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12 mar 2016 - 7h56

A Equação do Petraglia

Futebol = Recurso + Talento + Jogar Bola

Enquanto em estrutura e em administração somos TOP, 1º mundo, no que diz respeito ao futebol, diria que estamos um patamar abaixo da média (sofrível) da série A.

Poderíamos nos comparar ao Paraná Clube. Se vc colocar a equipe e técnico do Paraná com o uniforme do Atlético, você vai perceber que, neste momento, eles estão melhores do que nós. E olha que a diferença de valores (R$), de condições e de estrutura é grande.

Eu assisti o jogo do Atlético x Cascavel e agora Criciuma e fiquei observando muito a atitude dos jogadores. Ééééé…. ATITUDE. Nossos jogadores ainda não tem ATITUDE de quem tem talento e atitude de vencedor, de uma forma geral. Podemos identificar essa atitude em apenas 2 ou 3 jogadores do Atlético, no máximo. Vc vê toda hora jogador desligado, parado, cansado, não ganha uma bola, não marca, não se desloca, não dribla, não chuta, não dá um passe direito, parece que não está motivado?

Uma vez me contaram uma estória do Luxemburgo que foi treinar o Real Madri, e numa dessas ele foi dar uma palestra motivacional para os jogadores e aí um dirigente chamou ele para um canto e disse: “Aqui, os jogadores não precisam disso, eles são profissionais”.

Isso pra mim é fruto de jogador que não tem TALENTO. Aí o técnico pede pra cada jogador fazer determinada função e esquece que para executa-la é preciso ter talento. Então eles treinam, treinam, treinam… e na hora o cara faz como pode, ou como sabe.
Os próprios técnicos exigem dos jogadores que eles executem determinadas funções e se não o fizer perde a posição de titular. Esquecem de jogar futebol, para executar determinada função.

O futebol deixou de ser um esporte para ser um produto em série. Estão adotando um sistema de produção em série utilizado pelas indústrias. Se cada um fizer a sua parte (No piso da fábrica) do jeito que foi determinado pelo técnico, o resultado será o Goooolllll… Tá lá na teoria, na planilha, no planejamento, no treinamento. Mas na prática eles precisam ter talento e habilidade naquilo que fazem. Hoje em dia as indústrias não contratam mais profissionais desqualificados.

Jogar bola? É para saudosista, isso não existe mais. Agora é a vez do jogo de equipe, do coletivo, cada um fazendo sua parte para o grupo, cada um cumprindo o que foi determinado pelo técnico. É o que pensam.

O jogar bola deu lugar a tática. A tática é mais importante do que jogar bola. O que o Neymar faz, é jogar bola. Por certo, ele está inserido na tática do Barcelona, assim como o Messi e o Soares. Mas, o que prevalece lá é o talento deles. A liberdade que eles tem para criar é correspondente ao talento deles. Como lá eles contratam os melhores profissionais, a tática é dar essa liberdade de criação.

Baixando a bola agora, o que a gente vê aqui no Brasil ou no Atlético? Dada a falta de talento dos profissionais que temos no país, o que prevalece é a tática. E aí acabou o futebol que tanto a gente gostava de ver a algumas décadas atrás.

Analisando o Atlético hoje, encontramos 2 ou 3 talentos apenas (Weverton, Walter e Otávio). Quando eles intervem no jogo, dá aquela sensação de que algo de bom vai acontecer e em 90% das vezes acontece. Mas, é pouco talento para um time como o Atlético. Então temos que compensar na Tática.

Ah! Tem até escola de futebol, hoje em dia. O cara pode não ter telento, mas se ele apresentar o certificado de conclusão do curso de jogador de futebol, tádentro.
Só que vai jogo, vem jogo, e o sistema não consegue produzir os Gooollllsss…. que se esperava. E aí, troca-se algumas peças (titular por reservas), modifica-se aqui, ali, o sistema de produção de gol e a produtividade continua baixa.
Até o momento que, a alta direção, resolve cortar a cabeça do Gerentão de produção. Porque? Ele não atingiu suas metas. Vai pra rua.
Aí vem o novo gerente que assume, muda o sistema de produção de gols, utilizando as mesmas peças. Tenta organizar os setores mais deficientes, exige melhor desempenho da equipe de trabalho e tenta tocar o barquinho com a mesma equipe (sem talento) em funcionamento. Com essa injeção de animo os resultados melhoram um pouco, ou por algum tempo, mas logo volta a apresentar as mesmas falhas operacionais.

E o Mercado, quando aparece um profissional que se destaca na equipe, logo outros concorrentes compram seu passe. Normal em qualquer atividade ou economia. As grandes empresas investem em grandes talentos, por isso são grandes. Está nos faltando talentos. E esses são caros.

Essa é a grande equação que o Petraglia está tentando resolver e eu acho que ele está no caminho certo, mais isso leva muito tempo, trabalho e inteligência para gerar os recursos necessários.



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Boa sugestão

Li em um texto que estão sugerindo o Lucho Gonzalez para ser o técnico do CAP para 2020. Foi para mim uma sugestão muito acertada…