25 abr 2004 - 22h54

Opinião de Sérgio Tavares Filho

Leia a opinião de Sérgio Tavares Filho:

Torre de Pisa

A única diferença entre o atual técnico do Atlético e o monumento italiano é a consoante z. Fora isso, Julio Piza e a Torre de Pisa são iguais. Ambos já nasceram tortos. Se pensarmos um pouco mais, o Atlético também entortou nestes últimos anos, apesar do título brasileiro de 2001.

A coletiva do Presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, pode ter sido transparente e cristalina, mas nenhuma pergunta foi respondida com a mesma vontade de 5 anos atrás. Antes parávamos para ouvir qual seria a bomba da semana. Quando Petraglia usava os microfones, era para contar uma boa nova.

Hoje já virou rotina. As respostas seguem um roteiro com início, meio e fim bastante definidos. O Atlético é um grande clube, o time precisa de apoio e seremos o melhor do Brasil em pouco tempo. Mas qual tempo? Quando?

Não entro em protestos pedindo a saída desse ou daquele dirigente. Acredito que estamos servidos de pessoas capacitadas, que querem o melhor para o nosso rubro-negro. Só que não admito esse afastamento, esse pouco caso com o presente e com a insatisfação da maioria.

Se o Atlético quer ser o maior do Brasil é hora de arriscar, colocar a mão no bolso e utilizar o dinheiro da venda do Kleber e do Kleberson, o empréstimo do Fabiano, do Alex Mineiro, o que foi recebido da venda dos “seasons tickts” e da parceria da Clear Channel para a contratação de um bom treinador, e reforços na zaga, lateral, meio-campo e ataque.

Depois vou acreditar que, assim como os italianos trabalharam para a Torre de Pisa não cair, nossos dirigentes trabalham justamente para isso também. Ninguém mais quer ver o Atlético na Série B.

Sérgio Tavares Filho
Editor e colunista da Furacao.com.

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