4 mar 2004 - 14h00

Semeando o futuro

O professor Carlos Antônio Francisco, mais conhecido pelo apelido de Gune, estava trabalhando em uma escolinha de futebol em Prudentópolis quando recebeu um convite especial da diretoria do Atlético: comandar, em Guarapuava, uma escolinha do Atlético Paranaense, seu clube de coração.

Gune foi lateral-esquerda do Furacão entre 89 e 97, contando as idas e vindas. Participou da conquista do título de campeão brasileiro da Série B, ainda que na condição de reserva, ao lado de Paulo Rink, Oséas, Leomar e Ricardo Pinto. Um dos seus mais belos lances com a camisa rubro-negra foi um golaço, com um chute de fora da área, em um Atletiba. Quando recebeu a chamada, sentiu um arrepio na espinha: a alegria de novamente vestir o manto sagrado, agora como instrutor.

Aceitou o convite da diretoria e do empresário Cezar Gritti (Pancho) para tocar o empreendimento atleticano. O lançamento da escolinha aconteceu em um luxuoso coquetel oferecido no Hotel Küster, pertencente a um jogador que fez parte do famoso Furacão de 49, e tradicional ponto de encontro de atleticanos em Guarapuava. O coquetel de lançamento contou com a presença do presidente Fleury.

A escolinha do Atlético em Guarapuava funciona desde o dia 09 de fevereiro. Ela segue o padrão das outras dezenas de escolinhas que o Atlético tem e pretende montar até o ano que vem. As turmas são divididas em classes por idade, em treinos programados para a segunda, quarta e sexta. No momento da reportagem, Gune ministrava aula para os alunos do time com idade juvenil (foto), auxiliado pelo professor Osvaldo Rodrigues, formado em Educação Física pela UFPR, e também arregimentado por Pancho.

Gune está otimista com o grupo que possui. Apesar do pouco tempo de treinamento (três semanas), afirma já ter identificado possíveis candidatos a craque. O professor afirma que pretende trabalhar intensamente os fundamentos e a técnica dos jogadores durante cerca de seis meses, para só depois engrenar de vez na parte tática. A escolinha conta com um gramado em tamanho oficial, localizado próxima ao centro da cidade (antigo campo do Grêmio Esportivo Oeste) e mais duas quadras cobertas sintéticas.

O objetivo é, além de revelar jogadores, montar um grupo competitivo para um torneio entre as escolinhas do Atlético que deve acontecer no final do ano. O sonho de todos os jogadores no treino era o mesmo: vestir o camisa do Atlético, na Arena da Baixada, e ser aplaudido pela fanática torcida rubro-negra.

Reportagem: Erick Raifur, da equipe de Conteúdo da Furacao.com



Últimas Notícias

Fala, Atleticano

Freguês sempre volta…

O jogo de ontem na Baixada merecia torcida. Se não fosse a Pandemia, seguramente teríamos 30 mil pessoas na Arena. O Athetico jogou bem, principalmente…

Fala, Atleticano

O que será amanhã?

Vendo que o Athletico aguarda só o final do Campeonato Brasileiro.. Apesar de ter jogos ainda por realizar, a postura do time nas partidas, diz…

Fala, Atleticano

Acarajé pesado

Fomos para a Bahia, desfalcados enfrentar o time desesperado do Bahia, precisando ganhar para sair um pouco da “fila da Zona”… Fomos com LE improvisado,…