27 set 2004 - 23h09

Entrevista exclusiva: Marinho

Quando chegou ao CT do Caju, nos primeiros dias deste ano, Marinho não era sombra do zagueiro seguro do Grêmio de 2001. "Eu cheguei aqui em forma de bola", revela ele, nove meses depois. Com seriedade e dedicação, Marinho voltou à boa forma e foi conquistando novamente seu espaço no cenário nacional. A torcida atleticana, ele conquistou rapidamente. Bastaram alguns jogos na Baixada para que os atleticanos tivessem a certeza que estavam diante de um zagueiro incomum. Calmo, seguro, imbatível nas antecipações e, sobretudo, raçudo. Não demorou para que ganhasse até um apelido exclusivo dos torcedores: Azul Marinho, um trocadilho carinhoso com seu apelido e a cor.

Nesta entrevista exclusiva à Furacao.com, Marinho falou sobre o início de sua carreira, as dificuldades da carreira e a boa fase do Atlético. Contou o que muito poucos sabem, como o fato de que começou a carreira como goleiro e que é formado em petroquímica. Fez rasgados elogios ao Atlético ("Esse Atlético é uma mãe"), revelou detalhes dos bastidores e confessou: ainda não sabe porque a torcida o chama de Azul Marinho. Confira a entrevista:

Como você começou a jogar futebol?
Eu jogo futebol por prazer. Alguém vai dizer: "também, ganhando o que ganha é fácil". Mas é ganhando o que eu ganho entre aspas. Aqui no Atlético eu posso dizer: eu estou ganhando o que eu ganho. Na Ponte Preta, eu podia falar: eu estou ganhando o que dizem que me pagam. No Guarani a mesma coisa. Então, eu jogo porque eu gosto de jogar. Desde pequeno minha vida foi futebol, futebol, futebol. O estudo ficava de lado, apesar de eu ter me formado em petroquímica.

Começou como zagueiro mesmo?
Não. Eu era goleiro. Comecei no futebol de salão. No primeiro jogo que eu fui, o time não tinha goleiro. Daí eu fui para o gol e não saí mais. Quando eu passei do juvenil para o júnior na Portuguesa Santista, eu não joguei o primeiro ano, só jogaram os mais velhos. Quando chegou o segundo ano de júnior, eu quis jogar na linha. O pessoal falava: "Marinho, eu não acredito que você vai jogar de zagueiro!". Mas eu não queria mais ser goleiro. Eu achava que o preconceito contra goleiro negro era muito grande. Então eu bati o pé e me profissionalizei na linha. Tanto que quando eu fui para o Guarani eu tive de treinar muito tempo com bolinha de borracha para adquirir técnica.

Antes de chegar ao Atlético, você ficou quase um ano parado depois de deixar a Ponte Preta. Como foi ficar tanto tempo parado?
Eu saí da Ponte Preta por falta de pagamento e por algumas coisas que eu não estava de acordo no clube. Quando eu saí, tive propostas de outros clubes, mas não me interessei muito. Como minha esposa estava grávida, aproveitei para ficar mais tempo com ela. Profissionalmente não foi lucrativo, mas pessoalmente foi um momento muito bom para mim.

Nesse período um dos clubes que chegou a lhe procurar foi o Atlético, não?
Isso, no meio do ano. Alguém ligado ao Atlético procurou a minha asssessoria, mas acabou não dando certo. Depois, no final do ano chegamos a um consenso.

Você chegou ao Atlético fora de forma e passou um período apenas se adaptando fisicamente. Você estava com quatro quilos acima do peso?
Se fosse com quatro quilos estava bom (risos). Eu cheguei aqui em forma de bola, estava dez quilos acima do peso. Por isso, a comissão técnica fez uma programação especial para mim. Eu fiz um trabalho com o Trevisan ( Flávio Trevisan, ex-preparador físico do Atlético ) para primeiro perder peso. Depois que eu perdi peso, fiquei mais um mês para pegar o ritmo. Eu tive dores no joelho, dores nas costas, tudo em função da falta de forma.

E esse tipo de treinamento é muito chato?
É chato, mas como eu fiquei muito tempo parado, foi muito bom. Você ficar parado oito meses, fora da vitrine e ter uma oportunidade em um clube como o Atlético, que dá condição de você trabalhar, que paga em dia e tem uma grande estrutura, é ótimo.

"Esse Atlético é uma mãe"

Quais as referências que você tinha do Atlético antes de vir para o clube?
Eu já tinha vindo jogar contra o Atlético. Mas quando você vem jogar contra, você não sabe muito como é a estrutura total. Eu sabia que era um clube que pagava em dia porque o Vadão, que foi meu treinador no Guarani e na Ponte, tinha conversado comigo no meio do ano (de 2003) e me contou como era tudo aqui. Eu já tinha uma noção, mas só quando eu cheguei aqui que fui ver mesmo como é o clube. Entre os jogadores, a gente costuma dizer: "esse Atlético é uma mãe". Para você ter uma idéia, esses dias a gente estava treinando no CT num domingo e do nosso lado estavam os garotos do amador. Estavam todos brincando na piscina, jogando futevôlei. Qual é o clube que tem uma estrutura dessas para a categoria de base?

Existe mesmo uma grande atenção para os jovens jogadores.
Sem dúvida. Eles têm refeição quatro vezes por dia e refeição boa. Não é aquela coisa de pão e manteiga no café da manhã e arroz e feijão no almoço. É tudo balanceado, com acompanhamento de nutricionista. Então, o clube dá todas as condições para o jogador.

E como são as estruturas dos clubes pelos quais você passou, Guarani, Ponte e Grêmio, comparadas à do Atlético?
O Grêmio tem um projeto de construir um CT parecido, mas acho que falta a verba, coisa que o Atlético soube administrar. A Ponte também tem o terreno, tem as maquetes e tudo, mas ainda não conseguiu o dinheiro. Então o Atlético está bem na frente desses clubes. Apesar de o Grêmio ser um grande clube, com muitos títulos, não tem a estrutura que tem o Atlético.

Quais são as diferenças do Atlético do Mário Sérgio para o Atlético do Levir Culpi?
O esquema é o mesmo: 3-5-2, com algumas diferenças de jogadores. O Mário usava muito o Alessandro Lopes para cair pelo lado. Já o Levir quando chegou falou comigo e pediu para eu ficar mais. Essa já é uma diferença dos dois times. Com o Mário Sérgio, o Alessandro Lopes jogava como zagueiro-lateral. Com o Levir, o time encaixou e está tendo resultados muito expressivos. Cada treinador tem seu estilo de trabalho. O Mário Sérgio era um pouquinho mais fechado com relação ao convívio. Não que ele não conversasse com os jogadores, mas ele era um pouquinho mais reservado. O Levir já gosta de conversar mais, joga o futevôlei dele contra os jogadores e tal.

Você acha que essa característica do técnico acaba fazendo diferença no rendimento do time?
Minha opinião sobre a relação atleta-treinador é a seguinte: o atleta tem de se adaptar ao treinador e não o contrário. É mais fácil 30 se adaptarem a um do que um se adapatar a 30. Vou dar um exemplo: o Mário Sérgio era um treinador turrão. Então, vou me adaptar a ele, ao jeito dele trabalhar. Não vou conseguir mudar o jeito dele. Daí muda o treinador, vem um treinador tranqüilo. Eu tenho de me adaptar a esse jeito que ele quer que eu trabalhe.

Você disse que o Levir pediu para você evitar as subidas ao ataque, algo que foi marcante na sua passagem por outros clubes. Nos rachões, você gosta de jogar como atacante. Como está conseguindo se segurar para não avançar tanto?
Recentemente eu fiz uma matéria para o Lance! e o repórter me perguntou a mesma coisa. A diferença do meu modo de jogar de agora para antes é que no Grêmio o Tite dava liberdade para os zagueiros que jogam dos lados saírem. Então, é aquela coisa: "antecipou, vai".

Marinho teve boas atuações e até
ganhou um Troféu Furacao.com

E você gosta de antecipar muito, não é?
É um dos meus pontos fortes. É uma das coisas que eu me cobro mais: me antecipar ao atacante. Então, eu me acostumei a sair jogando. E quando o Levir chegou, ele falou: "eu quero dar um padrão para a equipe. Segura mais". Com isso, eu fui ficando, os jogos foram passando e eu perdi esse tempo do jogo de ir para frente. Você antecipa e está tão acostumado a sair tocando, que deixa de avançar. Agora eu me acostumei a jogar atrás. Estava até comentando com a minha esposa que agora já está na hora de eu começar a dar umas escapadinhas. Agora o time já pegou padrão, já está na ponta, já posso começar a dar umas escapadinhas (risos).

Sua posição no Atlético tem sido a de zagueiro pela direita. Não lembro de alguma vez que você tenha atuado como líbero, talvez você possa lembrar. Mas não é uma posição que lhe agradaria por ter essa oportunidade de sair para o jogo?
Não pode pular essa pergunta? Na única vez que eu joguei na sobra nós tomamos de 6 a 0! (risos) Antes do jogo contra o Cruzeiro, o Levir me perguntou: "você vai ou não?" Não, que nada, me deixa quietinho na minha direita ali que está ótimo. Então, a única vez que eu joguei de líbero com o Levir foi contra o Inter.

Como foi sua passagem pelo futebol turco? Você não se acostumou aos hábitos do país?
O problema é o seguinte: você vai para um lugar onde você não sabe falar a língua, não sabe nada, é tudo diferente do seu modo de viver. Você vai para lá pelo dinheiro e combina tudo direitinho. Mas daí você chega lá e não acontece nada do combinado? Passei mais de uma semana morando em um hotel com a promessa de que iriam me arrumar uma casa. Não deram meu dinheiro. Chegou uma hora que eu não agüentei. Não ia ficar com minha esposa comendo macarrão no hotel, passando aperto porque o clube não queria cumprir com o contrato. Peguei minhas coisas e fui embora. Daí eles falaram que minha família não se adaptou. Então está bom: eu não me adaptei ao não pagamento, ao não cumprimento do contrato.

Você pensa em voltar ao exterior?
Penso. O projeto é esse. No final do ano passado, eu cheguei à conclusão de que quero voltar, mas para um clube que me dê a oportunidade de subir profissionalmente, de mostrar o meu valor. Graças a Deus, tive a oportunidade de voltar a jogar em um clube de ótima estrutura, em uma cidade boa de morar (até conversei com a minha esposa e a gente pensa em fixar residência em Curitiba). Eu penso assim: não posso ir do Atlético para baixo; tem de ser do Atlético para cima. Penso em chegar à Seleção, penso em ir para a Europa. Esses são os projetos que eu tenho. Mas eu só saio do Atlético para um lugar melhor.

Já foi chamado para renovar o contrato?
Não. Quando eu fiz o contrato com o Atlético, eu assinei por um ano com opção de renovação. Então, a prioridade é do Atlético. O clube é bom, a cidade é boa, a torcida pode-se dizer que é o décimo segundo jogador. Ainda mais agora, que esqueceram um pouquinho o Petraglia melhorou porque tinha jogo que a gente só ouvia "Petraglia, Petraglia" e "libera não sei o que" e as brigas…

Marinho se dedica com a camisa atleticana

Você acha que isso atrapalha o time?
Não é que atrapalha. Para nós, nem ajuda nem atrapalha. É algo que sai da arquibancada direto para a casinha lá. Agora, quando você está jogando e a torcida está gritando "Atlético, Atlético" e empurrando é outra coisa. Eu já entro em campo motivado independente de ter torcida ou não. Mas você pega um estádio com 20 mil pessoas gritando o nome do seu time, com o time jogando bem, não tem como você não ter uma motivação a mais. É importantíssimo.

Por falar em torcida, a torcida atleticana costuma gritar o nome dos jogadores antes dos jogos. Quando chega em você, o grito é de "Azul Marinho". Você se incomoda com isso?
Lá em Santos, os ônibus da torcida ficaram perto do vestiário. Eles ficaram gritando isso aí e eu fiquei perguntando: "daonde tiraram esse azul?" Daí o ônibus foi embora e eles não me responderam. Não sei o que é isso. Acho que é porque combina, né?

Essa polêmica surgiu recentemente depois que saiu no jornal afirmando esse grito era preconceituoso. Você entende dessa maneira?
Eu não vejo isso como preconceito. Se fosse para me xingar, eles não iam me chamar de "azul". Iam me chamar de macaco, de "Macaco Marinho", "Negão Marinho" (risos).

Você já sofreu preconceito no futebol?
Olha, se eu já sofri, eu tirei de letra e passou batido.

Você acha que esse time pode conquistar o Brasileirão?
Nós temos condições. Duas coisas podem tirar o título do Atlético: a gente pode perder o título para nós mesmos, se começar a ter briga no elenco ou então o Santos não perder até o final. Por uma dessas duas coisas, pode ser que a gente não chegue ao título. Ou então pode ser que dentro de campo a gente brigue, brigue e não ganhe as partidas.

Pouco antes daquele período de treinos em Águas de Lindóia foi contratada uma psicóloga. Você acha que essa função é importante para manter o bom astral do elenco?
Tudo o que for para ajudar é bem-vindo. O trabalho de um psicólogo no futebol ainda é visto com desconfiança. Alguns jogadores ficam pensando: "psicólogo é para louco. Essa pessoa fica me chamando para conversar para que? Eu não preciso". Então, os jogadores ainda têm um pouquinho de preconceito. Ela – e digo ela porque no nosso caso a função é desempenhada por uma mulher – está procurando trabalhar e muitas vezes é muito importante. Em 1997 eu joguei a Taça SP de Juniores emprestado ao Corinthians. No clube tinha uma psicóloga e, naquele momento, foi muito importante para mim. Ela me ajudou muito. Eu tinha sido contratado para jogar, mas fiquei na reserva. Como eu não podia descarregar no treinador, eu descarregava nela. Eu desabafava com ela. Hoje no Atlético eu ainda não tive muitos contatos com a Rosa. Mas se for para ajudar, não tem problema nenhum. Além disso, o grupo tem que ter uns jogadores que tem de servir não digo como psicólogos, mas como orientadores. E nosso grupo tem isso.

Os jogadores mais experientes conversam entre si sobre isso?
Acho que todo grupo tem isso. No Grêmio, tinha muito isso porque havia vários jogadores experientes. No Atlético, a maioria é jovem, então é mais difícil de lidar. É mais difícil um jogador jovem te ouvir e aceitar o que você diz. Mas tem que estar falando. Se vai aceitar ou não, o problema é dele. A gente tem que falar.

No teu começo de carreira você teve algum jogador mais experiente que te deu essa orientação?
Não porque o grupo que eu peguei no Guarani era muito difícil de lidar. Eu comecei no lado pior do futebol para chegar depois no lado bom. Existem grupos e grupos. Você não precisa ficar conversando a toda hora com tudo mundo, pois cada um é de um jeito. Agora, se você olha para a cara do sujeito, ele olha para a sua, não vai com a sua cara, fica aquele negócio. Então, eu comecei num grupo muito difícil. Eu nunca comentei isso com a imprensa, mas agora faz tanto tempo…Eu comecei lidando com jogador que na tua frente é super legal, mas pelas costas fica falando mal. Como a gente diz, dá a facada nas costas. Mas depois eu peguei jogadores bons. É como eu digo, eu aprendi a lidar com os jogadores.

Como você é dentro de campo? Gosta de orientar os companheiros, provocar os adversários?
Acho que até por ter sido goleiro, eu falo muito em campo. Antes eu pensava que eu era chato, mas falo bastante mesmo. Mas depende do dia. Tem dia que eu estou meio de mau humor, então vão falando comigo e eu já respondo de qualquer jeito. No jogo contra o Cruzeiro, o Augusto Recife fez uma falta no Ivan e eu fui reclamar. Daí chegou o Sandro, falou qualquer coisa e eu respondi: "Sandro, vocês têm de correr atrás". Ele falou: "Ah, mas no ano passado vocês correram atrás". Não quero nem saber, passado é passado (risos). Então, eu gosto de falar bastante em campo.

Você gosta de estudar os adversários?
O Levir tem usado muitos videos dos outros times. Então, quando eu não conheço o jogador que vou marcar, procuro saber informações. Eu fico de olho no vídeo para saber as características do jogador, para ver como ele gosta de jogar.

Qual foi seu jogo mais emocionante com a camisa do Atlético?
Foi esse último contra o Santos. Pelo que foi o jogo, pelo gol que eu fiz e pela homenagem que eu pude fazer à minha esposa. Ela sempre me cobrava um gol. Eu fiz um contra o São Caetano, mas o jogo não passou na tevê. Daí contra o Santos estava todo mundo vendo.

Marinho, a esposa e as filhas

Será que nesse jogo o Atlético não foi excessivamente cauteloso? Não faltou um pouco de ousadia ao time?
É difícil a gente falar agora. A imprensa de São Paulo falou que o Atlético jogou retrancado. Mas se a gente jogou retrancado, como é que fizemos o gol lá? Como é que saiu a falta? Se saiu uma falta é porque nosso time estava atacando. A gente jogou no 3-6-1, mas o Fernandinho não é lateral, é meia-atacante; o William não é volante, é meia. O Marcão não é zagueiro, é lateral. Então, no papel pode ser um time defensivo, mas o time tem muita qualidade. Tanto que às vezes o time pega a bola e já quer ir para cima. Nós lá de trás falamos: "Gente, calma! Vamos tocar a bola. Não está dando tempo para respirar". Pode ver que o Atlético rouba a bola na defesa e em um, dois toques já está no ataque. O Levir fica contando quantos segundos o time chega no ataque. Dá uns oito, dez segundos. Isso o time nem treina mais, já sai ao natural.

Aliás, um dos segredos do Atlético é o preparo físico. Para manter essa acelaração constante, só com o time estando muito bem preparado fisicamente.
É verdade. No começo do ano, a gente reclamou do Trevisan, viu? Depois dos treinos, 29 reclamavam e um não reclamava porque não aguentava falar. Hoje a gente vê que reclamava, mas hoje estamos correndo pela base que ele nos deu na pré-temporada. E eu principalmente, que fiquei dois meses só correndo. O planejamento dele era pegar o Paranaense e deixar a gente voando para o Brasileiro, para agora só dar a manutenção. A base foi muito importante. O Rodolfo agora está fazendo uma boa manutenção, por isso que o time está aguentando bem.

Já deu para perceber a diferença do tratamento da mídia em função da boa campanha do Atlético?
Olha, para falarem do Atlético demorou, viu? A gente teve que ganhar muitos jogos para começarem a falar. Mas a gente estava comentando que isso é até bom. É bom que não falem muito da gente porque quando começarem a falar a gente já vai estar lá longe. E é o que está acontecendo. Está todo mundo falando: "o Atlético vai chegar". Então, se quiserem falar, podem falar.



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