas e todo mundo sabe da qualidade do Rogério. Mas como eu falei, eu respeito muito a opinião dele.



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