3 abr 2019 - 21h29

Geração privilegiada

Quem acompanha os fóruns relacionados ao Atlético, sabe muito bem que a gente não consegue ser unânime em quase nada!

Seja nas questões relacionadas à Organizada, seja nos temas técnicos, nem precisamos adentrar o cenário político para constatar o quanto a nossa torcida gosta de uma polarização: amor e ódio com o novo escudo, quem são nossos rivais, quando é clássico, o lance do “H” (História ou Heresia?), emoção x sensatez, Lucho, não canta aquela, Lodi não estava pronto, “forçar” atleticanismo, sócios e ingressos, feitos do presente x glórias do passado, Pinheirão x Geração Arena x Millennials, o fato é que nem mesmo nas idolatrias a gente consegue ser uníssono.

Afinal, Pablo é ídolo?

Qual é o nosso maior argentino?

Talvez o Tiago Nunes seja o que mais chega perto dessa unanimidade. Mas, ainda assim, eu conheço gente que tem aquela teoria do “resquício do trabalho do Diniz e a sua genialidade incompreendida”.

Entretanto, mesmo longe de um denominador comum sobre todas essas temáticas, precisamos reconhecer que pertencemos a uma geração privilegiada, sim! Pois, independente de vc ter visto ou não o Furacão de 49, vibrado com os 154 gols do Sicupira, acompanhado a Páscoa de 95, sido campeão in loco em 2001, pertencido a todas as comunidades atleticanas do Orkut, lido as minhas colunas antigas no Furacao.com, se encantado com aquele time inspirado de 2004, ter sido vice da Libertadores, caído em 2011, ter tirando aquela bola junto com o Cleberson no ano seguinte (ufa!)… todos os atleticanos da face da Terra estão vivenciando um capítulo mágico da nossa história!

Privilegiados porque temos a honra de ver em campo a personificação de tudo aquilo que a gente espera de um escrete rubro-negro. Uma equipe não só movida pelo espírito copeiro, mas também por um futebol vistoso, ágil e eficiente. Um time composto por jogadores especiais e comandados pelo primeiro técnico a assumir o posto de ídolo no nosso Clube. Um elenco que não a toa carrega com maestria o apelido de “Time de Guerra” e que garantiu que não precisássemos mais recorrer – apenas – ao baú do nosso saudosismo.

Hoje, podemos ir logo ali naquele recente doze de dezembro e nos refestelar de Atlético, de futebol, de mística, de emoção e de realidade!

Hoje, dia três de abril, ainda sentimos na pele, nas cordas vocais e, principalmente, em nossos corações, os reflexos do jogo mais surreal da nossa história (teremos discordantes nesse ponto!).

Hoje, 70 anos após o surgimento de um Furacão, acabamos de concretizar o sonho de todas as gerações de atleticanos (vou escrever devagar em caixa alta para degustar de cada palavra): VENCEMOS UM DOS BALUARTES DO FUTEBOL MUNDIAL NUMA LIBERTADORES, COM DIREITO A HAT-TRICK, DENTRO DA NOSSA BAIXADA LOTADA, VOANDO EM CAMPO, COM UM TIME SEM PEREBAS E O MELHOR TÉCNICO POSSÍVEL!

Hoje, eu nem preciso comentar o que ainda vem pela frente.

Geração privilegiada, sim! Nessa vocês concordam comigo, né?



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