21 jul 2004 - 1h49

Análise do jogo Atlético 4 x 1 Fluminense

A colunista Patricia Bahr analisa a ótima goleada do Atlético sobre o Fluminense na noite de terça-feira. Com a vitória, o Rubro-negro subiu para a sétima colocação do Brasileirão. Confira o texto de Patricia:

Análise de Atlético 4 x 1 Fluminense
por Patricia Bahr

Recuperação. Essa era a palavra-chave do Atlético para a partida contra o Fluminense. E para curar a ressaca de uma goleada, nada melhor do que outra goleada. Na fria Curitiba desta terça-feira, vimos um jogo quente, recheado por belos gols e uma exibição de gala de Dagoberto, o nome do jogo e artilheiro da noite com três gols. Lavamos a alma, em cima de um dos nossos maiores rivais, o Fluminense.

No papel, o Atlético veio com uma postura interessante. A volta do trio defensivo composto por Rogério Corrêa, Fabiano e Marinho dava mostras de que a marcação voltaria a funcionar bem. A surpresa boa foi a movimentação ofensiva, que permitiu a abertura no placar logo nos primeiros movimentos do cronômetro.

O Atlético começou o jogo arrasador. Bastaram 2 minutos para Jadson mostrar que o desastre do Beira-Rio era coisa do passado. Um golaço. A partir daí, começou o show particular de Dagoberto. Determinante, vibrante, com raça, não demorou para o rubro-negro se impor em campo. Mandou no primeiro tempo. E, regido pelo maestro Dagol, foi ampliando a contagem: de pênalti, fez 2 a 0; e, num drible desconcertante no zagueiro adversário, ampliou o marcador: 3 a 0, ainda no primeiro tempo, para alegria geral do torcedor.

Na etapa final, o time se preocupou em administrar a vantagem. Em determinados momentos, repetiu um antigo erro que anda cometendo nos últimos jogos em casa: recuar em demasia, marcando muito atrás. Assim, a bola sempre rondava as proximidades da área do goleiro Diego, mesmo não levando algum perigo.

Mas a noite era de Dagoberto e numa grande jogada do atacante atleticano, o zagueiro do Fluminense acabou cometendo pênalti, que originou o quarto gol do Furacão. Nem o gol de honra do adversário foi capaz de diminuir a euforia da torcida atleticana.

E no gogó (já que a bateria ainda está proibida de entrar no estádio), o torcedor cantou, pulou, lavou a alma. E mostrou que no futebol vale o lema: “olho por olho, dente por dente”; no Atlético, goleada se paga com goleada.

Patricia Bahr é colunista da Furacao.com. Clique aqui para ler outros textos de sua autoria.

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