17 mar 2013 - 17h59

Tudo igual no clássico na Vila

O Atlético foi para o clássico na Vila Capanema, neste domingo (17), com a intenção de se manter na liderança do returno do Campeonato Paranaense.

Jogando contra uma equipe que também buscava alcançar os líderes da competição e num gramado horroroso, que impedia o toque de bola, os comandados de Arthur Bernardes saíram atrás no placar, conseguiram a virada, mas cederam o empate na segunda etapa.

No fim, o placar de 2 a 2 acabou sendo um mau resultado para ambas as equipes, já que o Furacão deixou escapar a liderança e o Paraná vê cada vez mais distante a chance de conquistar o título do returno.

Confira como foi a partida:

Douglas Coutinho resolve na primeira etapa

Ambas as equipes iniciaram o clássico em busca do ataque. Logo no início do jogo, o atacante Crislan, estreando como titular pelo Rubro-Negro, levou perigo à meta defendida por Luis Carlos. Reinaldo também assustou o goleiro Santos no começo da partida. Aos três minutos, Bruno Costa cabeceou com perigo e o arqueiro tricolor defendeu. Mas, a partir de então, foi o Paraná que partiu para o ataque em busca do resultado. Aos oito minutos, Luisinho bateu forte em direção ao gol, mas a bola bateu na zaga atleticana e saiu pela linha de fundo. Aos 10, Lúcio Flávio arriscou de longe e Santos conseguiu espalmar. Seis minutos depois, o meia paranista cobrou falta e Zé Luis cabeceou para fora.

Apesar das equipes buscarem o ataque, a péssima condição do gramado prejudicava o toque de bola e forçava os chutões. Aos 23, em uma das poucas jogadas trabalhadas do Rubro-Negro, Héracles recebeu de Bruno Pelissari e tocou para Zeinho, que chutou forte, mas errou a direção. Seis minutos depois, Crislan chegou pela esquerda e conseguiu a finalização, mas Luis Carlos defendeu com tranquilidade. Aos 30, o Paraná tentou chegar com Luisinho, mas Santos se antecipou e fez a defesa.

Três minutos mais tarde, Gabriel Marques chegou pela direita e cruzou em direção à área atleticana. Santos saiu mal, a zaga deu bobeira e a bola sobrou para Reinaldo que, meio desajeitado, tocou para o fundo das redes e abriu o placar para o Tricolor.

Mas o gol sofrido acordou o Rubro-Negro, que foi para cima e conseguiu o empate logo em seguida. Aos 35, Douglas Coutinho recuperou a bola na intermediária e, de longe, mandou uma bomba, sem chances de defesa para Luis Carlos. Sem tirar o pé, aos 37 o camisa 11 aproveitou o contra-ataque e virou a partida, marcando seu segundo gol no clássico e o ducentésimo Campeonato Paranaense.

Depois de conseguir a virada, o Rubro-Negro diminuiu o ritmo e administrou o resultado, saindo para o vestiário com a vantagem no placar.

Muitas faltas e empate adversário na segunda etapa

No segundo tempo, diferentemente do que se poderia imaginar, o Paraná não se atirou para o ataque em busca do resultado. Nos primeiros minutos, o jogo foi cadenciado e nenhuma das equipes conseguiu chegar com perigo.

Mas o Rubro-Negro não soube se impor e, mesmo criando boa oportunidade com Zezinho, aos 15 minutos, aos poucos foi se acuando e permitindo que o adversário retomasse o domínio da partida. Aos 19, Ricardo Conceição acertou uma cabeçada no travessão de Santos, assustando a torcida atleticana.

O lance foi o prenúncio do gol de empate, que ocorreria dois minutos mais tarde. Aos 21, depois de cobrança de escanteio, Lúcio Flávio alçou a bola na área e Reinaldo subiu sozinho para, de cabeça, empatar a partida. Logo depois do gol do Paraná, o lateral Léo acabou expulso depois de cometer falta dura e receber o segundo amarelo, piorando ainda mais a situação do Furacão.

O técnico Arthur Bernardes ainda tentou modificar a equipe, promovendo a entrada de Marcos Guilherme no lugar de Bruno Pelissari, tentando melhorar a movimentação na meia cancha. O jogador entrou com vontade e teve boa movimentação, mas suas ações não foram o suficiente para que o Rubro-Negro conseguisse mais um gol.

Como o Paraná também não conseguiu mais chegar com perigo, o clássico terminou empatado. Para o Rubro-Negro, a lamentação de ter deixado escapar a chance de permanecer na liderança da competição.

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