12 dez 2004 - 15h12

Deu tudo errado

Um domingo para ser esquecido pelo torcedor atleticano. Faltando apenas uma rodada para o fim do Campeonato Brasileiro, o time foi derrotado pelo Vasco em São Januário e, de quebra, perdeu a liderança da competição. O 1 a 0 no placar faz com que o rubro-negro não dependa apenas de si para ficar com o bicampeonato. Agora, o Furacão está em segundo lugar na classificação com 85 pontos, enquanto o líder é o Santos, com um ponto a mais.

A partida, que começou quente nos bastidores, teve um primeiro tempo morno dentro das quatro linhas. Os dois times, com pretensões antagônicas no campeonato (o Atlético lutava pelo título e o Vasco contra o rebaixamento), protagonizaram poucas emoções nos primeiros 45 minutos. Sentindo a falta de criatividade no meio-campo, com a ausência de Jadson, o rubro-negro dependia das jogadas individuais de Washington. Já o Vasco levava perigo apenas nas cobranças de falta, com Petkovic.

Logo aos 4 minutos, Washington teve a primeira boa oportunidade para abrir o placar: ele recebeu a bola de Denis Marques na esquerda, chutou forte, o goleiro defendeu e no rebote o próprio Washington concluiu novamente, mas a bola caprichosamente foi para fora. Dez minutos depois, Fernandinho cruzou para Washington, que não conseguiu o domínio.

O primeiro lance de perigo dos vascaínos aconteceu aos 17 minutos. O volante Junior fez boa jogada pela direita e cruzou fechado na pequena área. O zagueiro Daniel quase alcançou a bola, levando perigo à meta de Diego. Um minuto depois, a resposta atleticana. Na cobrança de falta por Washington na meia-lua da área, o goleiro Everton soltou e Denis quase alcançou o rebote.

A partir daí, o jogo voltou a ficar truncado, com as duas equipes se respeitando. Denis e Washington ficaram isolados no ataque e Fernandinho sobrecarregado na armação dos lances para o Furacão. Rogério Correa e Marcão ainda concluíram duas jogadas para o rubro-negro, sem levar muito perigo aos donos da casa. Por sua vez, o Vasco também pouco se arriscou, fazendo com que o placar fechado fosse o mais justo para a etapa inicial.

2º tempo: bola aérea, outra vez

Sentindo a necessidade de vencer a partida, o técnico vascaíno Joel Santana decidiu abrir seu time para a etapa final, tirando o volante Júnior para a entrada do atacante Marco Brito. Assim, o meio-campo ficou menos congestionado e, no início do 2º tempo, o Furacão tirou proveito dessa situação.

Logo aos 16 segundos, Fernandinho arrancou bem pela esquerda e chutou para fora. Um minuto depois, ele foi derrubado perto da meia-lua. Na cobrança, Ivan isolou. O Furacão parecia ter acordado em campo. Aos 3 minutos, Fernandinho fez fila, a bola sobrou para Washington, que girou e chutou para fora. Um minuto depois, Washington e Denis tabelam, mas na conclusão, o goleiro Everton espalmou para escanteio.

Aos 14 minutos, o técnico Levir Culpi promoveu a primeira alteração no time atleticano, com a entrada de Pingo no lugar de Raulen. O Atlético continuou no ataque. Aos 18 minutos, o time conseguiu uma boa troca de passes dentro da área vascaína e Pingo chutou longe do gol. Mas, para desespero da torcida atleticana, mais uma vez a máxima do futebol se repetiu: quem não faz, toma. Aos 21 minutos, após cobrança de falta por Petkovic, no bico da grande área, o zagueiro Henrique subiu livre para cabecear, sem chances para o goleiro Diego. 1 a 0 Vasco.

Com o placar favorável, os cariocas tiveram mais tranqüilidade para armar as jogadas ofensivas. Aos 23 minutos, Ygor teve boa oportunidade para ampliar o marcador. Ele recebeu sozinho na marca do pênalti, mas isolou.

Já o Atlético foi para o ataque na base do desespero, sem nenhuma organização tática. A melhor chance acabou saindo nos pés do zagueiro Rogério Correa, que entrou tabelando na área, mas foi travado por Gomes no momento do chute. Aos 39, Pingo recebeu na direita, mas ao tentar encobrir o goleiro, acabou chutando para fora.

Com a derrota no Rio, resta ao Atlético agora apostar na sorte e na competência. O time precisa vencer o Botafogo, domingo, na Baixada, e ainda torcer por um tropeço do Santos, contra o Vasco. Somente assim, com a conjugação desses dois fatores, o grito de bicampeão poderá, enfim, ecoar na Baixada. Mais do que nunca, o Furacão precisa fazer valer a famosa frase do hino do clube: “rubro-negro é quem tem raça e não teme a própria morte!”.

45ª rodada – Brasileiro – (12/12/04) – Vasco 1 x 0 Atlético
L: São Januário; H: 16h; A: Wilson de Souza Mendonça (PE); CA: Henrique (41′), Ygor (61′) e Ivan (65′); P: 14.540; R: R$ 101.780,00; G: Henrique, aos 21 do 2°.

VASCO: Everton; Daniel, Fabiano (Gomes 65′) e Henrique; Thiago Maciel (Claudemir 75′), Ygor, Coutinho, Júnior (Marco Brito int), Petkovic e Diego; Anderson. T: Joel Santana.

ATLÉTICO: Diego; Raulen (Pingo 59′), Marinho, Rogério Corrêa, Marcão e Ivan (David 76′); Fabiano, Alan Bahia (Morais 69′) e Fernandinho; Washington e Denis Marques. T: Levir Culpi.



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