21 jul 2012 - 18h24

Visitante mal-educado, Vitória vence o Furacão

O Furacão recebeu o Vitória, na tarde deste sábado, em Paranaguá, e acabou sendo surpreendido pela equipe baiana. O time de Paulo César Carpegiani venceu a partida por 1 a 0 e encerrou a sequência de vitórias do Atlético.

O técnico Jorginho promoveu apenas uma mudança com relação ao time que iniciou a partida contra o Avaí. O recém-contratado Derley, ex-Náutico, assumiu a vaga de Renan Foguinho e formou a dupla de volantes juntamente com João Paulo.

O primeiro lance de perigo do Atlético ocorreu aos cinco minutos, quando o atacante Ricardinho aproveitou uma sobra de bola na intermediária e soltou a bomba. A bola passou sobre o travessão do goleiro Gustavo.

O Vitória, por sua vez, se postou defensivamente e apostava suas fichas nos contra-ataques puxados por Marquinho, um dos destaques da equipe baiana.

Aos 10 minutos o goleiro Gustavo sentiu o tornozelo e recebeu atendimento médico por mais de 3 minutos, mas seguiu na partida. Oito minutos depois, o goleiro baiano voltou a sentir e o reserva, Caio, iniciou o aquecimento à beira do gramado, porém novamente Gustavo seguiu na partida.

Apesar da forte marcação, o Vitória só assustou a meta defendida por Weverton em um cruzamento a meia altura, aos 22 minutos. Para a sorte do Atlético, a bola passou por toda a extensão da área sem que ninguém a alcançasse.

Quatro minutos depois foi a vez do Atlético chegar com perigo após um cruzamento de Maranhão. O estreante Derley apareceu como elemento surpresa e cabeceou no centro do gol, para defesa tranquila de Gustavo. Após a defesa, o goleiro do Vitória sentiu novamente a lesão no tornozelo e o árbitro Wilson Luiz Seneme chegou a autorizar sua substituição, porém o arqueiro mais uma vez se recusou a deixar a partida.

Seneme, aliás, mais uma vez demonstrou falta de critério quando arbitra jogos do Atlético. Além de deixar de marcar algumas faltas a favor do Furacão, inventou outras inexistentes em favor da equipe de Salvador. Em uma delas, Tiago Adan se enroscou com o zagueiro do Vitória em um cruzamento e a bola sobrou limpa para Ricardinho, dentro da área, porém o árbitro assinalou falta inexistente de Tiago Adan e interrompeu uma boa chance do Furacão.

Antes do fim do primeiro tempo, o atacante Marcelo fez a última boa jogada do Furacão, aos 40 minutos. O camisa sete cortou a marcação do primeiro zagueiro e armou o chute, porém o disparo foi travado por outro marcador e a bola se perdeu em escanteio para o Furacão.

Na saída para o intervalo, Paulo Baier declarou aos repórteres que não voltaria para o segundo tempo devido a uma fisgada na coxa.

Segundo tempo: quem não faz leva

Além da já anunciada saída de Paulo Baier, o técnico Jorginho também sacou o atacante Tiago Adan e promoveu as entradas de Martín Ligüera e Bruno Furlan.

Na segunda etapa quem chegou pela primeira vez com perigo foi o Vitória, aos três minutos. Marquinho ganhou na velocidade de Wellington Saci, driblou o lateral mas acabou se desequilibrando na hora de chutar e a bola saiu mascada, para fácil defesa de Weverton.

Aos seis minutos foi a vez do Furacão responder, com Ricardinho. O atacante puxou para o meio e soltou a bomba, porém o chute saiu torto, sem perigo. Aos 11, Wellington Saci cobrou falta com perigo pela esquerda, mas o goleiro Caio Secco conseguiu afastar de soco. Quinze minutos depois o lateral-esquerda se machucou após receber falta de Pedron Ken e teve de deixar o gramado. Bruno Costa entrou em seu lugar.

Bruno Furlan entrou no segundo tempo, mas não mudou o panorama do jogo [foto: Julia Abdul-Hak]


Aos 27 minutos o Atlético teve uma grande chance de abrir o placar. Bruno Furlan arriscou de fora da área e o goleiro Caio rebateu para o meio da área. Marcelo apareceu sozinho, de frente para o gol, porém o jogador pegou mal na bola e o chute saiu rente à trave esquerda. A melhor oportunidade do Atlético na partida até então.

A resposta do Vitória veio em forma de gol, aos 32 minutos. A aposta de Carpegiani, de jogar nos contra-ataques, deu certo. Leilson recebeu lançamento em profundidade pela esquerda, invadiu a área com velocidade e bateu colocado, tirando do alcance de Weverton. O gol foi um castigo pela claríssima chance desperdiçada pelo Furacão, minutos antes.

Após o gol da equipe baiana, o Atlético, que já sofria pela falta de criatividade ao longo de toda a partida, acusou o golpe e deixou o nervismo tomar conta. Um festival de passes errados e lançamentos para o vazio foram vistos pelos mais de cinco mil atleticanos que estiveram em Paranaguá.

Apesar das dificuldades, aos 41 minutos Bruno Furlan fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, com força. Marcelo apareceu novamente sozinho e, com o gol aberto, conseguiu perder outra chance claríssima de gol. Um lance semelhante ao segundo gol rubro-negro em Florianópolis, contra o Avaí, porém sem final feliz desta vez.

Após perder a chance de empatar, o Atlético ainda viu o Vitória quase ampliacar o placar, aos 44, com Marquinhos. O atacante apareceu livre pela direita, carregou a bola e soltou uma bomba no travessão.

Até o apito final o Atlético tentou pressionar, porém sem efeito e acabou conhecendo sua primeira derrota como mandante na Série B.

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