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16 jan 2016 - 8h02

Tradição ou evolução?

É duro e complicado reconhecer isso, mas a verdade é que o nosso CAP cresceu tanto, tanto e tanto, em todos os sentidos que, continuar chamando-o simplesmente ATLÉTICO, como tantos outros Atléticos que existem no Brasil e no mundo (ACG, CAM, CABJ -Boca Juniors-CAM-Madrid- e outros) é o mesmo que continuar considerando-o simplesmente como mais um dos ‘Atléticos da vida’ existentes por aí, mundo afora. É que, ao se tornar o verdadeiro Titã que é hoje no mundo do futebol, o nosso Clube superou a própria singeleza do nome pelo qual se tornou conhecido cá no nosso Paraná e é chamado por sua torcida: Atlético -o que, em outros Estados, principalmente por parte da mídia do eixo do mal, propicia a que se lhe nominem, jocosamente, de ‘Atlético do Paraná’-. Eu lembro que o próprio Corinthians Paulista, hoje alcunhado de ‘Timão’, já foi o ‘alvi-negro do Parque São Jorge’, o Clube ‘Mosqueteiro da Fazendinha’ e outras ‘cositas mas’. Agora, entretanto, que até campeão mundial de clubes já conseguiu ser, já pensaram se poderia continuar a ser chamado por sua torcida de, por exemplo, ‘Equipe Mosqueteira’, somente por apego à tradição? O Palmeiras, também da capital paulista, passou a ser tratado por sua torcida de uns anos para cá -aliás, paradoxalmente, com estranháveis alegria e prazer- pelo codinome ‘Porco’; afinal, qualquer outro apelido seria preferível ao velho e tradicional rótulo que lhe havia sido dado por antigos cronistas esportivos da paulicéia: ‘Esquadra Periquita’ ou mesmo “Alvi-verde do Parque Antártica”. Estou dando esses grosseiros exemplos para referir, em resumo, que, as mais das vezes, o necessário abandono a vetustas tradições completamente desvinculadas do mundo em que hoje vivemos decorre naturalmente do crescimento e da evolução por que passam as coisas, as pessoas, as instituições, enfim; há casos em que esse abandono se torna absolutamente imperioso. O nosso Furacão, à mais notória evidência, apresenta-nos inúmeros exemplos disso –não se deve olvidar que ele já foi América+Internacional= Athletico e, somente depois, Atlético-.

Muitas são as vozes –inclusive e principalmente daqueles que sequer possuem uma cadeira sua dentro da Arena- que criticam o cara (MCP) e que fazem questão de não lembrar e nem reconhecer que hoje -e muito graças a ele, ao seu trabalho e a sua mais do que vintenária diuturna dedicação ao CAP- é este presentemente o maior Clube de Futebol do Paraná e um dos maiores Clubes de Futebol das Américas. Dentre outras tantas coisas positivas que ele propiciou ao nosso venerado Rubro-Negro das Araucárias, destaca-se a de possuirmos agora, de maneira indubitável e ineludível, a maior torcida futebolística do Estado do Paraná, suplantando a do próprio Corinthians da capital do vizinho Estado de São Paulo que, até há bem poucos anos -como é de vulgar sabença-, para a nossa tristeza e/ou constrangimento, era a que possuía o maior número de simpatizantes dentro do nosso próprio chão paranaense. Hoje, o nosso Furacão, com dois milhões e quatrocentos mil torcedores em nosso Estado, possui quase um milhão de torcedores a mais que o famigerado e midiaticamente turbinado ‘Curintchameu’ -poder-se-ia dizer, então, que, felizmente, para nós, do Paraná, em consequência, são mais de um milhão a menos ‘de loucos de um certo bando’ que, após devidamente ‘curados’ de suas ‘insanidades’, continuam a conviver conosco de maneira muito mais próxima-. O cara (MCP), irmãos rubro-negros do nosso inigualável Estado do Paraná, no cômputo geral de tudo o que realizou até hoje no CAP, possui, no mínimo, noventa e cinco por cento de acerto e cinco de desacerto. Em final remate, restaria dizer que, quanto a essa noticiada idéia de “mudança do nome” do nosso Furacão (de Clube Atlético Paranaense para Club Athletico Paranaense) –que, aliás, não implica qualquer “mudança de nome”, mas sim, segundo se sabe, unicamente um resgate da verdadeira grafia oficial original do Clube- o cara (MCP), ao menos, merece ser ouvido a respeito.

Primeiramente, temos que nos inteirar de maneira clara e inequívoca acerca de todos os detalhes e porquês da idéia do Mário Celso; depois, com todos os respectivos detalhes, emitirmos opinião serena, objetiva e inteligente a respeito, mas sem quaisquer resquícios de mero conservadorismo inimigo da evolução ou por puro e simples reacionarismo sem razão. Em tempos idos não fomos primeiramente América e/ou Internacional para, posteriormente, sermos Club Athlético Paranaense e, ainda ao depois –e dessa última feita sem sabermos a verdadeira razão e quando, Clube Atlético Paranaense?-. Há mais: a rigor, a rigor, o único Atlético, verdadeira e precipuamente ATLÉTICO (de prenome) do futebol brasileiro é o ATLÉTICO CLUBE GOIANIENSE; portanto, nem o CAM e nem o nosso CAP, que são, respectivamente, o Mineiro e o Paranaense, possuem o prenome ATLÉTICO. Vamos aguardar, dessa arte, minha gente, o que realmente o cara (MCP) pretende a propósito desse precitado resgate e a razão disso, assim como os reais motivos pelos quais o cara (MCP), recentemente, segundo noticiou a mídia esportiva local, também manifestou a sua intenção de criar um novo “mascote” para “representar” o Clube para, depois, no momento oportuno e de maneira aberta e democrática, debatermos (Diretoria, Conselhos, Associados e Torcida) acerca de todos os aspectos dessas propaladas mudanças e, por fim, manifestarmo-nos, mediante votação, contrária ou favoravelmente a ela(s).



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