26 out 2004 - 22h19

Sinal de alerta ligado

Mesmo com um esquema ofensivo e tentando pressionar o adversário, o Atlético não teve competência para marcar e foi derrotado por 2 a 0 pelo Goiás, em jogo disputado na noite desta terça-feira no Estádio Serra Dourada. Com as chances desperdiçadas (Raulen perdeu três e Denis Marques, uma muito clara), o Atlético escapou de levar mais gols no final do jogo, quando o Goiás mandou duas bolas no travessão.

O jogo começou muito veloz e aberto. As duas equipes criaram boas chances no início da partida. Logo aos 3 minutos, Rodrigo Tabata fez ótima jogada e lançou Leandro na esquerda. Ele cruzou, Diego não alcançou, mas ninguém apareceu para concluir. Menos de um minuto depois, foi o Atlético que quase marcou. Em ótima jogada, Jadson cruzou da esquerda, a bola passou por Denis Marques e chegou a Raulen, que chutou torto.

O Goiás ameaçou em chutes de Paulo Baier e Simão e o Atlético respondeu com Jadson. Aos 18, Simão passou por Jadson na ponta-direita e cruzou para a cabeçada perigosa de Tabata, que Diego mandou a escanteio. Logo depois, o Furacão fez sua melhor jogada na primeira etapa. Diego saiu jogando rápido com Jadson, que avançou até o campo de ataque e deu um lançamento preciso para Denis Marques. Ele invadiu a área, mas chutou para fora, perdendo uma chance muito clara de gol.

Comprovando que o jogo estava equilibrado, o Goiás devolveu aos 20 minutos. Asprilla foi ao ataque e cruzou para a área, mas houve desvio e a bola ficou parada na área. Depois de alguns segundos, a zaga atleticana bloqueou o chute de Tabata. Preocupado com o ritmo intenso do jogo, o técnico Celso Roth pediu aos seus jogadores que diminuíssem o ritmo e tocassem a bola.

O Atlético manteve o estilo veloz e, com isso, passou a ter mais posse de bola e a comandar as ações do jogo. Justamente quando era mais perigoso, o Rubro-negro acabou sofrendo o gol. Aos 32 minutos, Josué dominou bola no meio-campo, ajeitou sem ser atrapalhado e chutou forte, no canto esquerdo de Diego.

O gol acabou desanimando o Atlético, que passou cinco minutos sem criar uma jogada ofensiva sequer. Depois disso, o time retomou o ritmo anterior e quase empatou aos 45, quando Washington recebeu lançamento na área. De costas para o gol, ele girou sobre o zagueiro e chutou forte de pé esquerdo, mas Harlei fez boa defesa e mandou para escanteio.

Sentindo o próprio veneno

Mesmo com empenho, o Atlético não conseguiu criar chances nos primeiros minutos do segundo tempo. Fora um chute fraco de Alan Bahia, a equipe não ameaçou a meta de Harlei. Em compensação, o Goiás só não marcou por milagre aos 7 minutos. Alex Dias recebeu na direita e bateu cruzado. Diego desviou e a bola sobrou para Simão, que bateu livre, mas acertou o travessão. Em novo rebote, Marinho salvou de cabeça. Finalmente, Jadilson tentou e Diego ficou com a bola.

Logo em seguida, Denis Marques tabelou com Jadson na esquerda e cruzou para a área. Raulen chegou bem na bola, mas chutou na rede pelo lado de fora. Aos 9, Jadson tabelou com Raulen e o lateral chutou para fora, perdendo mais uma boa oportunidade para empatar. Preocupado, o técnico Levir Culpi sacou o zagueiro Fabiano e colocou o meia William em seu lugar, tentando deixar o time mais ofensivo.

Aos 25, Jadson e Denis Marques fizeram boa jogada pela direita e a bola sobrou para Raulen. No momento do chute, o lateral foi desarmado. Na cobrança de escanteio, Harlei furou a bola, mas Denis também não a alcançou. Mesmo pressionando, o Atlético não conseguiu marcar e acabou sofrendo com os contra-ataques esmeraldinos. Ou seja, o time experimentou justamente sua maior arma neste campeonato.

Aos 34 e aos 42, o Goiás novamente só deixou de marcar por milagre. Primeiro, foi William que salvou em cima da linha. Depois, Somália dominou na área e bateu no canto esquerdo de Diego, que fez a defesa parcial. Na sobra, Jorge Mutt chutou no travessão e a bola bateu em Somália e quase entrou, cabendo a Fernandinho salvar o Furacão.

Não deu tempo de o Atlético respirar. No minuto seguinte, Fernandinho foi driblado por Jadilson no lado direito da defesa e o cruzamento veio na medida para Somália se antecipar a Marcão e desviar para o gol, cujo lance foi muito parecido com o último gol do Palmeiras no jogo passado.

Ao final da partida, os jogadores lamentaram o resultado, mas garantiram que nada vai abalar o Atlético na luta pelo título brasileiro. "Infelizmente isso acontece. É um sinal que nós recebemos para ficarmos mais atentos", comentou o goleiro Diego.

Saiba mais sobre o jogo:
Análise de Goiás 2 x 0 Atlético, por Patricia Bahr

38ª rodada – Brasileiro – (26/10/04) – Goiás 2 x 0 Atlético
L: Serra Dourada; H: 20h30; A: Clever Assunção Gonçalves (MG); CA: Marinho (34′), Marcão (45+1′) e Josué (79′); P: 10.432; R: R$ 132.021,50; G: Josué, aos 32 do 1°; Somália, aos 43 do 2°.

GOIÁS: Harlei; Renato, André Dias e Asprilla; Paulo Baier, Simão, Josué, Rodrigo Tabata (Danilo Portugal 81′) e Jadilson; Alex Dias (Somália 65′) e Leandro (Jorge Mutt 81′). T: Celso Roth.

ATLÉTICO: Diego; Raulen (Morais 76′), Marinho, Fabiano (William 62′), Marcão e Ivan; Alan Bahia, Fernandinho e Jadson; Washington e Denis Marques. T: Levir Culpi.



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