14 ago 2004 - 18h23

Raldes é 7° estrangeiro "meteórico"

A princípio, a notícia da dispensa do zagueiro Ronald Raldes pode parecer surpreendente. Contratado há menos de um mês com a perspectiva de ser titular absoluto da equipe, o jogador foi desligado do elenco sob a justificativa de que sua documentação levaria muito tempo para ser regularizada.

Porém, a saída do jogador sem nem mesmo estrear com a camisa atleticana não deixa de ser previsível pelo fato de ele ser estrangeiro. Nos últimos sete anos, o Atlético dispensou sete estrangeiros apenas meses depois de tê-los contratados. Com passagem meteórica, muitos deles só vestiram a camisa rubro-negra na data de apresentação ao clube.

Histórico

A primeira experiência da história recente atleticana com jogadores estrangeiros ocorreu em 1996 com a contratação dos poloneses Nowak e Piekarski. O bem-sucedido negócio inspirou a contratação de outros jogadores de países para reforçar o elenco atleticano. No ano anterior, o clube ainda havia contado com o uruguaio Matosas, contratado depois de uma passagem pelo São Paulo.

Em 1997, o Atlético contratou o zagueiro bósnio Sanin Pintul. Ele participou de apenas um jogo, a derrota para o Botafogo no Brasileirão daquele ano. Depois, ainda foram contratados o volante paraguaio Aguilera e o goleiro uruguaio Nicola. Os dois não chegaram a jogar mais de cinco partidas.

Em 2000, o clube apresentou o peruano Carlos Flores, que só participou de um amistoso contra o Juventus. Dois anos depois, foi contratado o zagueiro argentino Ariel Graña (foto), que também não jogou. No ano passado, veio o húngaro Ronald Tüske, o sexto dispensado antes mesmo de estrear. Raldes foi o sétimo da lista.

Dentre todos esses, apenas um estrangeiro conseguiu se firmar: o atacante peruano Abel Lobatón, que teve uma boa seqüência de jogos na Copa João Havelange de 2000 e ainda uma breve passagem no ano passado.



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