27 out 2016 - 18h31

"Mais equilíbrio", Autuori e Lucho falam em coletiva

O técnico Paulo Autuori e o meia Lucho González falaram em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (27), sobre a preparação do time para o confronto contra o Cruzeiro neste sábado (29). Os dois também comentaram sobre a atuação do Atlético fora de casa e o nível de competição do Campeonato Brasileiro.

Falando sobre a partida contra o Cruzeiro, Lucho afirmou que a equipe está focada no próximo desafio e no objetivo de lutar pela Libertadores. “Estamos pensando só no Cruzeiro e trabalhando. Jogo por jogo. Será um jogo difícil, contra um time muito bem trabalhado e um grupo com grandes jogadores”, afirmou o argentino. “Temos que nos preparar contra o Cruzeiro. É uma equipe que cresceu muito desde a chegada do Mano. Ele reestruturou o time e posiciona taticamente muito bem. Vamos enfrentar muitas dificuldades, mas temos que trabalhar no nosso melhor”, complementou Autuori.

O comandante comentou ainda sobre mudanças no time. Pablo voltou a treinar de maneira parcial e, se estiver em condições, será relacionado. “Pablo estando bem, joga. Ele tem sido um jogador importante, faz gols, vamos ver como ele se comporta. Hoje vamos saber, ter uma mostra se ele terá oportunidade de jogar”, contou. Sobre Nikão, continuou a afirmar que o meia voltará aos poucos e que entrará apenas em alguns momentos do jogo, até recuperar a força. Já Sidcley precisa recuperar o ritmo, segundo o treinador, ele tem treinado melhor e vai continuar os trabalhos.

O zagueiro Paulo André volta ao time. Autuori afirmou que o jogador já recuperou sua capacidade e tirou qualquer tipo de preocupação sobre seu olho. Sobre a escalação, o comandante garante que o time não irá mudar e deve repetir o time que entrou contra o América Mineiro. “Não há motivos para mudanças, até porque não temos muitas opções para isso. Somos uma equipe que tem a ver com o momento, mas sem jamais perder a visão de futuro, o que queremos. Temos nossas forças e fraqueza. O importante é estarmos cientes das nossas circunstâncias”, relatou.

Sobre a atuação dentro e fora de casa, tanto Autuori como Lucho não souberam explicar. O comandante chegou a dizer que “se soubessem o motivo já teriam resolvido” e que o momento é de reflexão. Ele ainda disse que o problema não pode virar um trauma para a equipe, que precisa trabalhar. “Nessa situação nós somos competentes com o que estamos fazendo no campeonato, mas temos sido incapazes de manter nosso padrão de rendimento e resultado, mas vamos continuar trabalhando. Temos mais três jogos fora de casa e o mais importante é manter o nível e atingir nosso objetivo”, declarou. “Isso é uma coisa que não gostamos, gostaríamos de pontuar fora de casa. Mas só com trabalho podemos sair dessa situação e tentar pontuar para continuar com nosso objetivo”, completou Lucho.

Autuori aproveitou para falar também sobre o nível do campeonato. Mais uma vez afirmou que considera o nível da competição de médio para baixo e disse que isso é um reflexo da atual situação do futebol brasileiro. Ele ainda acredita que os jogos serão bastante competitivos até o final, seja na disputa pelo título, vaga na Libertadores ou risco de rebaixamento. “O grau de dificuldade aumenta porque os jogos vão ser mais decisivos e não há mais tempo de recuperação. Cada jogo será muito disputado e emocionante até o final. Quanto ao campeonato, a situação da seleção brasileira mostra o nível competitivo interno. Mostra o nível de futebol dentro do país. Temos que ter uma preocupação maior com nosso campeonato. Difícil manter uma constante. Temos dificuldade de ver uma equipe brasileira no topo por dois ou três anos. Essa é a realidade, mesmo com as equipes que estão lutando lá em cima, vemos partidas muito fracas”, reconhece. Ele ainda deu como exemplo o próprio Atlético, afirmando que com a boa campanha como mandante, mas perdendo os jogos fora de casa, jamais estaria lutando por uma vaga na Libertadores em outro momento. Nessa reta final, ele acredita que o time precisa buscar mais equilíbrio.



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