23 mar 2008 - 12h07

Análise de FC Dallas 2 x 1 Atlético, por Victor Ribeiro

Análise de FC Dallas 2 x 1 Atlético
por Victor Ribeiro

Assim como no primeiro jogo do desafio Brasil/EUA, a equipe do Atlético entrou em campo completamente desfigurada e perdida. Os jogadores pareciam não se conhecer e o que mais se assistia eram os famosos "chutões" e muitos passes errados. A quipe do Dallas, por sua vez, mostrava-se mais organizada e, mesmo não sendo um pimor técnico, levava com mais seriedade e já demonstrava que não amoleceria.

O Atlético chegou ao gol mais por sorte que por mérito, pois a jogada foi espirrada e Douglas Maia aproveitou a chance e cruzou para que Lê completasse. Mas foi só, nunca mais se ouviu falar do nome de ambos os participantes do gol atleticano. Lê não recebeu nenhuma bola lá na frente e Kaio não conseguia fazer o time criar.

Após o gol, o Dallas partiu para cima de imediato e teve algumas boas oportunidades principalmente com o habilidoso Cooper, que incomodava e a defesa só conseguia parar com falta. Foi com ele toda a jogada do primeiro gol do Dallas que colocou o time atleticano na roda antes que de fora da área o jogador Wagenfuhr encobrisse o goleiro Viáfara com um lindo toque.

Após o gol o Atlético sentiu ainda mais a pressão do Dallas, que partiu para o ataque em busca da virada. A equipe estadunidense ainda teve mais duas chances antes de Roberto, que mais uma vez foi mal, cometer uma falta. Esse lance demonstrou completa falta de experiência e malandragem da equipe atleticana, que completamente desligada da partida e ainda formando a barreira viu o norte-americano bater a falta rapidamente, surpreendendo a todos. A falta não exigia autorização do árbitro, que validou o gol. Os jogadores partiram correndo para o árbitro da partida, que, assustado, só caminhava para trás, sendo empurrado pelos atleticanos. Fico imaginando a situação, sem falar português e ainda com um time inteiro o rodeando, sendo hostilizado, acabou sendo empurrado e caiu, em uma cena que não condiz com o que esperamos assistir no futebol, muito menos em um jogo internacional onde nosso time está passando a imagem do nosso clube e país.

Os seguranças entraram em campo para separar os jogadores, que estavam com os ânimos mais do que exaltados e já haviam derrubado o árbitro da partida. A torcida que acompanhava das arquibancadas começou a vaiar a atitude dos jogadores. Os árbitros, sem saber o que fazer e provavelmente sem jamais terem enfrentado situação semelhante, se retiraram escoltados do gramado em direção aos vestiários. Foram interceptados por dirigentes do clube texano, que os convenceram de alguma maneira de seguir o jogo.

Após 10 minutos de muita conversa, eles acabaram voltando e de cara já expulsaram o destaque negativo do jogo, Michel, e o jovem atacante Eduardo Salles, que também participou da confusão. Arrisco a me dizer que o Atlético conseguiu ser melhor com nove jogadores em campo e o Kaio passou a jogar mais solto, distribuindo as jogadas, mesmo que essas não tenham sido muito objetivas. O primeiro tempo acabou em 2 a 1 mesmo sem grandes emoções.

Na volta para o segundo tempo, esperava-se que houvesse alguma substituição na equipe, até por ser um jogo amistoso entre dois parceiros do futebol, mas o técnico interino Tico preferiu manter a escalação inicial. O jogo ficou ainda mais morno. Se o Atlético já não tinha muita força, se esforçou ainda mais para continuar não fazendo. Por sua vez a equipe do Dallas fazia o que lhe parecia melhor, encurralar o time atleticano e jogar no ataque. Comandados pelos ex-atleticanos André Rocha e Ricardinho, o time continuava produzindo e criando boas oportunidades de gol. Foi pela falta de pontaria e pelas mãos de Viáfara, realizando duas ótimas defesas, que time do Dallas não voltou a marcar. A entrada de Tiago melhorou um pouco a participação do Atlético, mas claramente ainda sem ritmo de jogo, ele nada pode fazer para mudar o panorama que a partida já tinha tomado desde o primeiro minuto do segundo tempo.

Acabou assim, de maneira apagada, a participação do Atlético no desafio, sem nenhum destaque positivo a não ser pela constatação de que André Rocha e Ricardinho jogam mais que qualquer um do Ventania.

Victor Ribeiro é colaborador da Furacao.com. Clique aqui para entrar em contato com ele.

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