7 dez 2009 - 10h27

Rafael Miranda: “Minha vontade é continuar”

O volante Rafael Miranda se despediu dos colegas e funcionários do Atlético na semana passada. Liberado do último jogo do ano, ele retornou para Belo Horizonte, onde reside. Seu vínculo com o Clube Atlético Mineiro se encerra em 31 de dezembro de 2009. Havia sido emprestado ao Furacão até a mesma data, mas foi liberado pelo Rubro-Negro de cumprir os últimos dias de contrato.

A situação atual de Rafael Miranda é a seguinte: a partir de 1° de janeiro de 2010 estará livre para assinar contrato com qualquer clube. Ele deseja assinar um novo contrato com o Furacão e permanecer no clube na próxima temporada. Porém, para que isso ocorra é preciso que o Atlético manifeste interesse e faça uma proposta aos representantes do atleta.

A Furacao.com conversou por telefone com Rafael Miranda neste domingo, poucas horas antes do jogo contra o Barueri. Em entrevista exclusiva ao site, ele afirmou que está aguardando um contato do Atlético Paranaense e que a sua preferência é permanecer no clube. Porém, ressaltou que não poderá aguardar o contato por muito tempo. “Eu não tenho esse tempo para esperar”, afirmou.

As chances de que ele siga no Rubro-Negro em 2010 diminuíram logo após o jogo, quando o diretor de futebol Ocimar Bolicenho concedeu entrevista coletiva. Ele afirmou que alguns atletas que tiveram contrato encerrando não serão aproveitados e já foram comunicados. Na conversa com a Furacao.com, Miranda deixou claro que ainda aguarda um contato do Atlético.

Confira a íntegra da entrevista de Rafael Miranda à Furacao.com:

Qual é a sua situação contratual no momento?
Os dois contratos terminam em 31 de dezembro. O Atlético Mineiro tem uma preferência de renovação, mas a partir de janeiro eu não tenho vínculo com nenhum clube.

Você já foi procurado por algum diretor do Atlético Mineiro para renovar o contrato?
Pelo que eu conversei com algumas pessoas de dentro, a renovação com o Atlético Mineiro está meio inviável. A chance de eu voltar para o Atlético Mineiro é mínima.

E com o Atlético Paranaense? Você conversou com o presidente Marcos Malucelli e o diretor de futebol Ocimar Bolicenho?
A gente teve poucas conversas. A princípio, eles queriam ver uma posição do Atlético Mineiro, pelo bom relacionamento que eles têm. Isso foi o que o presidente me falou. Depois, a gente sentaria para conversar, fazer um acordo, alguma coisa. Então, eu já demonstrei que quero continuar, mas não posso depender também, né? Estou esperando uma proposta, alguma coisa do clube. Enquanto isso, vou agilizando outras coisas. Mas eu já falei: a minha vontade é continuar no Atlético Paranaense. Quero renovar, gostei da cidade, me adaptei com o torcedor, com o time. Então, está mais ou menos dessa forma.

Qual é o próximo passo, então? Você vai aguardar até janeiro?
Eu não tenho esse tempo para esperar. Eu já demonstrei a minha vontade, então fico na expectativa de o Atlético propor e a gente entrar num acordo. Mas como eu não tenho isso ainda, eu já tenho que pensar em alguma coisa porque se chegar em janeiro e eu não tiver acordo com ninguém, aí a minha situação fica complicada. Então, eu já vou olhando segundas opções, mas na expectativa de ainda acertar com o Atlético Paranaense, porque a minha vontade é continuar.

Para que fique bem claro para o torcedor: apesar de você ter contrato com o Atlético Paranaense até o final de dezembro, você já foi liberado para voltar para Belo Horizonte e agora vai esperar alguém do Atlético te ligar para fazer uma proposta. É isso?
É verdade. Essa é a minha expectativa, porque falaram que querem esperar uma posição do Atlético Mineiro, mas eu não tenho como esperar isso porque depois chega final de dezembro ou início de janeiro e nenhum dos Atléticos me propõe nada e aí? Entendeu? Então, eu tenho que procurar algumas coisas. Já tenho umas sondagens, mas eu volto a repetir: a minha vontade é continuar no Atlético, mas depende de algum telefonema deles, alguma proposta oficial.

Até porque no início do ano que vem já tem pré-temporada e você precisa se planejar…
Claro. Aí chega em janeiro, a gente vai sentar para conversar, até acertar valores aí eu já perco uma, talvez duas semanas. Hoje você disputa 70 jogos num ano, aí se não faz a pré-temporada o ano já não é a mesma coisa, entendeu? A minha expectativa é de estar daqui a dez, quinze dias já certo do meu futuro. Por isso que eu não posso ficar muito esperando a posição de nenhum dos dois Atléticos. Eu já estou ouvindo algumas coisas, mas eu quero ficar por aí mesmo. Foi bom, foi legal, o torcedor me recebeu bem, então é mais ou menos isso daí.

Renovar com o Atlético Mineiro é uma possibilidade muito remota?
Eu diria que bem remota. Existe, porque eles têm uma preferência, mas são bem pequenas as chances de continuar, ou melhor, de voltar.

Fisicamente você já está 100% recuperado?
Já, já. Tanto que contra o Botafogo eu já fui opção, eu tinha voltado a treinar dois dias antes do jogo, entrei quinze minutos, treinei essa semana normal. Então, isso aí já passou. Foi uma lesão muito pequena, só que caso eu jogasse poderia piorar. Mas eu já estou 110%.

Você só tinha jogado em um clube em toda a sua vida. Qual foi a sua impressão do Atlético?
Foi uma experiência nova e muito boa. Espero que seja assim em todos os clubes por que eu passar. Fui muito bem recebido, eu me adaptei à cidade. Achei até que teria um pouco de dificuldade por ser a primeira vez, mas me adaptei rapidamente com o pessoal do clube, com o jeito do time jogar. Acho que cada clube tem uma tradição, uma forma de jogar, e você tem de se encaixar. Por exemplo, o Atlético Paranaense é um time que joga muito no 3-5-2, e o Atlético Mineiro poucas vezes jogou nesse esquema. Então, acho que essa adaptação foi muito rápida, mais rápida do que eu esperava, e foi uma experiência muito boa.

Então a tua vontade é voltar para o Furacão?
Sem dúvida. Eu tive um relacionamento muito bom com a comissão técnica. Joguei 30 jogos no Brasileiro, sendo que dois contra o Atlético Mineiro eu não pude jogar (por força contratual). Então, minha vontade é continuar no Atlético.

Qual foi o jogo mais importante dessa trajetoria do Atlético no Brasileirão?
Foi aquela sequência a partir do Fluminense (no primeiro turno). Ali a gente estava com 12 pontos em 15 jogos. Aí a gente venceu Fluminense, Cruzeiro, Botafogo e Barueri. Os 12 pontos que a gente tinha conquistado em 15 jogos a gente conquistou eles novamente em quatro. Ali que nosso time entrou novamente no campeonato. A gente estava em penúltimo lugar, se não me engano. Eu acho que esses quatro jogos foram fundamentais para a gente permanecer na primeira divisão.



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