5 fev 2010 - 12h38

Arena será um dos estádios mais baratos da Copa

A indicação da Arena da Baixada como sede da Copa do Mundo de 2014 representou uma economia significativa aos cofres públicos do Estado do Paraná. Dos doze estádios indicados pelo Brasil, nove são públicos e três são privados. Coincidência ou não, os três estádios de propriedade particular são justamente os que custarão menos para serem adequados às exigências da Fifa. Os dados foram extraídos dos documentos de “matriz de responsabilidade” firmados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios e disponibilizados nesta semana pelo Ministério do Esporte.

O estádio que exigirá menor volume de recursos para ficar pronto para a Copa é o Beira-Rio, de Porto Alegre. De acordo com estimativas, serão necessários pelo menos R$ 130 milhões para adaptar o estádio gaúcho para o Mundial. Esse valor será ampliado porque o Sport Club Internacional ainda não tem os projetos básico e executivo para as obras e o valor não foi informado ao Governo. Para se ter uma ideia do que representa este custo, o projeto básico de outros estádios variam de R$ 17,8 milhões (Mineirão) a R$ 2,2 milhões (Fonte Nova). O Atlético já tem os projetos e o São Paulo gastará R$ 5 milhões com o projeto do Morumbi. De todo modo, o Inter arcará com todos os custos para a reforma do estádio, sem financiamento do BNDES.

A Arena da Baixada é o segundo estádio “mais barato” da lista. No total, a adequação do Completo Esportivo Curitiba 2014, compreendendo obras no entorno da Arena e a conclusão do estádio, custará R$ 184 milhões. Porém, a Prefeitura Municipal de Curitiba investirá R$ 46,5 milhões na construção de obras de “hospitalidade comercial, afiliados comerciais e barracas gastronômicas e voluntários”. As obras de adequação do estádio em si estão estimadas em R$ 138 milhões, sendo que R$ 25 milhões serão provenientes de um financiamento do BNDES e o restante caberá ao Clube Atlético Paranaense. O Governo do Estado do Paraná não terá nenhum custo com estádio.

Já as reformas do Morumbi custarão R$ 240 milhões. O São Paulo Futebol Clube se comprometeu a investir R$ 90 milhões, além de obter um financiamento de R$ 150 milhões do BNDES.

Estádios públicos

Todos os estádios públicos custarão mais para serem adequados e, nesses casos, oito estados da federação e o Distrito Federal terão de desembolsar valores significativos. De acordo com a matriz de responsabilidades, cabe aos Governos Estaduais (e ao Governo Distrital, no caso de Brasília) arcar com os custos de reforma, reconstrução e construção dos estádios. Todos eles contarão com pelo menos uma parcela de financiamento do BNDES. No total, o poder público será obrigado a investir R$ 4,834 bilhões nas praças esportivas – apenas São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul não precisarão fazer esses investimentos.

O estádio mais caro será o Mané Garrincha, em Brasília, cuja reforma custará mais de R$ 700 milhões. Em média, cada Governo Estadual terá de destinar aproximadamente R$ 540 milhões em obras de adequação de estádios.

Confira o custo de cada estádio sede da Copa do Mundo de 2014:

Brasília (reforma do Mané Garrincha) – R$ 745,3 milhões
Fortaleza (reforma do Castelão) – R$ 623 milhões
Rio de Janeiro (reforma do Maracanã) – R$ 600 milhões
Salvador (construção da Fonte Nova) – R$ 591,7 milhões
Recife (construção do Cidade da Copa) – R$ 529,5 milhões
Manaus (reconstrução do Vivaldão) – R$ 515 milhões
Cuiabá (construção do Verdão) – R$ 454,2 milhões
Belo Horizonte (reforma do Mineirão) – R$ 426,1 milhões
Natal (construção da Arena das Dunas) – R$ 350 milhões
São Paulo (reforma do Morumbi) – R$ 240 milhões
Curitiba (reforma da Arena da Baixada) – R$ 138 milhões
Porto Alegre (reforma do Beira-Rio) – R$ 130 milhões (*)

(*) sem incluir o custo dos projetos



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