24 jan 2014 - 0h01

“Me envergonhei”, diz Petraglia sobre a final

A derrota do Atlético na decisão da Copa do Brasil foi outro ponto abordado pelo presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, em entrevista à Rádio CAP. O dirigente disse que se sentiu envergonhado pela maneira que a equipe atuou nos dois jogos – empate em 1 a 1 em Curitiba e na derrota por 2 a 0 no Maracanã. Ele culpou a falta de liderança, reclamou do meia Paulo Baier e da forma que Mancini preparou psicologicamente o time para o primeiro jogo, na Vila Capanema.

“Disse o Mancini que não podíamos tomar gol, isso é de infantilidade, gol se toma. Se tomar um, que faça três, quatro. Quando tomamos, não tivemos força para nos recuperarmos porque estávamos preparados emocionalmente para não tomar gol. Foi uma vergonha aqui”, disse.

Na derrota no Maracanã o dirigente foi ainda mais enfático. “Poderíamos perder o jogo, mas com dignidade, com força, valor, com vergonha na cara. Não exigi que se ganhasse a partida. O que me envergonhava era a forma que perdemos aquele jogo, de um time medíocre, com todo respeito, mas o Flamengo não é o do passado, nosso time era infinitamente melhor se tivéssemos liderança”, disparou, não poupando críticas ao capitão do time, Paulo Baier. “Me envergonhei como torcedor. Não tivemos vergonha na cara, não honramos a camisa que vestimos, dependemos de um ex-atleta e não fizemos os gols que precisávamos fazer . [Nossa liderança] era negativa, perdedora, derrotada. Eu disse no vestiário que tinha vergonha como presidente da instituição de ter perdido da forma que perdemos. Isso aconteceu no vestiário”, finalizou.

Polêmica quanto à renovação de Baier

Petraglia também comentou a polêmica envolvendo a renovação de contrato com Paulo Baier no fim do ano passado e a decisão do clube em não manter o atleta para a atual temporada – ele acabou acertando com o Criciúma. O presidente disse que não voltou atrás na palavra e que ouviu o coração para não renovar.

“Ele jogou a torcida contra a diretoria porque fez dois gols em Atletiba. A minha palavra jamais voltei atrás. Minha palavra foi não, disse que não renovaria, por pressão da torcida voltei atrás e disse sim. Ouvi a diretoria e meu coração e voltei a minha palavra original e disse não”, explicou.



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