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22 abr 2004 - 14h24

Amigo de fé

Hoje eu estava pensando num grande amigo meu. Bem mais velho, mas sempre teve uma “cabeça jovem”. Ele é do tipo que adora amigos, e costumava ter muitos, sendo que sempre realizava grandes festas em sua casa, onde todos que podiam faziam questão de ir.

Pelo que sei, teve uma vida de luta, assim como muitos de seus amigos, e o reconhecimento foi conquistado à custa de muitas batalhas e algumas guerras, afinal, mesmo sendo tão querido, também tem inimigos, quem não teria?

Fez uma reforma monumental em sua casa, deixando-a uma coisa linda, maravilhosa mesmo, e os velhos amigos afluíram com orgulho para conhecer a nova casa. Lembro que todos olhavam as fotos de como a casa era no passado, simples, porém majestosa, palco de muitas festas alegres. A nova reforma tinha trazido um ar de esperança no futuro. Parece que sabíamos, desde o primeiro momento que a conhecemos, que grandes festas seriam realizadas lá.

Como de fato, aconteceu. A maior festa que participamos, em dezembro de 2001. Foi uma alegria nunca vista, sei que muitos amigos acabaram ficando de fora, tal a quantidade que compareceu. Mas nem por isso deixaram de participar, afinal ele costumava ser muito generoso. Eu fiquei tão emocionado na festa que fiquei em estado de graça por muito tempo, tal a alegria.

E finalmente veio o reconhecimento. Após muitos anos de luta, o meu amigo passou a ser considerado destaque. Eu diria que o reconhecimento veio tarde, afinal já alguns anos antes ele mostrava que era muito competente e que não devia nada para ninguém. Motivo de muito orgulho de todos os seus amigos.

Então algo aconteceu. Parece que o orgulho que sentimos acabou por corromper nossa amizade. Algo de ambicioso, meu velho amigo pensava em cultivar novas amizades e, pior, já não fazia mais tanta questão da presença dos velhos e tantos amigos, como naquele dezembro de 2001. As festas feitas em 2002 tiveram um ar estranho, de descontentamento mútuo. Parecia que ele não nos queria mais, mas também agíamos de maneira estranha. Creio que a grande festa de 2001 acabou por nos acostumar mal. E pior, em 2003 as festas pareciam como encontros de despedida, melancólicos, com algumas exceções, afinal a amizade era forte. O mais triste é que meu amigo parecia não se incomodar, mais interessado que estava em cultivar novas amizades.

Por fim, realizou uma nova reforma em sua casa, nossa casa tão amada, e nos disse que não poderíamos mais fazer nossas festas lá. Afinal suas novas amizades não achavam nosso comportamento condigno à sua esfera social. Ele disse que poderíamos até freqüentar sua casa, porém deveríamos nos adequar à nova realidade.

Parece que o sucesso fez muito mal a ele. Esqueceu de onde veio, quem o ajudou, esqueceu toda a humildade que um dia teve. Na sua nova cabeça, tem agora que ter poucos amigos e imagina que não precisará da ajuda dos velhos amigos. Quer se tornar o maior de todos, alcançar as alturas, mas se esquece que sem amigos verdadeiros, não somos nada.

Começa o campeonato brasileiro e eu espero que o meu velho amigo Atlético saiba o que está fazendo. Mesmo não podendo freqüentar a casa dele, continuo amando-o.



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