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12 dez 2015 - 15h22

O jogador brasileiro

A duas décadas atrás o jogador de futebol brasileiro era o sujeito que gostava de jogar bola e se tivesse “talento” e interesse acabava praticando esse esporte no amador ou profissionalmente. Mas o cara que não tivesse talento não se criava entre os boleiros. Eu nos meus bons tempos era um jogador mediano que no máximo tinha lugar no time do bairro, da empresa ou de amigos. E olha que eu jogava muito mais do que a grande maioria desses profissionais da bola de hoje, formados em escolinhas de futebol. E jogava em campo de terra, de grama de areia, com buraco, sem buraco, de salão, de pelada, suiço e o escambau. Certa vez fui fazer um teste para entrar em um time para um torneio municipal, não fiquei nem no banco de reservas e olha que eu não era de se jogar fora, mas tinha muita gente boa naquela epoca. Era preciso ter muito talento ou gostar muito do esporte futebol, para entrar em qualquer timéco de várzea. Nosso time do bairro era denominado o “Time do João”. João era uma pessoa bem simples, tinha uns 30 anos, pobre e ruim de bola que duia. Mas ele gostava tanto de jogar bola que sempre comprava a bola oficial nº 5 e reunia a piazada da rua para poder jogar bola. E é claro que ele era senhor absoluto da sua posição no time. Grande João, apesar dos gols contra que marcava. Becão Central. Chego a dizer que ele estaria pau a pau os becões centrais de hoje, tanto que caiu a qualidade dos jogadores profissionais de hoje.

Olhando por esse ângulo, o que a gente vê hoje? E isso não é só no Atlético, mas vamos nos basear no Atlético.

O que a gente vê, na realidade, são jogadores jovens que são colocados em escolinhas de futebol pelos seus pais, porque vêem uma oportunidade do seu filho se dar bem e ganhar polpudos salários rapidamente. Ainda jovem acertar a sua vida financeira, sem precisar estudar ou ter uma profissão. Na perspectiva talvez de desvia-lo da marginalidade que o mundo lhe oferece. Passam a usufruir de uma estrutura fantástica, médica, fisiológica, psicológica, educacional, alimentar, campos de treino perfeitos, etc…
E aí o que a gente vê? São crianças tentando aprender os fundamentos do futebol, para aplicar isso como profissão. No meu tempo nós, enquanto criança, brincávamos de jogar futebol, nosso foco era a diversão. E os talentos fluíam naturalmente. Aqueles que não tinham talento brincavam também, como o João, mas era por DIVERSÃO.

O que a gente vê hoje, em sua grande maioria, a gurizada não tem talento e são desinteressadas pelo esporte, porque o praticam por OBRIGAÇÃO. Volta e meia aparece um aqui outro ali, que não ta nem aí para a Obrigação e que tem algum talento, logo ficam acima da média e são rapidamente vendidos. A maioria são interessados sim, nas coisas que o futebol pode trazer para ele, e não pelo prazer do esporte, porque nem talento eles tem. Quem não tem talento ou não gosta do que faz, nunca fará bem feito. Por isso esse pessoal não acerta passe de 2 metros, não sabem chutar a gol, não sabe dominar uma bola, não sabe se posicionar em campo, estão sempre desmotivados. Pasmem senhores, não tem ainda 18 anos, nem jogaram profissionalmente em seu clube de origem e já querem jogar fora do Brasil e ganhar uma fortuna.

É! Mas, na Alemanha eles encheram de escolas de futebol e deu certo. Acontece que lá tudo é diferente. Veja o caso do Douglas Coutinho: Um grupo de investidores compraram o passe dele (?), mas na hora de leva-lo para um time da Europa, ninguém aceita, porque falta tudo para ele, inclusive talento.

Pobre Futebol, reflexo do País em que está. Está indo para o fundo do poço, como tudo nesse País.

E tem muita gente dizendo por aí que vai montar um time campeão. Não sei com o que? E com que dinheiro? Boa sorte a vocês.

Será que tem coisas que “eles” enxergam e que a gente não vê? Vamo vê!



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