28 out 2009 - 16h33

Manifesto pela paz

Uma mistura perigosa, formada por ingestão de álcool, direção, ignorância e selvageria, gerou um resultado que nada tem a ver com rivalidade. Segundo relatos da polícia militar do Paraná, o torcedor atleticano João Henrique Vianna teria sido atropelado por Krystopher Lopes, de 20 anos, torcedor do Coritiba. João, neste momento, está internado em estado gravíssimo no Hospital do Trabalhador.

Independente das camisas vestidas por qualquer um dos torcedores, os desdobramentos do clássico, já bem longe do estádio onde o jogo aconteceu, evidenciam que a sociedade e o poder público precisam tomar ações conjuntas. Não se trata apenas de bradar pela extinção de torcidas organizadas ou realizar clássicos com uma torcida só. A mudança passa por um caminho que pressupõe a mudança de mentalidade.

O futebol é o esporte mais popular do país; modifica milhares de vidas e dá prazer aos brasileiros de todos as classes sociais, rendas e cidades. Mas nada tem a ver com a selvageria institucional que permeia não só os vândalos que destroem ônibus, mas também torcedores até então comuns, diretorias de clubes que não zelam pela segurança do público, políciais despreparados e omissos e jogadores que, muitas vezes, preferem ofender o rival do que comemorar com seus torcedores.

Torcedor, seja você atleticano, coxa-branca ou paranista, reflita sobre o verdadeiro papel que nós, torcedores, temos para o esporte. Divulgue a causa da paz, pense sobre quais atitudes você espera da diretoria do seu clube de coração ou do seus ídolos; denuncie a violência praticada por selvagens que nada tem a ver com o futebol.

Afinal, o que importa é bola na rede.

A foto que ilustra esse texto é extraída do Ensaio Atletiba!, de Andre Raittz. Nas palavras do fotógrafo, “esse ensaio surge para mostrar, de uma maneira simples, cômica e Cult, como essa rivalidade entre o verde e o vermelho, cores contrastantes e rivais por natureza segundo a psicodinâmica das cores (e também as cores principais dos clubes) pode se apresentar de diversas maneiras dentro de uma diversidade cultural fantástica presente na cidade de Curitiba”.



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