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9 jun 2016 - 13h44

Dilemas dos torcedores

Leio quase todos os comentários sobre a atual situação do CAP dentro do campeonato nacional, uns falando que só rezando tantas Aves Marias e Pai Nosso que iremos nos safar de uma goleada do São Paulo, outros entram na esfera econômica e dizem que a oferta x procura é um dos fatores para as arquibancadas estarem vazias se justificando que a qualidade faz que a procura seja melhor ou seja oferecer um grupo de jogadores mais qualificados para que a procura do torcedor em se associar seja maior.

Lógico, mas eu hoje vejo que o nosso grupo tem bons jogadores o que nos falta é definição do técnico em decidir quem serão os onze titulares absolutos e que serão os onze reservas, mas que poderão ser titulares se alcançarem uma qualidade de jogo a altura da titularidade a ser exigida. Isso é que temos que buscar e não ficar filosofando futebol.

No meu tempo de boleiro de time de várzea era sempre legal ser titular e melhor ainda, a gente ficava arretado quando se jogava contra um adversário que a qualidade era melhor que a nossa e a motivação ficar melhor pelo fato que a nossa superação seria um marco para nós. Isso é que o Paulo Autuori não faz e deixa todos murchos. E só se chega a isso, quando já se tem uma definição de titulares e reservas, de titulares motivados e de reservas também motivados,sabendo que serão ou poderão ser titulares se superarem a qualidade quem tem a titularidade. E não isso que vemos. Um dia é um no outro é já não é mais o mesmo e isso desmotiva a todos,pois sabem que por mais esforço que façam, não tem a garantia de nada.

Até atrevo-me a dizer que o Paulo Autuori tem sua culpa nesta gangorra que se tornou o nosso clube dentro deste campeonato, pelo menos agora no seu início, já se passaram seis rodadas, das quais já foram disputados dezoito pontos, e foram nove pontos em disputa no campo adversário e nove em nossa casa, que destes nove, ganhamos sete pontos, que infelizmente pelas atuações apresentadas não convenceu ninguém. E arrisco ainda mais com um humilde pitaco. O que nos falta é entrosamento.

Um grupo de jogadores na realidade é formada por vinte e dois jogadores, sendo estes onze titulares e onze reservas. Só que a filosofia do técnico deixa isso meio em aberto e explico. Até entendo que deva valorizar todo o grupo, mas infelizmente a regra é está, sempre haverá onze titulares de fato e onze reservas também, e técnico que adota rodízio como o Paulo Autuori está adotando não se consegue formar conjunto dentro de campo, não se cria parceiros em campo e portanto se cria mais um problema a ser resolvido.

Como disse entendo que todos tem seu valor, mas futebol é como se fazia nos velhos tempo. Sempre existiu onze jogadores dentro do grupo que são destaques, e sempre haverá aquele jogador esforçado, mas sem condições de ser titular, somente um reserva de luxo e só irá atuar quando o titular não tiver condições de jogo.

Para mim o dilema que os torcedores se manifestaram tem suas explicações, mas a única que plausível e que pode revirar está sequência de boas e más atuações é definir quem serão os titulares e quem serão os reservas e nesta situação o Paulo Autuori terá que definir se não quiser ver o seu trabalha ser uma mesmice e pior ainda acabar desqualificado pela gangorra como está se apresentando a massa rubro negra.

Portanto terá que mudar sua tática se não corre o risco de colocar o CAP brigando este campeonato para não cair. Se corrigir este seu pensamento ‘filosófico de futebol’ acredito que as demais situações também irão melhorar.Com uma qualidade mais a nível do CAP pelo conjunto que irá formar ocasionando uma procura de mais torcedores se associando e indo aos jogos.

E como sempre citei e sempre acreditei nesta máxima que João Saldanha disse um dia ‘Futebol é feijão com arroz’. Para mim e para ele talvez, fora disso é marmelada.



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