26 maio 2005 - 1h15

Sí, se puede

Esta quinta-feira poderá ser histórica para o Clube Atlético Paranaense e o futebol do Paraná. Afinal, caso consiga vencer ou ao menos empatar com o Cerro Porteño, em Assunção, o Rubro-negro estará classificado para a inédita quartas-de-final da Copa Libertadores da América.

Quando o relógio apontar 18h15 (horário de Brasília), a história desse confronto começará a ser escrita. Os desafios iniciais já são conhecidos: a fama internacional do adversário, a pressão da torcida local e o talento dos jogadores paraguaios. Pouco para assustar o Furacão, que conta com as vibrações via satélite de mais de um milhão de atleticanos, que acreditam, confiam e torcem pelo feito inédito.

Sob os olhares do novo técnico atleticano Antonio Lopes, que estará no estádio acompanhando a partida das tribunas, a missão dos jogadores atleticanos é deixar uma primeira boa impressão. E, nesse caso, a boa impressão tem que vir acompanhada do passaporte para a próxima fase.

Para a partida, o técnico interino Borba Filho promete não fazer invenções. Apesar disso, ele ainda depende do aval do Departamento Médico para confirmar os onze titulares. As dúvidas são o lateral-direita Jancarlos e o atacante Aloísio. Caso não tenham condições de jogo, André Rocha e Rodrigo entram no time.

Preparação psicológica

O Atlético parece ter tomado todas as cautelas para o decisivo jogo desta quinta-feira. Além dos treinamentos de ordem técnica e tática, a cargo do treinador interino Borba Filho, os jogadores também passaram por uma preparação psicológica para enfrentar todo tipo de pressão durante a partida. Sob o comando do psicólogo Gilberto Gaertner, os atletas conheceram o gramado do Estádio General Pablo Rojas e puderam dedicar alguns minutos para quebrar qualquer estranhamento.

Gaertner promoveu ainda uma atividade pouco usual para times de futebol, mas muito comum em grandes empresas: a dinâmica de grupo. Consiste em uma atividade cujo objetivo é melhorar o comportamento das pessoas a partir de decisões tomadas em grupo. A técnica adotada pelo psicólogo atleticano se baseou na formação de uma teia a partir de dois rolos de fios. O objetivo dos jogadores era o de equilibrar uma bola de futebol por vinte vezes em cima do emaranhado de fios.

"O primeiro objetivo mostrou a importância do trabalho em equipe. Depois, ficou claro a interdependência de todos. Com a teia formada, ficou a mostra que todos são importantes. Depois de traçada a estratégia, eles realizaram o objetivo na metade do tempo esperado. E, por fim, a sincronia dos movimentos mostrou o quanto é necessário o entrosamento", explicou Gilberto.

Cerro vem motivado

Para o Cerro Porteño, a semana também promete ser histórica. Afinal, além de decidir seu futuro na Libertadores da América nesta quinta-feira, o clube poderá se tornar campeão Torneio Abertura, do Paraguai, no domingo. Para o jogo contra o Atlético, o técnico Gustavo Costas ganhou o reforço do atacante César Ramírez, que não esteve em campo na última semana, entregue ao Departamento Médico. Outro trunfo dos donos da casa promete ser a pressão da torcida. São esperadas 20 mil pessoas no estádio General Pablo Rojas, conhecido no Paraguai como Olla.

Apesar desse cenário, nenhum atleticano pensa em outro resultado que não seja a classificação do Furacão nesta quinta-feira. Afinal, nenhuma conquista é impossível para um Atlético unido. E a união, hoje, vem através de pensamentos positivos com destino ao Paraguai. Si, se puede!

Libertadores – (26/05/05) – Cerro Porteño x Atlético
L: Gen. Pablo Rojas (La Olla); H: 18h15; A: Oscar Ruiz (COL); T: Sportv.

CERRO PORTEÑO: Aceval; Álvarez, Sarabia, Espínola e Carlos Báez; Fretes, Grana, Domingo Salcedo e Julio dos Santos; Ramírez e Santiago Salcedo. T: Gustavo Costas.

ATLÉTICO: Diego; Jancarlos (André Rocha), Baloy, Marcão e Marín; Cocito, Alan Bahia, Fabrício e Lima; Cléo e Aloísio (Rodrigo). T: Borba Filho.



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