5 dez 2004 - 22h22

Análise do jogo Atlético 5 x 2 São Caetano

O colunista Silvio Rauth Filho analisou a fantástica goleada do Atlético contra o São Caetano:

Técnico, técnica e torcida
por Silvio Rauth Filho

Foi um vitória digna de um campeão. Ontem, na mágica Arena, o Atlético mostrou qualidades indispensáveis para um time vencedor e destruiu o tão badalado campeão paulista de 2004, o São Caetano. Mas não foi fácil.

O visitante começou marcando melhor e atacando com mais facilidade. Com boa movimentação, Marcinho e Euller conseguiam enganar a marcação de Alan Bahia, Marcão, Rogério Corrêa e Marinho. Se Fabiano não estivesse suspenso e atuasse ali, no meio-campo, talvez fosse diferente. Mas nosso comandante, Levir Culpi, optou por uma formação mais ofensiva, com Pingo apoiando o ataque com insistência. A idéia trouxe como resultado alguns bons ataques do Atlético, mas deixou o time exposto aos contra-ataques.

Foi exatamente assim que o São Caetano pintou e bordou no primeiro tempo. E acabou marcando o primeiro gol aos 41, em excelente cruzamento de Ceará e belo toque de Marcinho. É nessa hora que os times vencedores mostram suas qualidades. E foi assim com o Atlético.

Apesar de algum nervosismo, o Furacão foi recuperando o controle do jogo. Em primeiro lugar, pela experiência e liderança de alguns jogadores (Washington e Rogério Corrêa, principalmente). E, não menos importante, a participação da torcida, que deu um show e embalou o time.

O divisor de águas da partida, porém, foi a mudança promovida por Levir Culpi, tirando Ivan e colocando a equipe no 4-4-2, aos 13 minutos do segundo tempo. Por mais óbvia que a alteração fosse, o técnico teve seus méritos, afinal foi a partir daí que o Atlético transformou-se em Furacão.

Com Fernandinho no meio-de-campo, o gol era questão de tempo. E ele ocorreu logo aos 18 minutos, em uma jogada que comprovou que a técnica do Rubro-Negro é superior a qualquer defesa. Washington tocou para Jadson, que encontrou Fernandinho. E o garoto, com um toque inteligente, deixou Dênis Marques tranquilo para acertar o canto.

A partir daí, foi um massacre. A torcida, que já carregava o time, passou a turbinar a máquina de fazer gols. Aos 20 e aos 35, dois belos gols de Jadson, que mostrou frieza, técnica e precisão no momento mais crucial da partida.

Com o 3 a 1 no placar, veio o frio na barriga e a triste lembrança de Erechim. Será que o time cometeria o mesmo erro? Não, claro que não. Um time campeão aprende a lição. Por mais que Fabrício Carvalho tenha acertado um tiro no canto e feito 3 a 2, o time não se abalou.

E foi nesse momento crucial que valeu, mais uma vez, a experiência de Washington, um homem que nasceu para decidir. Aos 43, sofreu um pênalti e cobrou com invejável tranqüilidade.

Aos 45, o Atlético mostrou mais uma característica de campeão: gratidão. Para agradecer a fenomenal dedicação da torcida, Dênis Marques foi lá e fez o gol bônus, o gol show, o gol da festa.

É hora de oba-oba, sim. Mas apenas para os torcedores. O time ainda tem duas duras batalhas. E, apesar de algumas falhas demonstradas hoje, não há motivo para preocupação. Afinal, o Atlético mostrou hoje que tem técnica, técnico e torcida de campeão.

Silvio Rauth Filho é colunista da Furacao.com. Clique aqui para ler outros textos de sua autoria.

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