11 jun 2004 - 16h21

Diego, o ídolo da galera rubro-negra

Originalmente, o termo “ídolo” se prestava apenas para identificar objetos (geralmente estátuas ou representações) adorados tão intensamente como se fossem deuses. Com o tempo, passou a servir como figura de linguagem para designar pessoas a quem se tributa respeito ou afeto excessivo.

No futebol, a figura do ídolo é muito mais do que apenas isso. Para ser ídolo de uma torcida, um atleta não precisa apenas jogar bem ou cumprir regularmente suas obrigações profissionais. Mesmo atuações primorosas ou gols inesquecíveis não garantem a idolatria.

Não existe uma explicação racional ou uma fórmula padrão. É difícil entender porque um jogador vira ídolo e outro não. Mas quem é torcedor sabe identificar. Quem é atleticano, ainda mais. É possível sentir se o sujeito vai emplacar ou não.

Com o goleiro Diego foi assim. Quando ele foi contratado pelo Atlético, no início de 2003, a torcida pôde reconhecer seu potencial antes mesmo de ele entrar em campo. Aos poucos, suas defesas foram garantindo a admiração da torcida.

O respeito veio simultaneamente, com as declarações e a postura de Diego. O tratamento com os fãs sempre foi impecável. Diego dá atenção a todos que lhe procuram. Não nega um sorriso, uma palavra de retribuição aos elogios e, quem dirá, fotos e autógrafos.

Algumas vezes, essa postura chegou a ser confundida com “marketing pessoal”. A resposta veio com o tempo: Diego permanece sendo do mesmo jeito, seja na vida pessoal ou pública. Atende a todos da mesma maneira, seja diante das câmeras ou não.

Por isso, Diego foi eleito o ídolo da torcida atleticana na enquete realizada pela Furacao.com entre o dias 4 e 10 de junho. Ele recebeu 32,9% dos votos, terminando com uma significativa vantagem de oito pontos percentuais em relação ao segundo colocado (Washington). A reunião de atributos técnicos e pessoais fez de Diego o jogador mais querido dos rubro-negros no presente momento.

OUTROS ÍDOLOS

A votação que consagrou Diego também deixou clara a preferência dos atleticanos entre os principais jogadores do elenco (cujos nomes foram escolhidos para a lista de opções da enquete). Outros quatro jogadores foram bem votados – a soma dos votos dos cinco primeiros representou quase 90% do total.

Washington
O segundo mais votado na enquete foi o atacante Washington, com 24,4% dos votos. A exemplo do que acontece com Diego, a relação de Washington com a torcida do Atlético ultrapassa os limites do gramado. Começou quando ele chegou ao clube no início do ano passado, mas não pôde jogar em função de problemas cardiológicos. O drama de Washington, que passou vários meses sem saber se poderia voltar a jogar, uniu os laços entre o jogador e o torcedor. Sua estréia com a camisa rubro-negra, marcando um gol contra o Paraná Clube, foi um dos momentos mais emocionantes da história atleticana. Para completar, Washington é artilheiro. Desde que o início do ano, vem mantendo a admirável média de quase um gol por jogo.

Jadson
Jadson venceu a timidez, único ponto contrário para que pudesse se tornar ídolo da torcida atleticana. Surgido no time principal no final do Brasileirão 2003, esse garoto de Londrina demonstrou que era diferente logo nos primeiros toques na bola. Cabeça erguida, habilidade, lançamentos perfeitos. Essas qualidades levaram Jadson ao time titular e ele não decepcionou. Foi o melhor jogador do último Campeonato Paranaense e vem se destacando no início do Brasileiro. Além de cumprir com louvor suas obrigações no meio-campo, Jadson tem um atributo que o torna mais admirado pelas massas: sabe fazer gol. É um dos artilheiros do time no ano e encerrou um longo jejum do Atlético sem grandes cobradores de falta. Por tudo isso, Jadson recebeu a indicação de 15,4% do eleitorado.

Dagoberto
Com quase 10% dos votos, o atacante Dagoberto foi o quarto mais votado como grande ídolo da torcida. Mais um jogador revelado nas fileiras no PSTC, Dagoberto chegou a participar de alguns jogos no final da primeira fase do Brasileirão 2001. Porém, a torcida conheceu seu verdadeiro potencial somente a partir do ano seguinte. Desde então, Dagoberto vem dividindo seu gols entre o Atlético e a Seleção Brasileira, para a qual foi constantemente convocado nos últimos meses (sub-20 e sub-23). Rápido e extremamente habilidoso, o atacante foi o protagonista de alguns dos mais belos gols da história da Arena. Atravessou um momento de instabilidade técnica no início deste ano, o que certamente lhe prejudicou na votação. Nos últimos jogos, porém, marcou gols e renovou a confiança da torcida em seu futebol.

Adriano
Mesmo afastado dos gramados há vários meses, Adriano continou lembrado por boa parcela da torcida. Ele recebeu 7,6% dos votos na enquete como principal ídolo da torcida. Um jogadores mais vitoriosos da história do Atlético, Adriano teve momentos marcantes com a camisa rubro-negra. Além da habilidade incomum, Adriano cativou a torcida por outra característica: a raça. Mesmo jogando mal (o que já é raro), Adriano consegue ser útil à equipe com sua força de vontade. Por sua história dentro de campo, certamente mereceria votação mais expressiva. Porém, as declarações recentes à imprensa sobre sua intenção em deixar o Atlético acabaram desgastando a imagem do meia, que passou a viver uma relação de “amor de ódio” com a torcida atleticana. Sua permanência, anunciada nesta semana, deve reacender a boa relação com os trcedores.

Nas últimas colocações da enquete, figuraram o zagueiro Marinho (3,5%), o atacante Ilan (2,7%), Fernandinho (1,9%) e Alan Bahia (0,9%). Além disso, a opção “outros” também recebeu alguns votos. Nos comentários, o nome do meia William foi citado por alguns torcedores.



Últimas Notícias

Libertadores

É bom rever você, Walter!

Foram necessários apenas oito minutos em campo contra o Jorge Wilstermann e um único chute a gol para uma história ser coroada com choro, abraços…