16 jan 2019 - 18h51

O estilo de Rafael Guanaes, técnico do Paranaense

Em dezembro de 2018, Rafael Guanaes acertou sua vinda ao Athletico para assumir o cargo antes ocupado por Tiago Nunes e ser o novo treinador do time sub-23, que disputará o Paranaense de 2019. O técnico, de 37 anos, saiu do Clube Atlético Votuporanguense, onde conquistou a Copa Paulista do ano passado, título que deu ao clube a chance de disputar a Copa do Brasil desse ano.

Com isso, o Furacão aposta mais uma vez em um treinador jovem, fato que deu certo em 2018 e consagrou a equipe como campeã. O próprio Guanaes traz em seu currículo passagens e títulos. Em 2012 iniciou a carreira de técnico no Joseense, de São José dos Campos, onde conquistou o acesso à Séria A3. Depois foi para o União São João e, em 2015, para o São Carlos, conquistando a Série B do Campeonato Paulista. Mais tarde foi para o Monte Azul e o já citado, Votuporanguense. Ele também já atuou como jogador até os 27 anos. “Será uma oportunidade única e um reconhecimento em cima da trajetória que venho trilhando até aqui. Acredito que é uma oportunidade que casa os perfis, meu e do Athletico”, disse ao chegar ao clube.

Atuando pela primeira vez fora de São Paulo, o técnico é uma novidade para os paranaenses e principalmente para os torcedores do Furacão. Pensando nisso, Guilherme Batistel publicou em seu perfil no Twitter uma série de posts analisando o estilo de jogo do novo treinador. Segundo ele, na teoria também é utilizado o esquema 4-2-3-1, mas na pressão sem bola utiliza o 4-4-2 com o meia central e o centroavante na frente. É um treinador que também gosta de atrair a pressão adversária para quebrá-la e agredir o adversário.

Além disso, usa os meias abertos e marcando por encaixe as laterais. Ao invés de ficarem na linha dos volantes, eles se adiantam para sufocar o jogador assim que ele recebe a bola. Quando recebe, os dois jogadores da frente se juntam ao ponta para cercar o jogador e as linhas de passe. Ao atacar, os meias centrais também trocam de lugar com um dos volantes, como Bruno Guimarães e Veiga faziam no time de Tiago Nunes, para confundir a marcação. O meia fica mais avançado e se aproxima enquanto o volante se infiltra na defesa. Sempre que o meia recebe, há um volante e um lateral o acompanhando e passando para gerar o 3 contra 2.

A saída de bola fica no 4-1-2-3 ou 4-2-3-1, com a equipe trabalhando bem a posse, com paciência e bem posicionada, esperando atrair a equipe adversária para quebrar a pressão e, a partir disso, partir para o ataque com velocidade.

Outra coisa que Guanaes gosta de treinar muito é a transição e os times dele costumam fazer a mudança de defesa para ataque de modo automatizado. Na transição ofensiva, sempre usa o terceiro homem. Quando um jogador roupa a bola, três companheiros já se apresentam com opção para tirar a bola, assim, mesmo que dois estejam marcados, um está livre para receber e garante a superioridade.

Para se defender, o treinador também usa duas linhas de quatro, mas com o centroavante atrás da linha da bola, se projetando para receber caso haja uma recuperação ou roubada. Usa a marcação zonal, com o meia fazendo pressão em quem está com a bola.



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