5 jul 2005 - 21h25

Diego confia no apoio dos gaúchos ao Atlético

PORTO ALEGRE – Ninguém comemorou a transferência do primeiro jogo da final da Libertadores da América da Kyocera Arena, em Curitiba para o Beira-Rio, em Porto Alegre. Mas um fato negativo pode se transformar em um ótimo combustível para motivação do plantel atleticano. O goleiro Diego, destaque da equipe na competição, compartilha desta opinião. De volta ao seu estado natal e onde morou por mais de 20 anos, Diego acredita que os gaúchos torcerão para o Atlético. Ele pensa que se trata de uma escolha entre um clube representante do Sul do país e uma equipe do eixo Rio-São Paulo. Para Diego, não há muitas dúvidas sobre quem os gaúchos preferirão. Em conversa com a Furacao.com no lobby do hotel onde o Atlético está hospedado em Porto Alegre, o goleiro falou sobre a preparação dos jogadores para partida decisiva e sobre o clima da partida. Confira a entrevista exclusiva:

Como vocês receberam a notícia de que o jogo seria em Porto Alegre?
O que mais me deixou triste nisso tudo é que o que menos foi falado nesses dias todos foi sobre o jogo. É uma decisão inédita entre dois clubes brasileiros e só se falou na questão do estádio. Ficou esse negócio de que o nosso estádio não pode comportar uma decisão como essa. Um estádio que dá toda a segurança para nós atletas, para a nossa torcida e para a torcida adversária. Todo mundo fala muito bem do nosso estádio, mas mudam o jogo por causa de um regulamento, que aliás já foi rasgado neste mesmo ano, no caso do Santo André. Isso nos deixa tristes, chateados, mas mais motivados ainda para conseguirmos um grande resultado.

Por outro lado, você terá a oportunidade de jogar na sua terra natal. Como você imagina que será este jogo no Beira-Rio?
Eu tenho esperança que o Beira-Rio esteja lotado pela torcida atleticana. Acho que muita gente vai vir de Curitiba e o torcedor gaúcho se unirá a eles. O campo é muito bom. É claro que não tem aquela mística da Kyocera Arena, não tem a mesma torcida, mas tenho certeza que nós superaremos tudo isso.

Essa confusão não pode até virar uma motivação para o time?
Eu não tenho dúvida disso. Eu estou muito motivado. Por forças maiores, tiraram o jogo do nosso estádio, tiraram a oportunidade de o nosso torcedor assistir ao jogo mais importante da história do futebol paranaense. O torcedor fez um sacríficio enorme, ficou em filas durante vários dias. Na nossa saída, a torcida foi ao aeroporto, foi uma coisa linda. Então, tudo isso faz com que a equipe tenha uma vibração dentro de campo, uma força de vontade muito grande.

Você ainda tem familiares no Rio Grande do Sul?
Meu irmão e minha mãe moram aqui em Porto Alegre. Eu já falei também com meus amigos e familiares para eles chamarem os amigos para torcerem para o Atlético. Tenho certeza que nesta noite de quarta-feira todos os torcedores do Rio Grande do Sul, de Caxias, Juventude, Grêmio, Internacional e assim por diante, todos vestirão uma única camiseta, a do Atlético Paranaense. O povo gaúcho tem de fazer uma escolha: torcer para um time aqui do Sul ser campeão ou de lá do eixo Rio-São Paulo? Acho que essa escolha já foi feita por todos. Todo mundo quer que sejá uma equipe do Sul do país.

Talvez pouca gente saiba, mas esta quarta-feira será especial para você porque sua filha estará comemorando aniversário. Você pretende obter um bom resultado para dedicar a ela?
Minha filha amanhã faz dois anos de idade e no dia 18 meu filho faz um aninho, depois de tudo o que ele passou. É uma casualidade isso acontecer logo num jogo decisivo. Acho que é coisa de Deus, dois acontecimentos maravilhosos. Hoje ela não entende muito bem, mas um dia isso ficará marcado. Hoje eu falei com ela e ela me disse três coisas: "Papai, te amo, boa sorte e boa noite!" Isso me marca bastante, a alegria dela de acompanhar os jogos na televisão. Isso me dá uma força muito grande.



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