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21 nov 2004 - 16h49

Contagem regressiva

Pelas minhas contas, o Atlético chegará aos 87 pontos no dia 04/12/04, após vencer o rebaixado Grêmio, em Porto Alegre e o São Caetano, na Arena. Enquanto isto, o Santos ficará com 80, após perder para um desesperado Papão, em Belém e surpreender-se com um mesmo tricolor gaúcho, sem chances, mas motivado com a mala preta (e vermelha) que será prometida no jogo anterior. Com estes resultados, o time comandado pelo competentíssimo Levir Culpi será o novo campeão brasileiro, com 02 rodadas de antecedência.

E será bicampeão em cima do mesmo azulão que enfrentou na final do seu outro título nacional. Só que, naquele ano, a torcida ainda esperou a comemoração em outro jogo, no ABC paulista. Agora, contra o mesmo adversário, poderá festejar perante a sua torcida a conquista mais significativa que naquela primeira vez. Isto porque, apesar de “a primeira vez ninguém esquecer”, uma segunda vez, tem uma importância ainda maior, pois consolida o furacão como uma das poucas equipes a vencer um campeonato brasileiro mais de uma vez, demonstrando de uma vez por todas que o título anterior não foi obra do acaso, como os que foram ganhos por outros clubes em passado longínquo, quando haviam grupos com times que sequer povoam a terceira divisão nos dias de hoje.

E como naquele recente 2001, o Atlético terminará a competição com o artilheiro do campeonato. Só que, desta vez, com o maior artilheiro de todos os tempos. Washington já bateu o recorde de Dimba e está para estabelecer um outro muito mais difícil de ser alcançado. Além do que, o título de 2004 irá ser muito significativo, ao contrário do que alguns “especialistas” da imprensa paulista previam, o Atlético não foi uma equipe “passageira”.

Claro que o título poderá não ser decidido contra o São Caetano, pois o furacão poderá se manter na frente do Santos, mas o peixe também tem condições de manter suas chances até a última rodada. É evidente, também, que não será tão fácil vencer Grêmio, em POA, São Caetano, na Arena, Vasco, no Rio e Botafogo, em Curitiba. Também é interessante notar que o Peixe paulista enfrenta os mesmos Grêmio, São Caetano e Vasco logo após o Atlético jogar contra estes, com mando de campo exatamente invertida (além do Payssandu, no Mangueirão), o que torna a disputa mais equilibrada.

O fato, porém, é que o Clube Atlético Paranaense não foi nenhuma “nuvem passageira”. Mostrou um futebol de primeira divisão. De primeira linha, com grandes jogadores. Com o artilheiro da competição. Ficou sem seu principal atleta no meio do campeonato, mas conseguiu manter o passo. Foi quem mais venceu e menos perdeu nestas 42 rodadas (restando apenas 04), com o segundo melhor ataque (84 gols – exatos 2 gols por jogo) e o segundo melhor saldo (só ultrapassado neste quesitos pelo Santos). A defesa, continua a ser seu calcanhar de Aquiles, pois nos últimos 14 jogos, só não sofreu gol no jogo contra o xará mineiro, ficando com uma média de mais de um gol sofrido por jogo.

Tem um excelente goleiro (Diego), uma defesa razoável, um meio de campo criativo com a revelação do campeonato Jadson (para o Brasil – pois nós já conhecíamos) e um ataque infernal com o nosso “coração valente” Washington e Denys (que se não fez esquecer o ótimo Dagoberto, pelo menos deu conta do recado). Um verdadeiro furacão. Um clube que insistem em menospreza e quebram a cara, pois eu mesmo, quando morei em Curitiba (hoje vivo em Recife) conheci melhor este time e aprendi a admira-lo e continuar a torcer por ele, mesmo há 3.000 km de distancia. E se tiver condições, irei ao Estádio Joaquim Américo, no dia 04/12, com casa cheia. Contra o mesmo São Caetano. Coincidência? Para mim isto chama-se DESTINO.



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