9 abr 2015 - 23h59

Ciente das dificuldades, Enderson quer a torcida ao seu lado

O treinador Enderson Moreira falou a respeito da vitória do Atlético na partida desta quinta-feira (9), sobre o Nacional, em Rolândia. Foi a quarta partida de Enderson no comando do Furacão. O técnico atleticano iniciou a coletiva falando a respeito do gramado, que foi muito contestado pelos jogadores depois do jogo, e sobre a pressão de encarar um campeonato como o “Torneio da Morte”:

"Falam tanto em nível técnico da competição, mas a gente tem que pensar naqueles objetos, ou naquilo que é importante para a prática de um bom futebol. O campo ajuda também, entendeu? Mas a gente não tem o que lamentar, as dificuldades são para as duas equipes e a gente tem que se adaptar rapidamente, fazer com que a gente possa, dentro das possibilidades, fazer o melhor. E é o que a gente tem tentado fazer”, ponderou o treinador.

Enderson também se manifestou sobre os reforços que chegaram ao Furacão nesta semana. Além do volante Jadson, que veio da Udinese-ITA, e os atacantes Walter e Ytalo, que já trabalharam com o treinador no Goiás e no Internacional, respectivamente. Questionado sobre a possível perda de espaço dos jogadores que compõem o elenco atual, o comandante atleticano destacou a necessidade de ter um grupo forte para o restante da temporada:

“Nenhum jogador, eu tenho convicção disso, se sente ameaçado pela vinda dos outros. Ele vai se sentir mais fortalecido a uma competitividade interna. Você vai ver os grandes elencos que nós temos no futebol brasileiro hoje e têm jogadores de altíssimo nível na reserva. E pelo número de jogos que as equipes como o Atlético fazem durante uma temporada, eles precisam ter, a equipe do Atlético precisa ter uma grande gama de atletas. Então é esse o nosso foco, nós temos muitos meninos aqui ainda, jogadores que vão ter calma e tranquilidade para poderem buscar seu espaço no momento certo, às vezes foram colocados numa situação mais extrema, o que é sempre mais complicado. Então, na verdade, a nossa preocupação é em qualificar ainda mais o nosso elenco e é isso que a gente está buscando diariamente para que a gente possa ter boas opções. E quem vai ganhar com isso é única e exclusivamente o Atlético. Espero que a gente possa fazer uma grande temporada”, avaliou.

Ainda sobre os reforços, Enderson Moreira falou sobre as melhorias que Walter e Jadson podem trazer para a equipe. Além dos dois atletas, a expectativa é que mais reforços integrem o elenco Rubro-Negro para as competições nacionais:

“A gente trabalha em cima de algum nome, surgiram algumas possibilidades, junto com o Paulo Carneiro, o Departamento de Futebol do Atlético, o Márcio e todos aqueles envolvidos nesse departamento de inteligência de busca de atletas. O que nós estamos tentando é antecipar, porque na verdade o mercado vai abrir daqui a uma ou duas semanas, quando terminam os estaduais e que os grandes movimentos serão feitos. Algumas equipes vão remodelar, vão buscar outras alternativas, vão abrir mão de outras possibilidades. A gente está tentando antecipar um pouco porque é importante, é necessário, a gente quer uma resposta, tentar sair na frente também, em cima de algumas possibilidades e é isso que a gente está fazendo para que a gente possa, o mais rapidamente possível, contar com todas essas contratações e focar no ano que a gente tem pela frente, uma formatação de equipe que possa, acima de tudo, conquistar o torcedor atleticano. O que a gente quer é isso, que eles possam estar ao nosso lado, eles são fundamentais para nós. Eles são, eu falo muito, não só o 12º mas o 13º jogador, sim. A torcida do Atlético sempre foi uma torcida que empurrou o time, que fez com que o time pudesse conquistar grandes resultados. Nós tempos culpa nisso, nós precisamos entusiasmar o nosso torcedor, e nós estamos muito focados nesse objetivo. Talvez não a curto prazo a gente consiga fazer isso, mas daqui a pouco a gente vai ter condição de, talvez, proporcionar jogos de qualidade e fazer aquilo que esses atletas sabem fazer, juntamente com esses atletas que estão chegando”, comentou.

Por outro lado, a respeito do vergonhoso momento da equipe rubro-negra e as más apresentações em campo, Enderson destacou a pressão de lutar para não cair no Estadual:

“Neste momento, agora, o que importa é o resultado. É um quadrangular de descenço, então o peso, o trauma, no Brasil ainda é muito traumático essa queda de divisão, então essa ameaça para um time grande, então, você não consegue quantificar o que é isso. O que isso representa em termos de tensão, dificuldade. Então isso gera para todas as equipes, está todo mundo brigando por essa vaga, por continuar no Campeonato Paranaense de 2016. Então é essa tensão que faz, talvez, com que essa dificuldade permaneça, porque são jogos decisivos”, ponderou.

Outro assunto que foi abordado na coletiva do treinador foi a contratação do atacante Walter. Destaque da temporada de 2013, Walter esteve na seleção do Brasileirão daquele ano atuando no Goiás, comandado pelo próprio Enderson Moreira, com quem terá a oportunidade de trabalhar novamente:

“O Walter tem uma capacidade técnica enorme, uma visão de jogo, mas agora é trabalhar e encaixar bem as peças. Não adianta apenas contratar, nós precisamos fazer com que eles possam ter um entendimento. Então é importante que esse entrosamento venha o mais rápido possível. Então a gente já foca em algumas questões já a partir de amanhã, a gente começa a preparar um pouquinho um grupo recuperando deste jogo e se concentrando para o jogo de domingo e um outro grupo já fazendo com que a gente possa uma adaptação desses atletas que estão chegando o mais rápido possível.”, disse.

Ainda sobre o atacante, Enderson foi questionado sobre o peso do jogador e se isso representa um problema real:

“Gente, é só com a sequência dos jogos que vocês poderão, talvéz, falar. Eu já vi muito jogador atleticamente num nível fantástico e não produzir muito. Futebol é extremamente democrático, um jogador às vezes um pouco acima do peso, um jogador mais alto, um jogador mais lento, um jogador muito baixinho, mas rápido, um jogador potente. O futebol é extremamente democrático nesse quesito. O mais importante é a produção dentro de campo, aquilo que ele vai conseguir fazer e é isso que a gente vai estar sempre cobrando dele”, afirmou.

Novamente questionado sobre os reforços, o treinador atleticano falou sobre os jovens atletas do elenco rubro-negro. Nos últimos anos, o Campeonato Paranaense serviu para lançar jovens atletas, como Douglas Coutinho, Marcos Guilherme e Hernani. Enderson comentou sobre como fica o espaço desses jovens no elenco principal do Furacão com a chegada de jogadores mais experientes:

“É claro, gente. Os meninos da base, eles não podem ser a solução de uma equipe de futebol profissional. Eles podem até virar, futuramente, como aconteceu com Neymar, aconteceu com Robinho, mas eles têm que chegar num grupo que possa ter estabilidade. Você vai ver que todas as equipes que conseguem, de alguma forma, bons resultados, são equipes mescladas. Eu nunca vi um grupo de meninos conseguir títulos importantes. É muito difícil isso. Tem um grupo de meninos, mas, diante desses atletas mais jovens, atletas mais experientes que possam dar tranquilidade para que cada um possa desenvolver o seu melhor futebol. Quando você começa a colocar muitos meninos num jogo, às vezes quando tem alguma dificuldade, eles apresentam talvéz, eles demonstram mais essa dificuldade. Então quando você tem um grupo mais experiente… e a competitividade é ótima, porque num grupo forte como o que nós pretendemos formar aqui no Atlético, se ele está como titular, é sinal de que ele está, realmente, num nível muito bom. Porque a gente não tem jogadores desse nível, desse quilate, e infelizmente eles serem titulares sem, talvéz, terem todo esse merecimento. Mas eu sempre falo que lançar jogador da base para um time principal é uma arte. Você tem que saber o momento, você tem que verificar as possibilidades. Nós estamos muito atentos, tem jogadores talentosíssimos na base e, de uma maneira bem gradativa, a gente vai conseguir dar oportunidade de uma maneira tranquila, sem queimar etapas, sem colocar eles numa situação extremamente difícil e complicada”, finalizou.



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