28 jun 2004 - 0h48

Análise do jogo: “Noite do nosso Atlético”

O colunista Rogério Andrade faz a análise do jogo entre Atlético Mineiro 0 x 1 Atlético. A vitória do Furacão deixou o clube rubro-negro em 8º lugar na classificação. Confira:

Noite do nosso Atlético

Dois jogadores do elenco atleticano me chamam muito a atenção por suas demonstrações de garra e vontade de vencer. Não que os demais não tenham a mesma vontade, mas Diego e Dagoberto são exemplos do que o torcedor quer ver em campo.

Diego foi o melhor em campo contra o temido galo. Fazendo valer o ditado popular, goleiro também precisa contar com a sorte, e hoje o goleiro do Atlético provou porque é um grande goleiro. Aliada a sua boa fase, a sorte chegou em momentos precisos: no momento do pênalti, no gol anulado e em algumas defesas em que achei que a bola iria entrar. Sorte nossa que Diego possui um diferencial: “personalidade”. Após uma semana em que foi esculachado, soube dar a volta por cima, e sou capaz de apostar que para muitos, Diego passou de marketeiro a herói em apenas uma semana. Ironia do destino? E o que será que o destino está reservando para Rogério Ceni, considerado um dos melhores goleiros do Brasil, após o “fiasco” no segundo gol do Palmeiras? Ficam as perguntas para aqueles que vivem em função de críticas negativas.

Dagoberto mostra a cada jogo estar recuperando de vez a sua boa performance. Rápido, valente e ousado, veste e honra a camisa rubro-negra como deve ser. No gol contra o Vitória já havia mostrado o tamanho do valor do símbolo estampado em seu peito. Em Belo Horizonte, Dagoberto armou, marcou e entortou a zaga mineira, deixando uma bela impressão.

Na zaga, Marinho foi bem, deixando o papel de grande zagueiro para Rogério Corrêa, que hoje, foi perfeito. Destaques a parte, não poderia de citar a estréia de Adriano, o saudoso “gabiru”, que volta aos gramados, selando de uma vez por todas a sua volta tão almejada. Levir nos tranqüiliza quando diz que Adriano precisa de ritmo de jogo, portanto, sua presença é certa como titular daqui há algumas rodadas. E por falar em Levir, fico espantado com sua convicção. Afirmou que o Atlético em Minas Gerais seria outro Atlético. O que vi, foi um Atlético mais inteligente, como o próprio Levir e o imprescindível Fernandinho, jogador fundamental e com exímio equilíbrio técnico.

E com Washington a história é escrita de forma diferente. Matador, foi para a rede e poderia ter feito mais. Hoje jogou em equipe e soube decidir sozinho, realizando uma jogada linda e calando o gigante Mineirão. E vejam só: tem gente por aí dizendo que seu time tem o ataque dos sonhos…(ou pesadelos!). O nosso atacante vale por três.

De um jogo difícil, passou a ser um jogo favorável. Poderia ser tranqüilo com a ampliação do marcador, o que não aconteceu, mas a noite era rubro-negra. Contra o galo mineiro, longe de casa, o Atlético me pareceu bastante à vontade, voltando para Curitiba para aqui permanecer por um bom tempo, por quatro rodadas, considerando ainda o jogo contra o Paraná Clube fora de casa. Os demais jogos na Arena, todos nas cores da freguesia verde e branca. Liderança à vista? Calma, vamos começar pelo Juventude no próximo sábado.

Boa semana a todos!

Rogério Andrade
Colunista da Furacao.com

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